Marcelo Paz garante permanência de Fernando Diniz no Corinthians Transfer bans, contratações sem custo, salários atrasados, janela de transferência sem vendas... O Corinthians admite que a questão financeira tem influenciado o desempenho em campo, em um ano em que o time acumula eliminações e ocupa a parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O Corinthians está sem poder contratar desde 21 de maio, quando sofreu o primeiro dos três transfer bans que estão em vigor. Somados, os valores das condenações totalizam R$ 21,5 milhões. O clube só poderá voltar a contratar quando pagar estas dívidas, com correções. O diretor executivo de futebol Marcelo Paz admitiu, em entrevista coletiva, que não há previsão de quando as pendências serão quitadas. O Corinthians passou a janela de meio de ano sem fazer contratações. Segundo o dirigente, a prioridade é acertar os valores em aberto com o elenco. Em agosto, o clube atrasou os salários em uma semana e, atualmente, há um mês de direitos de imagem em atraso, além de premiações. — É uma situação incômoda, mas que se sabia que poderia acontecer, em função de toda a reestruturação que o clube está passando. O clube pagou, neste ano, mais de R$ 200 milhões de dívidas. Se essas dívidas não existissem, os salários estariam rigorosamente em dia, mas elas existem. Quando a gente assume o trabalho, assume com ônus e bônus. Do mesmo jeito que existem dívidas, existem jogadores que estão aí que foram contratados em gestões anteriores e estão nos ajudando. É tentar resolver a situação dentro dessa realidade — disse Paz. — Eu não tenho nenhuma informação de planejamento de quando vai ser pago o transfer ban, mas espero que isso possa ser resolvido pelo bem do Corinthians, para que possa reforçar o elenco e ter um ano de 2027 ainda melhor — completou. Marcelo Paz é o executivo de futebol do Corinthians Rodrigo Gazzanel Na janela do início do ano, o Corinthians trouxe sete reforços, entre empréstimos e contratações definitivas, todos sem custo de aquisição. Isso depois de também passar quatro meses com transfer ban. Por outro lado, nove jogadores deixaram o clube no começo de 2026. — Saímos do transfer ban em janeiro e fizemos sete contratações neste ano, todas a custo zero, sem transfer envolvido, com contratos mais curtos, dentro da nova política de busca reestruturar financeiramente o clube, entregando algum resultado. O trabalho que a gente buscou fazer no começo do ano no meio do ano agora não foi possível porque tinha transfer ban ativo e não conseguimos pagar salários, quanto mais transfer ban. Mais notícias do Corinthians: + Corinthians lança terceira camisa azul e fará estreia contra o Fluminense + Corinthians receberá cerca de R$ 2 milhões por transferência de Martinelli Com elenco enxuto, o Corinthians passou a sofrer quando atletas tiveram lesões - a mais sentida delas, a do centroavante Yuri Alberto. Para Marcelo Paz, isso impactou no desempenho esportivo nesta temporada. — O ponto complicado é o elenco curto. Quando você perde jogadores por lesão e não pode repor, você tem dificuldade durante o jogo. Se tivesse Zakaria à disposição, o Kayke, o Yuri, certamente nossa pontuação seria maior e a gente não estaria discutindo, neste momento, uma série de derrotas. — Tem certos jogadores que o nível é tão bom que faz com que a reposição não seja igual. É difícil você repor jogador na mesma característica e qualidade, como do Yuri, assim como de outros jogadores do elenco. Objetivamente, a gente poderia estar melhor no Brasileiro, mas o elenco curto nos traz dificuldades. Em grave crise financeira, o Corinthians também não conseguiu cumprir a meta de vender jogadores na última janela. No orçamento para 2026 a diretoria previu uma arrecadação de cerca de R$ 150 milhões em transferências, o que não aconteceu. — O mercado sabe que o Corinthians passa por problemas e vem com ofertas abaixo — contemporizou o executivo. O diretor destacou que o Corinthians precisa de "remédio amargo" para superar as dificuldades financeiras, o que tem impacto no desempenho esportivo. — O remédio é amargo. Não contratar, não fazer contrato longo, não fazer loucura financeira. Isso, por vezes, impacta em campo. — É muito difícil você reestruturar financeiramente e conseguir entregar performance tão grande. E ainda assim o Corinthians conseguiu três títulos no espaço de um ano. — É um desafio que passa pela gestão, mas algo está sendo feito. Quando se deixa de gastar, quando não se contrata jogadores com contratos muito longos e salários muito altos já são passos que estão sendo dados para minimizar essa dívida e, quem sabe, no futuro, o Corinthians volte a ser uma potência também financeira. O Corinthians é uma potência esportiva e uma marca extremamente forte, com uma torcida absurda e extraordinária, mas hoje não é uma potência financeira. Da mesma maneira que é uma causa para os problemas em campo, a questão financeira também vira uma consequência, já que as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores impedem o clube de faturar com direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e premiações. — Do ponto de vista financeiro, é ruim, é um valor a mais que entraria, não só da cota, como de uma nova renda, de semifinal, que certamente daria uma renda muito boa. O planejamento de qualquer clube tem essas variáveis, porque a performance esportiva não é sempre garantida e tem essas variáveis. Tem que se virar e achar outras soluções, uma vez que esse dinheiro não entrou como a gente idealizava que entraria. + Leia mais notícias do Corinthians O Corinthians volta a campo neste domingo, às 16h (de Brasília), contra o Fluminense, na Neo Química Arena, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge
Do transfer ban às dívidas com elenco: Corinthians avalia que crise econômica prejudica o time
Marcelo Paz garante permanência de Fernando Diniz no Corinthians Transfer bans, contratações sem custo, salários atrasados, janela de transferência sem vendas... O Corinthians admite que a questão financeira tem influenciado o desempenho em campo, em um ano em que o time acumula eliminações e ocupa a parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O Corinthians está sem poder contratar desde 21 de maio, quando sofreu o primeiro dos três transfer bans que estão em vigor. Somados, os valores das condenações totalizam R$ 21,5 milhões. O clube só poderá voltar a contratar quando pagar estas dívidas, com correções. O diretor executivo de futebol Marcelo Paz admitiu, em entrevista coletiva, que não há previsão de quando as pendências serão quitadas. O Corinthians passou a janela de meio de ano sem fazer contratações. Segundo o dirigente, a prioridade é acertar os valores em aberto com o elenco. Em agosto, o clube atrasou os salários em uma semana e, atualmente, há um mês de direitos de imagem em atraso, além de premiações. — É uma situação incômoda, mas que se sabia que poderia acontecer, em função de toda a reestruturação que o clube está passando. O clube pagou, neste ano, mais de R$ 200 milhões de dívidas. Se essas dívidas não existissem, os salários estariam rigorosamente em dia, mas elas existem. Quando a gente assume o trabalho, assume com ônus e bônus. Do mesmo jeito que existem dívidas, existem jogadores que estão aí que foram contratados em gestões anteriores e estão nos ajudando. É tentar resolver a situação dentro dessa realidade — disse Paz. — Eu não tenho nenhuma informação de planejamento de quando vai ser pago o transfer ban, mas espero que isso possa ser resolvido pelo bem do Corinthians, para que possa reforçar o elenco e ter um ano de 2027 ainda melhor — completou. Marcelo Paz é o executivo de futebol do Corinthians Rodrigo Gazzanel Na janela do início do ano, o Corinthians trouxe sete reforços, entre empréstimos e contratações definitivas, todos sem custo de aquisição. Isso depois de também passar quatro meses com transfer ban. Por outro lado, nove jogadores deixaram o clube no começo de 2026. — Saímos do transfer ban em janeiro e fizemos sete contratações neste ano, todas a custo zero, sem transfer envolvido, com contratos mais curtos, dentro da nova política de busca reestruturar financeiramente o clube, entregando algum resultado. O trabalho que a gente buscou fazer no começo do ano no meio do ano agora não foi possível porque tinha transfer ban ativo e não conseguimos pagar salários, quanto mais transfer ban. Mais notícias do Corinthians: + Corinthians lança terceira camisa azul e fará estreia contra o Fluminense + Corinthians receberá cerca de R$ 2 milhões por transferência de Martinelli Com elenco enxuto, o Corinthians passou a sofrer quando atletas tiveram lesões - a mais sentida delas, a do centroavante Yuri Alberto. Para Marcelo Paz, isso impactou no desempenho esportivo nesta temporada. — O ponto complicado é o elenco curto. Quando você perde jogadores por lesão e não pode repor, você tem dificuldade durante o jogo. Se tivesse Zakaria à disposição, o Kayke, o Yuri, certamente nossa pontuação seria maior e a gente não estaria discutindo, neste momento, uma série de derrotas. — Tem certos jogadores que o nível é tão bom que faz com que a reposição não seja igual. É difícil você repor jogador na mesma característica e qualidade, como do Yuri, assim como de outros jogadores do elenco. Objetivamente, a gente poderia estar melhor no Brasileiro, mas o elenco curto nos traz dificuldades. Em grave crise financeira, o Corinthians também não conseguiu cumprir a meta de vender jogadores na última janela. No orçamento para 2026 a diretoria previu uma arrecadação de cerca de R$ 150 milhões em transferências, o que não aconteceu. — O mercado sabe que o Corinthians passa por problemas e vem com ofertas abaixo — contemporizou o executivo. O diretor destacou que o Corinthians precisa de "remédio amargo" para superar as dificuldades financeiras, o que tem impacto no desempenho esportivo. — O remédio é amargo. Não contratar, não fazer contrato longo, não fazer loucura financeira. Isso, por vezes, impacta em campo. — É muito difícil você reestruturar financeiramente e conseguir entregar performance tão grande. E ainda assim o Corinthians conseguiu três títulos no espaço de um ano. — É um desafio que passa pela gestão, mas algo está sendo feito. Quando se deixa de gastar, quando não se contrata jogadores com contratos muito longos e salários muito altos já são passos que estão sendo dados para minimizar essa dívida e, quem sabe, no futuro, o Corinthians volte a ser uma potência também financeira. O Corinthians é uma potência esportiva e uma marca extremamente forte, com uma torcida absurda e extraordinária, mas hoje não é uma potência financeira. Da mesma maneira que é uma causa para os problemas em campo, a questão financeira também vira uma consequência, já que as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores impedem o clube de faturar com direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e premiações. — Do ponto de vista financeiro, é ruim, é um valor a mais que entraria, não só da cota, como de uma nova renda, de semifinal, que certamente daria uma renda muito boa. O planejamento de qualquer clube tem essas variáveis, porque a performance esportiva não é sempre garantida e tem essas variáveis. Tem que se virar e achar outras soluções, uma vez que esse dinheiro não entrou como a gente idealizava que entraria. + Leia mais notícias do Corinthians O Corinthians volta a campo neste domingo, às 16h (de Brasília), contra o Fluminense, na Neo Química Arena, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge
