George Russell vence o GP da Áustria | Melhores momentos | Fórmula 1 2026 Neste fim de semana, Lewis Hamilton vai disputar pela 20ª vez o GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1. O heptacampeão da categoria é o recordista de triunfos em Silverstone, com nove, mas a busca pela décima vitória na mesma pista – algo que nunca aconteceu na categoria – ganha um contorno ainda mais especial: ele pode alcançar a marca com a Ferrari e repetir um feito, até agora, único na história. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Lewis Hamilton com roupa nas cores do Reino Unido, no GP da Grã-Bretanha de 2025 Jayce Illman/Getty Images Por ser a única escuderia a participar de todas as edições da Fórmula 1 desde a inauguração, em 1950, não é de se espantar que a Ferrari seja a recordista de vitórias no GP da Grã-Bretanha, com 18 triunfos – 15 deles conquistados em Silverstone. Apenas uma delas, no entanto, foi conquistada por um britânico. O Reino Unido é o segundo país com mais pilotos na história da F1, com 147, e fica atrás apenas dos Estados Unidos, com 153 – mas a esmagadora maioria deles disputou apenas as 500 Milhas de Indianápolis nos anos 50, quando a prova era integrada ao calendário da categoria. Desta forma, na prática, os britânicos são referência quando o assunto é produzir pilotos para a elite do automobilismo mundial. Mas a italianíssima Ferrari não costuma contratar tantos britânicos assim. Dos 116 pilotos que disputaram ao menos uma prova pela equipe, apenas 15 são do Reino Unido, já contando com Lewis Hamilton. A lista vai de nomes famosos, como Nigel Mansell, Eddie Irvine e John Surtees, a substitutos como Oliver Bearman e pilotos menos conhecidos do público mais jovem, com passagens pela equipe entre os anos 1950 e 1970. E foi justamente um deles que garantiu a única vitória de um britânico da Ferrari no GP da Grã-Bretanha: Peter Collins. Peter Collins, piloto da Ferrari entre 1956 e 1958 Reprodução Collins disputou 32 corridas na Fórmula 1 entre 1952 e 1958, mas só chegaria à Ferrari em 1956. Venceu duas provas no ano de estreia pela escuderia de Maranello e esteve perto de ser campeão, mas em um grande gesto de espírito esportivo, cedeu o carro para Juan Manuel Fangio após o argentino quebrar no fim do decisivo GP da Itália, o último daquele ano. Isso era permitido na época, e os dois receberam pontos divididos, o que deu o título a Fangio. O feito do britânico em Silverstone aconteceria em 1958. Depois de sair na sexta posição do grid de largada, o britânico teve um início perfeito e pulou para a liderança logo na primeira volta. Não soltou mais e garantiu um resultado histórico para os ferraristas. Peter Collins a caminho da vitória em Silverstone, em 1958 Getty Images Collins mal pôde aproveitar os louros da vitória. Na corrida seguinte, na Alemanha, sofreu um acidente grave, acabou arremessado para fora do carro e morreu após atingir uma árvore. Desde aquela vitória há 68 anos, a Ferrari teve nomes de peso ganhando em Silverstone: Fernando Alonso, Rubens Barrichello, Niki Lauda, Alain Prost, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel, Michael Schumacher… nenhum deles britânico. Aliás, antes de Hamilton, o último britânico a disputar um GP da Grã-Bretanha pela equipe tinha sido Irvine, em 1999. Acabou em segundo. No ano passado, mesmo sendo o recordista de triunfos em Silverstone, Hamilton estreou na pista pela Ferrari sem tanta expectativa assim. Afinal, o carro da equipe naquele ano passava longe de ser competitivo para brigar por vitórias, e o próprio heptacampeão vivia uma má fase enorme. Em uma corrida com chuva intermitente, o ferrarista acabou a prova na quarta posição e não conseguiu passar a Sauber de Nico Hulkenberg, que finalmente subiu ao pódio depois de 239 corridas na Fórmula 1. O grande prêmio encerrou a sequência de uma década de pódios de Hamilton em casa. Lewis Hamilton patinou na chuva e não teve vida facilitada por estratégia, sendo apenas quarto colocado no GP da Grã-Bretanha de F1 em 2025 Rudy Carezzevoli/Getty Images Para este fim de semana, Hamilton tem a expectativa de um melhor desempenho da Ferrari na comparação com o GP da Áustria, disputado no domingo (28). O veterano vinha de uma sequência de quatro pódios e da primeira vitória com a equipe, no GP de Barcelona-Catalunha, mas sofreu com o superaquecimento do carro em Spielberg e acabou em quinto. A Ferrari atualizou o motor para a prova austríaca graças ao auxílio a motores deficitários (ADUO) introduzido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), mas o resultado não foi bom o suficiente na primeira prova após as alterações. Além de torcer por um melhor desempenho em Silverstone, Hamilton já mencionou a expectativa pela próxima alteração. – Vamos ter de nos esforçar muito para ver quando conseguiremos a próxima atualização na unidade de potência. Vai demorar um pouco para acontecer. Espero que o carro esteja em melhores condições em Silverstone – disse. O GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1 acontece no domingo (5 de julho), às 11h no fuso de Brasília. A TV Globo e o sportv 3 transmitem ao vivo, e o ge.globo acompanha todo o fim de semana em tempo real.

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