Defesa de ex-Corinthians preso por manipulação alega saúde crítica e pede extinção da pena
Piá, ex-jogador de Corinthians e Ponte Preta, é preso pela quinta vez A defesa do ex-meia Piá, com passagens por Ponte Preta, Corinthians e Santos, protocolou junto à Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal da 4ª Região Administrativa Judiciária (RAJ), em Campinas, pedido de indulto humanitário (extinção da pena) ou, de forma alternativa, prisão domiciliar, alegando quadro de saúde grave. Aos 52 anos, Piá está preso na Penitenciária III de Hortolândia desde março, quando foi detido por causa de um mandado pela condenação de dois anos, oito meses e 20 dias em regime inicial fechado por tentativa de manipulação de resultado de um jogo em 2018 - à época, ele era integrante da comissão técnica do Independente de Limeira. Foi a quinta prisão do ex-meia (as outras foram por furtos a caixas eletrônicos). O argumento central da petição, datada de 1º de junho, o argumento central é que a situação clínica do ex-atleta seria incompatível com a permanência no sistema prisional. Piá está preso desde março Alex Cardim/ EPTV Quadro clínico e internação Os advogados afirmam que Piá é portador de diabetes, dependente do tratamento de insulina e chegou a ser internado em estado grave no dia 13 de maio, no Hospital e Maternidade Municipal Governador Mário Covas, em Hortolândia. A petição sustenta ainda que o caso não se trata de condição estável, mas de um quadro recente de descompensação grave, com risco concreto à vida. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Administração Penitenciária do estado de São Paulo informou que Piá relatou uma doença crônica no dia da sua inclusão na unidade e "desde então tem sido assistido pela equipe de saúde do presídio, além de receber todos os medicamentos necessários prescritos". A assessoria também diz que o ex-atleta foi encaminhado a um hospital da região em maio, "tendo alta no dia seguinte, sem novas indicações de medicamentos" e que atualmente "o preso tem quadro clínico estável". O que é o indulto humanitário O principal pedido da defesa é a concessão de indulto humanitário, previsto em decreto presidencial. Na prática, o indulto é um perdão da pena, que extingue a punição de forma total. Diferentemente de outros benefícios, ele não depende apenas do tempo já cumprido, podendo ser concedido em situações excepcionais, como doenças graves. No caso citado, o pedido se baseia no Decreto nº 12.338/2024, que prevê a possibilidade de indulto para pessoas com: doenças graves ou crônicas limitações severas para atividades no ambiente prisional necessidade de cuidados contínuos incompatíveis com o sistema carcerário A defesa argumenta que as condições de Piá se enquadram nesses critérios e que as condenações em execução não se enquadram em crimes que impedem o benefício, segundo o decreto que regula o indulto. Piá quando foi preso em março de 2026 Reprodução EPTV Pedido alternativo: prisão domiciliar Caso o indulto não seja concedido, os advogados pedem a prisão domiciliar humanitária. Nesse caso, a pena não é extinta, mas passa a ser cumprida fora da prisão, geralmente na residência do detento, permitindo acesso mais adequado a tratamento médico. A justificativa é semelhante: garantir acompanhamento contínuo e condições adequadas para preservar a saúde e a vida do ex-jogador. Agora, o próximo passo é aguardar um parecer do Ministério Público sobre a situação antes de a juíza Camila Corbucci Monti Manzano dar uma decisão final. Histórico A primeira vez que Piá teve o nome envolvido em caso policial foi em julho de 1999, quando ele, então atleta da Ponte Preta, foi indiciado como coautor do assassinato de um mecânico, em uma lanchonete de Limeira. A acusação era que Piá foi o responsável por dar a ordem para um primo pegar o revólver em seu carro e atirar na vítima. Ele foi absolvido. Piá: depois de ser preso 4 vezes, ex-jogador volta ao mundo do futebol Piá parou de jogar em 2011, pelo Aparecidense-GO. O auge da carreira foi entre 1999 e 2003, quando fez parte dos times da Ponte que atingiram as semifinais do Paulistão e também da Copa do Brasil, além das quartas do Brasileirão. Já as passagens por Corinthians e Santos foram bem mais discretas. Pelo Timão, atuou apenas sete jogos durante o Brasileirão de 2004 antes de ser liberado pelo clube. No Peixe, foi comprado ainda no início da carreira, em 1996, mas nunca se firmou e acabou repassado a outros times até ser comprado pela Macaca, em 2000. Além de Ponte, Corinthians e Santos, ele defendeu, entre outros clubes, Portuguesa, Santa Cruz, Coritiba, Inter de Limeira, Bragantino, São Raimundo, Rio Preto e Independente de Limeira, entre outros. Foram 26 clubes ao todo durante a carreira. Como treinador, dirigiu Independente, Novoperário, Batatais e Paraíba do Sul-RJ.
Piá, ex-jogador de Corinthians e Ponte Preta, é preso pela quinta vez A defesa do ex-meia Piá, com passagens por Ponte Preta, Corinthians e Santos, protocolou junto à Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal da 4ª Região Administrativa Judiciária (RAJ), em Campinas, pedido de indulto humanitário (extinção da pena) ou, de forma alternativa, prisão domiciliar, alegando quadro de saúde grave. Aos 52 anos, Piá está preso na Penitenciária III de Hortolândia desde março, quando foi detido por causa de um mandado pela condenação de dois anos, oito meses e 20 dias em regime inicial fechado por tentativa de manipulação de resultado de um jogo em 2018 - à época, ele era integrante da comissão técnica do Independente de Limeira. Foi a quinta prisão do ex-meia (as outras foram por furtos a caixas eletrônicos). O argumento central da petição, datada de 1º de junho, o argumento central é que a situação clínica do ex-atleta seria incompatível com a permanência no sistema prisional. Piá está preso desde março Alex Cardim/ EPTV Quadro clínico e internação Os advogados afirmam que Piá é portador de diabetes, dependente do tratamento de insulina e chegou a ser internado em estado grave no dia 13 de maio, no Hospital e Maternidade Municipal Governador Mário Covas, em Hortolândia. A petição sustenta ainda que o caso não se trata de condição estável, mas de um quadro recente de descompensação grave, com risco concreto à vida. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Administração Penitenciária do estado de São Paulo informou que Piá relatou uma doença crônica no dia da sua inclusão na unidade e "desde então tem sido assistido pela equipe de saúde do presídio, além de receber todos os medicamentos necessários prescritos". A assessoria também diz que o ex-atleta foi encaminhado a um hospital da região em maio, "tendo alta no dia seguinte, sem novas indicações de medicamentos" e que atualmente "o preso tem quadro clínico estável". O que é o indulto humanitário O principal pedido da defesa é a concessão de indulto humanitário, previsto em decreto presidencial. Na prática, o indulto é um perdão da pena, que extingue a punição de forma total. Diferentemente de outros benefícios, ele não depende apenas do tempo já cumprido, podendo ser concedido em situações excepcionais, como doenças graves. No caso citado, o pedido se baseia no Decreto nº 12.338/2024, que prevê a possibilidade de indulto para pessoas com: doenças graves ou crônicas limitações severas para atividades no ambiente prisional necessidade de cuidados contínuos incompatíveis com o sistema carcerário A defesa argumenta que as condições de Piá se enquadram nesses critérios e que as condenações em execução não se enquadram em crimes que impedem o benefício, segundo o decreto que regula o indulto. Piá quando foi preso em março de 2026 Reprodução EPTV Pedido alternativo: prisão domiciliar Caso o indulto não seja concedido, os advogados pedem a prisão domiciliar humanitária. Nesse caso, a pena não é extinta, mas passa a ser cumprida fora da prisão, geralmente na residência do detento, permitindo acesso mais adequado a tratamento médico. A justificativa é semelhante: garantir acompanhamento contínuo e condições adequadas para preservar a saúde e a vida do ex-jogador. Agora, o próximo passo é aguardar um parecer do Ministério Público sobre a situação antes de a juíza Camila Corbucci Monti Manzano dar uma decisão final. Histórico A primeira vez que Piá teve o nome envolvido em caso policial foi em julho de 1999, quando ele, então atleta da Ponte Preta, foi indiciado como coautor do assassinato de um mecânico, em uma lanchonete de Limeira. A acusação era que Piá foi o responsável por dar a ordem para um primo pegar o revólver em seu carro e atirar na vítima. Ele foi absolvido. Piá: depois de ser preso 4 vezes, ex-jogador volta ao mundo do futebol Piá parou de jogar em 2011, pelo Aparecidense-GO. O auge da carreira foi entre 1999 e 2003, quando fez parte dos times da Ponte que atingiram as semifinais do Paulistão e também da Copa do Brasil, além das quartas do Brasileirão. Já as passagens por Corinthians e Santos foram bem mais discretas. Pelo Timão, atuou apenas sete jogos durante o Brasileirão de 2004 antes de ser liberado pelo clube. No Peixe, foi comprado ainda no início da carreira, em 1996, mas nunca se firmou e acabou repassado a outros times até ser comprado pela Macaca, em 2000. Além de Ponte, Corinthians e Santos, ele defendeu, entre outros clubes, Portuguesa, Santa Cruz, Coritiba, Inter de Limeira, Bragantino, São Raimundo, Rio Preto e Independente de Limeira, entre outros. Foram 26 clubes ao todo durante a carreira. Como treinador, dirigiu Independente, Novoperário, Batatais e Paraíba do Sul-RJ.
Full article body is being fetched in the background. Refresh in a moment to see the complete paragraphs. For now this page shows a summary and AI analysis.