Espanha recorre a amuleto para eliminar a resiliente Bélgica
Jogos eliminatórios de Copa do Mundo muitas vezes são decididos na profundidade dos elencos. Na tarde desta sexta-feira, em Los Angeles, não foi diferente. Se de um lado Mikel Merino saiu do banco para gerar a precisão que a Espanha necessitava. Do outro, a lesão de Courtois no meio da 2ª etapa, foi determinante para o desfecho favoravel a Fúria. Senne Lammens, que substituiu o consagrado goleiro belga, não é um arqueiro qualquer. Foi titular do Manchester United(ING) na última temporada, mas não tem a mesma capacidade de resistir a pressões e nem a hierarquia de um dos principais goleiros da história do futebol. Sucumbiu! Foi decisivo para que a maior produção espanhola se convertesse na vantagem por 2x1. Escalações Luis de la Fuente surpreendeu ao sacar Pedri do time. Fabian Ruiz ganhou chance entre os titulares. Foi a única modificação em relação ao time que iniciou contra Portugal. Já Rudi Garcia faria duas. Voltou com De Bruyne e Doku ao time titular. Lukebakio foi para o banco e Onana está fora com lesão grave. Tielemans sentiu no aquecimento e deu lugar a Vanaken, jogadores totalmente diferentes. Como Espanha e Bélgica iniciaram o duelo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Disposta a não deixar a Espanha dominar as ações de forma absoluta, a Bélgica buscou subir o bloco de marcação em alguns momentos dos minutos iniciais e também evitou ligações diretas quando a Fúria fazia o mesmo. Isso não impediu que os espanhóis fossem superiores na primeira metade do 1º tempo, mas ao menos quebrou o volume que a equipe de Yamal e Rodri gostaria de ter. Por mais que os belgas tentassem ser agressivos nos combates, acabavam perdendo duelos pontuais e não conseguiam encaixar as pressões com tanta frequência. Rodri começou a distribuir os passes com qualidade. Oyarzabal recuava, recebia no pivô, e se conectava com os meio-campistas. Dani Olmo se movia e fugia da marcação de Raskin com alguma tranquilidade. Cubarsí e Laporte também eram importantes para girar a bola com velocidade e somar bons passes desde a primeira linha de construção. Os laterais eram agudos e buscavam associação com os pontas. Baena circulava mais a partir da esquerda em relação a Lamine Yamal. A Espanha rondava a área em busca do ajuste fino. A jogada que proporcionaria a finalização livre, e ela veio aos 29 minutos. Doku, que sofreu para acompanhar Pedro Porro, não vigiou a ultrapassagem do lateral espanhol, que tabelou com Yamal e cruzou rasteiro para Dani Olmo bater firme. Courtois espalmou, mas Fabian Ruiz não perdoou no rebote. De Cuyper e Raskin também não marcaram bem na construção da jogada. Espanha x Bélgica - Quartas de Final - Copa do Mundo REUTERS/Daniel Cole A bola na rede inaugurou o pior momento da Bélgica no 1º tempo. Ficou acuada por alguns minutos. Passou muito perto de levar mais um gol em duas finalizações perigosas de Lamine Yamal, que passou a infernizar ainda mais o lado esquerdo da defesa rival. A alternativa foi aumentar a quantidade de bolas longas a partir dos tiros de meta, algo que já vinha ocorrendo de forma gradativa. De Ketelaere foi importante para vencer duelos e incomodar a dupla de zaga espanhola ao ser acionado nas bolas longas aéreas de Courtois. Conseguia contar com rápidas aproximações de seus companheiros na sequência, algo que não foi acompanhado de forma organizada pela Fúria. A combinação gerou o gol de empate após participações de quase todos os atletas de meio e ataque. A bola rondou a área a partir de Doku, Vanaken, Trossard e De Bruyne, que recebeu pela direita e serviu Castagne em profundidade. O lateral cruzou para De Ketelaere se antecipar a Cubarsi e marcar de cabeça. O jovem zagueiro espanhol falhou de forma seguida na reta final da 1ª etapa. De Ketelaere cabeceia para marcar em Espanha x Bélgica REUTERS/Daniel Cole A Espanha voltou a pressionar no início do 2º tempo, rondava a área belga com maior frequência, mas os Diabos Vermelhos não deixaram de buscar o ataque ao terem a bola. E variavam formas de avançar. Passes longos e ataques com aproximações e passes curtos. Assustaram em um chute de De Cuyper na rede pelo lado de fora, após ótima trama de Doku e De Bruyne pela esquerda. Pedri e Ferrán Torres não demoraram a ser chamados. Fabián Ruiz e Baena foram sacados. A resposta de Rudi Garcia foi pôr Lukaku, Witsel e Seys em campo. Trossard, Vanaken e De Cuyper saíram. O jogo ficou aberto na sequência, e com o prtotagonismo de dois craques. Lamine Yamal enfileirou ótimas jogadas e finalizações. Courtois impediu pelo menos dois gols. Por outro lado, De Bruyne comandou ataques rápidos com bons passes para Doku e ainda apareceu na área para finalizar. A Bélgica reclamou de pênalti de Rodri em um deles. Pouco depois da metade do 2º tempo, a equipe perdeu Courtois, que saiu lesionado e chorando. Lammens assumiu a meta. Courtois sente lesão em Bélgica x Espanha IMAGN IMAGES via Reuters Depois da parada para hidratação, a Espanha voltou a ter a bola mais tempo perto da área belga. Esbarrava em ótimas ações defensivas de Ngoy e Seys. O segundo, um jovem lateral do Club Brugge(BEL), que venceu vários duelos contra Lamine Yamal. Ferrán Torres fez mais movimentos na direção da área. Depois passou a ser o centroavante quando Nico Williams substituiu Oyarzabal. Já depois dos 40 minutos, Merino entrou no lugar de Dani Olmo. De Bruyne, esgotado fisicamente, deu lugar a Saelemaekers. Pouco mais de dois minutos depois de entrar, Merino aproveitou o rebote de uma falha grotesca de Lammens, que rebateu para dentro da pequena área um chute fraco de Cubarsí. O meia do Arsenal estufou a rede belga e classificou a Fúria para a semifinal. A Bélgica ainda presssionou e De Ketelaere assustou ao driblar Unai Simón em saída em falso do arqueiro nos acréscimos, mas Laporte salvou a Espanha, próxima adversária da favorita França.
Jogos eliminatórios de Copa do Mundo muitas vezes são decididos na profundidade dos elencos. Na tarde desta sexta-feira, em Los Angeles, não foi diferente. Se de um lado Mikel Merino saiu do banco para gerar a precisão que a Espanha necessitava. Do outro, a lesão de Courtois no meio da 2ª etapa, foi determinante para o desfecho favoravel a Fúria. Senne Lammens, que substituiu o consagrado goleiro belga, não é um arqueiro qualquer. Foi titular do Manchester United(ING) na última temporada, mas não tem a mesma capacidade de resistir a pressões e nem a hierarquia de um dos principais goleiros da história do futebol. Sucumbiu! Foi decisivo para que a maior produção espanhola se convertesse na vantagem por 2x1. Escalações Luis de la Fuente surpreendeu ao sacar Pedri do time. Fabian Ruiz ganhou chance entre os titulares. Foi a única modificação em relação ao time que iniciou contra Portugal. Já Rudi Garcia faria duas. Voltou com De Bruyne e Doku ao time titular. Lukebakio foi para o banco e Onana está fora com lesão grave. Tielemans sentiu no aquecimento e deu lugar a Vanaken, jogadores totalmente diferentes. Como Espanha e Bélgica iniciaram o duelo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Disposta a não deixar a Espanha dominar as ações de forma absoluta, a Bélgica buscou subir o bloco de marcação em alguns momentos dos minutos iniciais e também evitou ligações diretas quando a Fúria fazia o mesmo. Isso não impediu que os espanhóis fossem superiores na primeira metade do 1º tempo, mas ao menos quebrou o volume que a equipe de Yamal e Rodri gostaria de ter. Por mais que os belgas tentassem ser agressivos nos combates, acabavam perdendo duelos pontuais e não conseguiam encaixar as pressões com tanta frequência. Rodri começou a distribuir os passes com qualidade. Oyarzabal recuava, recebia no pivô, e se conectava com os meio-campistas. Dani Olmo se movia e fugia da marcação de Raskin com alguma tranquilidade. Cubarsí e Laporte também eram importantes para girar a bola com velocidade e somar bons passes desde a primeira linha de construção. Os laterais eram agudos e buscavam associação com os pontas. Baena circulava mais a partir da esquerda em relação a Lamine Yamal. A Espanha rondava a área em busca do ajuste fino. A jogada que proporcionaria a finalização livre, e ela veio aos 29 minutos. Doku, que sofreu para acompanhar Pedro Porro, não vigiou a ultrapassagem do lateral espanhol, que tabelou com Yamal e cruzou rasteiro para Dani Olmo bater firme. Courtois espalmou, mas Fabian Ruiz não perdoou no rebote. De Cuyper e Raskin também não marcaram bem na construção da jogada. Espanha x Bélgica - Quartas de Final - Copa do Mundo REUTERS/Daniel Cole A bola na rede inaugurou o pior momento da Bélgica no 1º tempo. Ficou acuada por alguns minutos. Passou muito perto de levar mais um gol em duas finalizações perigosas de Lamine Yamal, que passou a infernizar ainda mais o lado esquerdo da defesa rival. A alternativa foi aumentar a quantidade de bolas longas a partir dos tiros de meta, algo que já vinha ocorrendo de forma gradativa. De Ketelaere foi importante para vencer duelos e incomodar a dupla de zaga espanhola ao ser acionado nas bolas longas aéreas de Courtois. Conseguia contar com rápidas aproximações de seus companheiros na sequência, algo que não foi acompanhado de forma organizada pela Fúria. A combinação gerou o gol de empate após participações de quase todos os atletas de meio e ataque. A bola rondou a área a partir de Doku, Vanaken, Trossard e De Bruyne, que recebeu pela direita e serviu Castagne em profundidade. O lateral cruzou para De Ketelaere se antecipar a Cubarsi e marcar de cabeça. O jovem zagueiro espanhol falhou de forma seguida na reta final da 1ª etapa. De Ketelaere cabeceia para marcar em Espanha x Bélgica REUTERS/Daniel Cole A Espanha voltou a pressionar no início do 2º tempo, rondava a área belga com maior frequência, mas os Diabos Vermelhos não deixaram de buscar o ataque ao terem a bola. E variavam formas de avançar. Passes longos e ataques com aproximações e passes curtos. Assustaram em um chute de De Cuyper na rede pelo lado de fora, após ótima trama de Doku e De Bruyne pela esquerda. Pedri e Ferrán Torres não demoraram a ser chamados. Fabián Ruiz e Baena foram sacados. A resposta de Rudi Garcia foi pôr Lukaku, Witsel e Seys em campo. Trossard, Vanaken e De Cuyper saíram. O jogo ficou aberto na sequência, e com o prtotagonismo de dois craques. Lamine Yamal enfileirou ótimas jogadas e finalizações. Courtois impediu pelo menos dois gols. Por outro lado, De Bruyne comandou ataques rápidos com bons passes para Doku e ainda apareceu na área para finalizar. A Bélgica reclamou de pênalti de Rodri em um deles. Pouco depois da metade do 2º tempo, a equipe perdeu Courtois, que saiu lesionado e chorando. Lammens assumiu a meta. Courtois sente lesão em Bélgica x Espanha IMAGN IMAGES via Reuters Depois da parada para hidratação, a Espanha voltou a ter a bola mais tempo perto da área belga. Esbarrava em ótimas ações defensivas de Ngoy e Seys. O segundo, um jovem lateral do Club Brugge(BEL), que venceu vários duelos contra Lamine Yamal. Ferrán Torres fez mais movimentos na direção da área. Depois passou a ser o centroavante quando Nico Williams substituiu Oyarzabal. Já depois dos 40 minutos, Merino entrou no lugar de Dani Olmo. De Bruyne, esgotado fisicamente, deu lugar a Saelemaekers. Pouco mais de dois minutos depois de entrar, Merino aproveitou o rebote de uma falha grotesca de Lammens, que rebateu para dentro da pequena área um chute fraco de Cubarsí. O meia do Arsenal estufou a rede belga e classificou a Fúria para a semifinal. A Bélgica ainda presssionou e De Ketelaere assustou ao driblar Unai Simón em saída em falso do arqueiro nos acréscimos, mas Laporte salvou a Espanha, próxima adversária da favorita França.
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