Técnico Guilherme dos Anjos fala das dificuldades do Náutico na Série B Com 25 pontos, o Náutico ainda busca somar mais 20, nas 17 rodadas restantes da Série B, para alcançar os 45 e exorcizar o risco de rebaixamento. Meta que segue sendo a primeira do clube, de acordo com o técnico Guilherme dos Anjos. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Náutico no WhatsApp + Veja mais notícias do Náutico no ge Em entrevista coletiva, o treinador explicou que com as mudanças feitas no elenco na atual janela de contratações, o Náutico passou a ter uma das folhas salariais mais baixas da competição, e que por isso é preciso "entender a realidade". Guilherme dos Anjos, técnico do Náutico Rafael Vieira/CNC - Nós devemos estar entre as cinco equipes que mais mudaram até o momento. A Janela ainda tem um mês, se eu não me engano, então vão ocorrer algumas mudanças ainda - iniciou Guilherme. "O futebol, nas Séries C, B e A, tem uma exigência de três pilares. Um, o orçamento, dois, a infraestrutura, e três, a estabilidade financeira. Quando a gente observa a nossa realidade dentro disso, nós temos hoje, com relação ao orçamento, o 13º ou 14º. Nós diminuímos o orçamento a pedido do clube, com todas essas mudanças", prosseguiu o treinador. + Náutico deve ter quatro mudanças para a partida contra o Atlético-GO; veja provável escalação Técnicos do Náutico enfrentam Roger Silva pela quarta vez no ano Guilherme dos Anjos também afirmou que o Náutico tem déficit em comparação a outras equipes da Série B com relação à infraestrutura e citou os atrasos salariais. Na sexta-feira, a diretoria pagou uma folha referente aos vencimentos da carteira de trabalho de junho. "Infraestrutura é algo que a gente precisa evoluir, precisamos melhorar. Se a gente fizer um ranqueamento, e conhecendo todas as infraestruturas que nós conhecemos dentro da Série B, nós devemos estar em 17º, 18º, ou 16º talvez", comparou. - Sobre a estabilidade financeira, infelizmente, ainda estamos entre as cinco piores, porque tem cinco equipes no campeonato com salários atrasados - completou. Jean Carlos fala sobre atrasos salariais no Náutico Ainda segundo Guilherme, por conta de todo esse cenário, o Náutico vem tendo dificuldade no mercado e com isso precisa arriscar em "apostas". - O Náutico precisa mudar a cabeça, virar a chave e entender a sua realidade para poder crescer. É diferente do que foi a Série C, quando éramos top três nesses três quesitos. O Fabinho (atacante do Coritiba), é um jogador que nós tentamos acessar desde o começo do ano. E ele não quer vir, o staff dele não entende que aqui é o ideal. E o que vai trazer esse atleta? Infraestrutura, além do orçamento e estabilidade financeira, porque os atletas vão considerar isso - argumentou. - E dentro dessa realidade nós temos que fazer boas buscas, boas apostas. Assim como foi, por exemplo, com o Betão (zagueiro), que foi extremamente questionado porque nunca jogou a Série B, e hoje é uma solução. Foi uma bela aposta. E não foi, por exemplo, no caso do Felipe Cardoso (meia, que já deixou o clube). Mas é o perfil que nós temos como realidade para contratar - finalizou Guilherme. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧 Assista: tudo sobre o Náutico no ge, na Globo e no sportv