Conselho do Guarani avalia proposta da SAF O Guarani terá nesta quinta-feira uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com a presença do empresário Roberto Graziano, do Grupo Magnum, para discutir os termos da proposta de criação da SAF. O encontro acontece antes da votação prevista para setembro e será usado pelas partes para tentar alinhar pontos que ainda geram dúvidas dentro do clube. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge A reunião ganha importância porque o Conselho recebeu uma versão da proposta e identificou diferenças em relação aos termos discutidos anteriormente. O objetivo, neste momento, não é tratar a negociação como um confronto, mas esclarecer as condições da operação e buscar um entendimento antes que os conselheiros definam sua posição. Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum Divulgação O principal ponto envolve o valor e a estrutura do investimento. Embora a apresentação feita ao Conselho em agosto tenha sido divulgada inicialmente como uma operação de aproximadamente R$ 750 milhões, a informação recebida pelo ge aponta para um valor total de R$ 1,075 bilhão - montante que já aparecia no memorando de entendimentos de fevereiro. Veja também: + Bugre tem 3º pior aproveitamento nas últimas sete rodadas + Elio enfrenta pressão, e diretoria tenta controlar desgaste + Guarani é multado por cortar árvores sem autorização A questão que será discutida, portanto, não é apenas o valor total, mas como esse dinheiro será aplicado e quais serão as condições para que os compromissos sejam cumpridos. Pelos termos analisados, são previstos R$ 400 milhões para futebol e clube social, R$ 300 milhões para a construção de um novo estádio, R$ 25 milhões para um novo Centro de Treinamento e até R$ 350 milhões relacionados às dívidas do clube. Garantias Um dos assuntos que deve receber atenção especial dos conselheiros são as garantias para o cumprimento dos investimentos. Na primeira versão do negócio, havia previsão de alienação fiduciária de 45% das ações da SAF em favor do Guarani. Segundo fontes ouvidas pelo ge, essa garantia não apareceu da mesma forma na apresentação da proposta. É um ponto que o Conselho pretende esclarecer com Graziano, principalmente para entender quais mecanismos estarão à disposição do clube caso os compromissos assumidos pelo investidor não sejam cumpridos. Bandeira do Guarani; Brinco de Ouro Raphael Silvestre/Guarani FC Outro tema que estará na mesa é o período da operação. A proposta inicial previa 20 anos de duração, com possibilidade de renovação por outros 20 anos mediante determinadas condições. Na proposta mais recente, o prazo aparece estabelecido em 40 anos. Os conselheiros querem entender as consequências dessa mudança e quais compromissos estarão vinculados ao período de duração do acordo. Fora dos planos de Elio, Diego Torres recebe férias do Guarani A forma de tratamento do passivo também deverá ser discutida. A operação prevê até R$ 350 milhões destinados às dívidas relacionadas à recuperação judicial. A documentação mais recente, porém, trata esse montante como um adiantamento ao clube, que posteriormente seria compensado com dividendos destinados ao Guarani. O Conselho pretende esclarecer com Graziano como esse mecanismo funcionaria na prática e quais seriam os impactos para o clube. Multa e obrigações A previsão de multa de 10% do valor da operação em determinadas situações também está entre os pontos que precisam ser esclarecidos. Os conselheiros já haviam demonstrado preocupação com a possibilidade de uma penalidade caso a operação não avance por responsabilidade do Guarani. A interpretação jurídica sobre a cláusula não foi consensual dentro do clube, e a expectativa é discutir diretamente com Graziano o alcance da previsão. Brinco de Ouro, estádio do Guarani Raphael Silvestre/ Guarani FC Além disso, permanecem no radar as obrigações relacionadas ao negócio envolvendo o Brinco de Ouro em 2015. Parte do Conselho entende que compromissos assumidos naquela operação - como a construção de uma arena, um novo CT e um clube social - precisam ser tratados separadamente da negociação da SAF. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google A expectativa interna é de que a reunião desta quinta-feira permita aproximar as partes. O Conselho pretende apresentar os questionamentos, ouvir as explicações de Graziano e buscar eventuais ajustes antes da votação. O Guarani atravessa uma situação financeira delicada e vê a SAF como o principal caminho para reorganizar as contas e dar estabilidade ao clube. Ao mesmo tempo, os conselheiros querem garantir que os termos da operação protejam os interesses do clube no longo prazo. Depois do encontro, a comissão criada pelo Conselho para analisar a proposta deverá retomar as discussões e avaliar os termos finais do negócio. A votação da SAF está prevista para 4 de setembro. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas
Guarani e Graziano se reúnem nesta quinta para alinhar pontos da proposta da SAF
Conselho do Guarani avalia proposta da SAF O Guarani terá nesta quinta-feira uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo com a presença do empresário Roberto Graziano, do Grupo Magnum, para discutir os termos da proposta de criação da SAF. O encontro acontece antes da votação prevista para setembro e será usado pelas partes para tentar alinhar pontos que ainda geram dúvidas dentro do clube. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge A reunião ganha importância porque o Conselho recebeu uma versão da proposta e identificou diferenças em relação aos termos discutidos anteriormente. O objetivo, neste momento, não é tratar a negociação como um confronto, mas esclarecer as condições da operação e buscar um entendimento antes que os conselheiros definam sua posição. Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum Divulgação O principal ponto envolve o valor e a estrutura do investimento. Embora a apresentação feita ao Conselho em agosto tenha sido divulgada inicialmente como uma operação de aproximadamente R$ 750 milhões, a informação recebida pelo ge aponta para um valor total de R$ 1,075 bilhão - montante que já aparecia no memorando de entendimentos de fevereiro. Veja também: + Bugre tem 3º pior aproveitamento nas últimas sete rodadas + Elio enfrenta pressão, e diretoria tenta controlar desgaste + Guarani é multado por cortar árvores sem autorização A questão que será discutida, portanto, não é apenas o valor total, mas como esse dinheiro será aplicado e quais serão as condições para que os compromissos sejam cumpridos. Pelos termos analisados, são previstos R$ 400 milhões para futebol e clube social, R$ 300 milhões para a construção de um novo estádio, R$ 25 milhões para um novo Centro de Treinamento e até R$ 350 milhões relacionados às dívidas do clube. Garantias Um dos assuntos que deve receber atenção especial dos conselheiros são as garantias para o cumprimento dos investimentos. Na primeira versão do negócio, havia previsão de alienação fiduciária de 45% das ações da SAF em favor do Guarani. Segundo fontes ouvidas pelo ge, essa garantia não apareceu da mesma forma na apresentação da proposta. É um ponto que o Conselho pretende esclarecer com Graziano, principalmente para entender quais mecanismos estarão à disposição do clube caso os compromissos assumidos pelo investidor não sejam cumpridos. Bandeira do Guarani; Brinco de Ouro Raphael Silvestre/Guarani FC Outro tema que estará na mesa é o período da operação. A proposta inicial previa 20 anos de duração, com possibilidade de renovação por outros 20 anos mediante determinadas condições. Na proposta mais recente, o prazo aparece estabelecido em 40 anos. Os conselheiros querem entender as consequências dessa mudança e quais compromissos estarão vinculados ao período de duração do acordo. Fora dos planos de Elio, Diego Torres recebe férias do Guarani A forma de tratamento do passivo também deverá ser discutida. A operação prevê até R$ 350 milhões destinados às dívidas relacionadas à recuperação judicial. A documentação mais recente, porém, trata esse montante como um adiantamento ao clube, que posteriormente seria compensado com dividendos destinados ao Guarani. O Conselho pretende esclarecer com Graziano como esse mecanismo funcionaria na prática e quais seriam os impactos para o clube. Multa e obrigações A previsão de multa de 10% do valor da operação em determinadas situações também está entre os pontos que precisam ser esclarecidos. Os conselheiros já haviam demonstrado preocupação com a possibilidade de uma penalidade caso a operação não avance por responsabilidade do Guarani. A interpretação jurídica sobre a cláusula não foi consensual dentro do clube, e a expectativa é discutir diretamente com Graziano o alcance da previsão. Brinco de Ouro, estádio do Guarani Raphael Silvestre/ Guarani FC Além disso, permanecem no radar as obrigações relacionadas ao negócio envolvendo o Brinco de Ouro em 2015. Parte do Conselho entende que compromissos assumidos naquela operação - como a construção de uma arena, um novo CT e um clube social - precisam ser tratados separadamente da negociação da SAF. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google A expectativa interna é de que a reunião desta quinta-feira permita aproximar as partes. O Conselho pretende apresentar os questionamentos, ouvir as explicações de Graziano e buscar eventuais ajustes antes da votação. O Guarani atravessa uma situação financeira delicada e vê a SAF como o principal caminho para reorganizar as contas e dar estabilidade ao clube. Ao mesmo tempo, os conselheiros querem garantir que os termos da operação protejam os interesses do clube no longo prazo. Depois do encontro, a comissão criada pelo Conselho para analisar a proposta deverá retomar as discussões e avaliar os termos finais do negócio. A votação da SAF está prevista para 4 de setembro. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas
