Técnico Elio Sizenando entra na justiça contra o Guarani Depois de não conseguir o acesso à Série B pelo segundo ano consecutivo, o Guarani trabalha para readequar as finanças e montar o elenco para mais uma temporada na terceira divisão nacional. Um dos principais objetivos da diretoria é reduzir os gastos com o futebol profissional. Guarani não tem previsão de pagar ao elenco os salários atrasados A folha salarial do Bugre esteve entre as mais altas da Série C em 2026 e ultrapassou R$ 1 milhão por mês. Para 2027, a meta é estabelecer um novo patamar de despesas, com um custo mensal abaixo desse valor e inferior ao registrado nas duas últimas temporadas. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge O planejamento será mantido mesmo com a possibilidade de avanço do processo de implantação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A proposta do empresário Roberto Graziano será votada pelos associados em 19 de novembro, mas a eventual mudança no modelo de gestão não significa que o clube terá recursos disponíveis para assumir os compromissos financeiros anteriores. Rômulo Amaro, presidente do Guarani Raphael Silvestre/Guarani FC O desafio passa também pelo equilíbrio do orçamento atual. Desde a eliminação na Série C, o Guarani não conseguiu regularizar os débitos com os jogadores e convive com atrasos salariais desde julho. O clube busca recursos para atravessar o período de transição, enquanto a proposta de Graziano não prevê que o investidor assuma as pendências anteriores à implantação da SAF. Veja também: + Auxiliar de ex-treinador aumenta lista de ações contra o clube Uma das alternativas estudadas pela diretoria é renegociar as condições contratuais de jogadores que estão nos planos para a próxima temporada. O meia João Paulo, por exemplo, recebeu uma oferta para permanecer no Brinco de Ouro, com salário-base menor e novas bonificações, conforme apurou o ge. Outros atletas considerados importantes pela comissão técnica, mas que possuem vencimentos elevados, devem se reunir com os dirigentes nos próximos dias para discutir a situação. Caíque França tem contrato com o Guarani para 2027 Raphael Silvestre O goleiro Caíque França é um dos casos que ilustram o impacto da reestruturação. Emprestado ao Ceará até o fim da Série B, ele tem contrato até 31 de dezembro de 2027, mas sua permanência em Campinas para a próxima temporada é considerada incerta por questões financeiras. Dono de um dos maiores salários do elenco, Caíque também enfrenta os atrasos nos pagamentos. Mesmo com vínculo em vigor, o Conselho de Administração admite a possibilidade de abrir mão do goleiro para adequar o orçamento. A avaliação, neste caso, não está relacionada ao desempenho esportivo. Isaque e Emerson entram na Justiça e pedem rescisão de contrato no Guarani Caíque disputou 27 dos 28 jogos do Guarani na temporada, todos como titular, e sofreu 30 gols. Atualmente, é reserva de Richard no Ceará e desperta o interesse de clubes da Série B para a próxima janela de transferências. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Atento à possibilidade de não contar com o goleiro a partir de janeiro, o Guarani já tomou medidas para reorganizar o setor. O clube renovou o contrato de Matheus Claus, que teve menos oportunidades em 2026 e possui vencimentos menores aos de Caíque. Outra decisão foi manter Fred Conte no elenco. A diretoria recusou uma proposta de empréstimo do Marília, que disputará a Série A2 do Paulista. A avaliação é de que o jovem pode ser um reserva imediato dentro do grupo em 2027. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas