Confira os gols da vitória do CRB sobre o América-MG, por 3 a 1, no Rei Pelé O CRB não começou bem na Série B deste ano. Oscilou, perdeu pontos importantes e chegou a conviver com uma defesa que estava entre as piores da competição. No returno, a realidade é outra: o time entrou no G-6, assumiu a quinta colocação depois de bater o América-MG por 3 a 1 nesta sexta-feira e virou um sério candidato ao acesso à Série A. + Veja a classificação da Série B Mas o que explica essa transformação? O ge mostra cinco fatores que ajudam a entender a arrancada. 1. A chegada de Fábio Matias A mudança mais evidente aconteceu no comando técnico. Fábio Matias assumiu o CRB em um momento de instabilidade e rapidamente fez o time pontuar. Em cinco partidas no início de seu trabalho, foram quatro vitórias e um empate, com 13 dos 15 pontos disputados. A boa sequência se prolongou. Antes da derrota para o Juventude, o treinador acumulava sete jogos de invencibilidade na Série B, com cinco vitórias e dois empates, aproveitamento de 80,9%. Com ele, o CRB passou a pressionar melhor, compactar as linhas e competir de maneira mais consistente. Tanto que depois do técnico perder a invencibilidade, em Caxias do Sul, o time venceu o Criciúma e o América-MG, na sequência. Em dez jogos à frente do CRB, Fábio Matias conquistou até agora sete vitórias, obteve dois empates e sofreu apenas uma derrota, somando 23 dos 30 pontos disputados, aproveitamento de 76,7%. Fábio Matias tem aproveitamento de 76,5% de aproveitamento no CRB Francisco Cedrim/ASCOM CRB 2. O time parou de sofrer tantos gols Se o ataque já apresentava números importantes, o grande problema era a defesa. Na chegada de Fábio Matias, o CRB tinha a segunda pior defesa da Série B e sofria, em média, 1,80 gol por partida. A transformação foi rápida: o time chegou a ficar cinco jogos consecutivos sem ser vazado. O lateral Kevin, autor de um gol nesta sexta, apontou a mudança de comportamento coletivo como uma das explicações. Segundo ele, o ataque passou a pressionar, o meio ficou mais compacto e a defesa conseguiu atuar mais adiantada. É uma alteração fundamental. Um time que já tinha capacidade para fazer gols precisava apenas diminuir o número de vezes em que era vazado. E os números atuais mostram essa combinação: após 26 rodadas, o CRB tem 40 gols marcados, um dos melhores ataques da competição, contra 36 sofridos, ficando com quatro de saldo. CRB x América-MG, no Rei Pelé Francisco Cedrim/CRB 3. O CRB descobriu como ganhar fora Outro componente importante da recuperação é a campanha como visitante. Antes mesmo da arrancada mais recente, o CRB já apresentava a terceira melhor campanha fora de casa da Série B. Esse desempenho deu ao time uma espécie de margem de segurança. Quando o resultado não aparecia no Rei Pelé, o CRB tinha capacidade de recuperar os pontos longe de Maceió. E isso é importante em uma Série B tão equilibrada. A campanha fora também ajuda a explicar por que o CRB se manteve próximo dos primeiros colocados mesmo durante períodos de oscilação. Hoje, o time regatiano é o melhor visitante da Série B, com 21 pontos em 13 jogos, um aproveitamento de 53,8%. Crystopher comemora gol do CRB contra o América-MG Francisco Cedrim/ASCOM CRB 4. O líder do segundo turno A recuperação deixou de ser apenas uma impressão e passou a aparecer na tabela do returno. Depois de sete jogos, o time chegou a 16 pontos conquistados, assumindo a primeira colocação nesse recorte. Agora, com 42 pontos em 26 partidas, o CRB está dentro da faixa que garante a disputa dos playoffs e fica de olho até na vaga direta para a Série A. Hoje, o segundo colocado, o Juventude, tem 46 pontos, quatro a mais do que o Galo. Mikael marca o segundo gol do CRB na vitória contra o América-MG 5. Mikael e um ataque capaz de decidir Por último, há o fator individual. Mikael se transformou em uma das principais armas ofensivas do campeonato. Quando o CRB precisava de um jogador capaz de transformar volume em gol, encontrou no centroavante a referência. Ele marcou mais uma vez nesta sexta, contra o América, e lidera a artilharia da Série B, com 16 gols. Seu desempenho se tornou um dos principais trunfos do CRB na campanha. Para completar, o centroavante ainda é o goleador do Brasil na temporada, com 26 gols. Mas a produção ofensiva não depende apenas dele. O crescimento de jogadores como Danielzinho, Dadá Belmonte e Thiaguinho ajudou a formar um setor ofensivo mais perigoso e menos dependente de uma única solução. O resultado aparece na tabela: 40 gols em 26 rodadas, média de 1,5 por partida. Carona do ge: coordenador de futebol do CRB, Gum é o personagem da semana