Análise: derrota recoloca o Santa Cruz diante de problemas que as vitórias não apagaram
Melhores momentos de Santa Cruz 0 x 1 Figueirense, pela Série C Caiu por terra a sequência de três jogos com vitória do Santa Cruz nesta Série C. Diante do seu torcedor, que pôs 27 mil pessoas na Arena de Pernambuco, o Tricolor sofreu contra o Figueirense e terminou derrotado pelo placar de 1 a 0. Um resultado enganoso, acima de tudo. Não por que a equipe pernambucana buscou o empate e criou para tal. Mas por que o time catarinense empilhou chances e bateu literalmente na trave por duas vezes. O revés em casa, fruto em especial do pobre repertório ofensivo, não é uma ocasião. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Santa Cruz no WhatsApp + Veja mais notícias do Santa Cruz no ge Contra equipes que se defendem bem, caso do Figueirense, o Santa Cruz se expõe à posição de depender da qualidade de peças que consigam quebrar linhas para fazer o adversário sofrer. Raramente tem tido êxito. O recorte dos últimos três jogos seguidos com vitória não pode - nem deveria - mascarar uma realidade que se faz presente ao longo da Série C: a baixa produção dos atacantes. Santa Cruz 0 a 1 Figueirense Marlon Costa/AGIF O Santa Cruz marcou 15 gols em 15 jogos do campeonato e menos da metade partiu de atletas do setor: Quirino, já fora do clube, marcou um, Renato, Everaldo, Ronald e Tiago Marques, idem; só Marquinhos, que também deixou o Arruda, balançou as redes duas vezes. As outras opções, Vitinho, Robinho e Eron estão zeradas. Contra o Figueirense, o Santa Cruz finalizou com direção ao gol três vezes em 90 minutos. No primeiro tempo, Vitinho entrou na área e bateu cruzado para Fabrício espalmar; depois, Everaldo, em cobrança de falta, mandou a bola na rede, por cima do gol, e William Alves, no segundo tempo, cabeceou também por cima da meta do Figueira. +Técnico do Santa pede desculpas à torcida e lamenta baixa produção ofensiva contra o Figueirense A última investida tricolor realmente perigosa na partida. O relógio marcava 25 minutos da etapa final. Enquanto o Figueirense baixava linhas e ainda assim chegava com perigo em contra-ataque, o Santa Cruz exercia um domínio falso do jogo: tinha a bola, mas não sabia o que fazer com ela. Assim, começou a lançar bolas na área na tentativa de explorar a virtude de seu jogo aéreo. Não deu certo. O que expõe, em paralelo, outra deficiência do time: o desempenho na condição de mandante. Christian de Souza, técnico do Santa Cruz Marlon Costa/AGIF Entre 20 clubes da Série C, o Santa Cruz é somente o 15º lugar: 10 pontos conquistados em 21 (três vitórias, um empate e três derrotas). Christian de Souza reconhece que o time ainda está à procura de equilíbrio e do encaixe ideal para achar uma formação titular. É justo o desejo de testar do técnico, mas o argumento perde força quando os erros se repetem e as escolhas são questionáveis. A exemplo dos quatro zagueiros escalados contra o Figueirense: Edson Miranda, Matheus Vinícius, William Alves e Eurico. Esse último sendo deslocado para jogar numa função incomum: volante. Consequentemente, o Santa Cruz esbarrou em imensa dificuldade de propor o jogo. LEIA MAIS: +Confira a tabela atualizada da Série C Ao mesmo tempo, o problema do cobertor curto com o elenco se agrava: o Tricolor liberou quase um time inteiro de jogadores e gerencia um grupo reduzido de atletas que sofre com salários atrasados. Dessa forma, a direção declarou que não vai contratar até o problema ser resolvido. A derrota para o Figueirense não representa o declínio de um trabalho que, até o momento, surpreende pelo contexto delicado que o cerca. Mas serve, sim, para colocar os pés no chão e ser coerente no planejamento da fase final do campeonato. Há muito a se ajustar até uma eventual briga por acesso na Série C. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧 Assista: tudo sobre o Santa Cruz no ge, na Globo e no sportv
Melhores momentos de Santa Cruz 0 x 1 Figueirense, pela Série C Caiu por terra a sequência de três jogos com vitória do Santa Cruz nesta Série C. Diante do seu torcedor, que pôs 27 mil pessoas na Arena de Pernambuco, o Tricolor sofreu contra o Figueirense e terminou derrotado pelo placar de 1 a 0. Um resultado enganoso, acima de tudo. Não por que a equipe pernambucana buscou o empate e criou para tal. Mas por que o time catarinense empilhou chances e bateu literalmente na trave por duas vezes. O revés em casa, fruto em especial do pobre repertório ofensivo, não é uma ocasião. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Santa Cruz no WhatsApp + Veja mais notícias do Santa Cruz no ge Contra equipes que se defendem bem, caso do Figueirense, o Santa Cruz se expõe à posição de depender da qualidade de peças que consigam quebrar linhas para fazer o adversário sofrer. Raramente tem tido êxito. O recorte dos últimos três jogos seguidos com vitória não pode - nem deveria - mascarar uma realidade que se faz presente ao longo da Série C: a baixa produção dos atacantes. Santa Cruz 0 a 1 Figueirense Marlon Costa/AGIF O Santa Cruz marcou 15 gols em 15 jogos do campeonato e menos da metade partiu de atletas do setor: Quirino, já fora do clube, marcou um, Renato, Everaldo, Ronald e Tiago Marques, idem; só Marquinhos, que também deixou o Arruda, balançou as redes duas vezes. As outras opções, Vitinho, Robinho e Eron estão zeradas. Contra o Figueirense, o Santa Cruz finalizou com direção ao gol três vezes em 90 minutos. No primeiro tempo, Vitinho entrou na área e bateu cruzado para Fabrício espalmar; depois, Everaldo, em cobrança de falta, mandou a bola na rede, por cima do gol, e William Alves, no segundo tempo, cabeceou também por cima da meta do Figueira. +Técnico do Santa pede desculpas à torcida e lamenta baixa produção ofensiva contra o Figueirense A última investida tricolor realmente perigosa na partida. O relógio marcava 25 minutos da etapa final. Enquanto o Figueirense baixava linhas e ainda assim chegava com perigo em contra-ataque, o Santa Cruz exercia um domínio falso do jogo: tinha a bola, mas não sabia o que fazer com ela. Assim, começou a lançar bolas na área na tentativa de explorar a virtude de seu jogo aéreo. Não deu certo. O que expõe, em paralelo, outra deficiência do time: o desempenho na condição de mandante. Christian de Souza, técnico do Santa Cruz Marlon Costa/AGIF Entre 20 clubes da Série C, o Santa Cruz é somente o 15º lugar: 10 pontos conquistados em 21 (três vitórias, um empate e três derrotas). Christian de Souza reconhece que o time ainda está à procura de equilíbrio e do encaixe ideal para achar uma formação titular. É justo o desejo de testar do técnico, mas o argumento perde força quando os erros se repetem e as escolhas são questionáveis. A exemplo dos quatro zagueiros escalados contra o Figueirense: Edson Miranda, Matheus Vinícius, William Alves e Eurico. Esse último sendo deslocado para jogar numa função incomum: volante. Consequentemente, o Santa Cruz esbarrou em imensa dificuldade de propor o jogo. LEIA MAIS: +Confira a tabela atualizada da Série C Ao mesmo tempo, o problema do cobertor curto com o elenco se agrava: o Tricolor liberou quase um time inteiro de jogadores e gerencia um grupo reduzido de atletas que sofre com salários atrasados. Dessa forma, a direção declarou que não vai contratar até o problema ser resolvido. A derrota para o Figueirense não representa o declínio de um trabalho que, até o momento, surpreende pelo contexto delicado que o cerca. Mas serve, sim, para colocar os pés no chão e ser coerente no planejamento da fase final do campeonato. Há muito a se ajustar até uma eventual briga por acesso na Série C. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧 Assista: tudo sobre o Santa Cruz no ge, na Globo e no sportv
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