Paulista de Jundiaí é eliminado da Copa Paulista após duelo com Grêmio Prudente Dias depois de deixar o Marília no fim de setembro, Ricardo Costa foi anunciado pelo Paulista e apresentado oficialmente nesta quarta-feira. Já como técnico do Galo, ele falou com a imprensa no estádio Jayme Cintra, em Jundiaí. No primeiro contato após assumir o cargo, Ricardo adotou um discurso ligado à grandeza do time e deixou claro o principal objetivo para 2027: conquistar o acesso à Série A2. O treinador afirmou que o Galo é o “time grande da divisão” e que o clube não pode permanecer na Série A3. Ricardo Costa, novo treinador do Paulista Divulgação/Paulista FC Veja também + Paulista anuncia a contratação do técnico Ricardo Costa para A3 + Marília anuncia a saída do técnico Ricardo Costa + Outras notícias do Paulista E se o desafio será novamente a terceira divisão estadual, Ricardo conhece o caminho para o acesso. Nesta temporada, levou o Marília à final da Série A3 contra a Portuguesa Santista e, apesar do vice-campeonato, garantiu o MAC na Série A2. — Sei que a pressão é grande. Acho que o Paulista não pode ficar em uma Série A3, isso é claro, é nítido. Mas já temos um planejamento, estamos discutindo datas, apresentação e já começamos a conversar sobre jogadores, primeiro os que estão aqui e depois aqueles que podem chegar. — Posso falar para a torcida que não vai faltar trabalho e empenho para buscarmos o objetivo. Vamos trabalhar para trazer os melhores jogadores para Jundiaí e montar um elenco bom e forte. A Série A3 não pede apenas 11 jogadores, pede elenco. Você joga quarta e sábado, tem lesões, suspensões por cartões e precisa ter jogadores para suprir essas ausências. Ricardo também prometeu uma equipe agressiva, ofensiva e protagonista, principalmente atuando em Jundiaí. À frente do Marília, teve o terceiro melhor ataque da primeira fase da Série A3, com 23 gols em 15 partidas. — Tenho como característica um time mais ofensivo, que busca a vitória o tempo todo. Principalmente dentro de casa, quero uma equipe com boa posse de bola, volume de jogo e que busque as vitórias. Tenho um estilo bem agressivo de jogar. — Sabemos da história, da tradição e do peso da camisa do Paulista. Com toda certeza, cravo que é o time grande da divisão por tudo aquilo que já viveu. Claro que hoje a Série A3 é muito competitiva e nivelada, mas encontrei uma estrutura excelente para a divisão. Ricardo Costa, novo treinador do Paulista Divulgação/Paulista FC Ricardo assumiu o Galo quase um mês depois da eliminação na Copa Paulista para o Grêmio Prudente, quando a equipe ainda era comandada por Vinicius Munhoz. Já envolvido na montagem do elenco, o técnico de 45 anos procura jogadores competitivos, fisicamente fortes e com experiência na Série A3, mas sem estabelecer uma faixa etária como prioridade. — Precisamos de jogadores com fome, competitivos e um pouco mais fortes fisicamente. Vemos muitos jogos sendo decididos na bola parada, então precisamos trazer um pouco de cada coisa: juventude, mas também jogadores experientes e que já passaram pela divisão. — Não me prendo à idade para montar um time, mas às características. Tem jogador de 30 anos que pode nos ajudar e jogador de 18 que também pode. Olho muito mais para características e, às vezes, para retrospectos positivos, principalmente de acesso. As primeiras conversas sobre o elenco já começaram, mas Ricardo ainda evita apontar quantos jogadores da atual equipe permanecerão para 2027. A definição passa pelas características buscadas pelo treinador, posições e situações contratuais. — É difícil falar agora quantos jogadores permanecerão porque estamos no meio dessas conversas. Sabemos que existem atletas com condições de ficar, mas não dá para cravar números. Durante este mês acredito que teremos mais novidades, com jogadores chegando e pré-contratos sendo feitos. Ricardo Costa, novo treinador do Paulista Divulgação/Paulista FC Outro assunto abordado na apresentação foi uma possível regionalização da Série A3. A Série A4 terá o formato regionalizado em 2027, enquanto existe um debate sobre a possibilidade de a fórmula também ser adotada na divisão do Paulista. — Sinceramente, não gosto. Acho muito ruim. Vejo esse formato ajudando mais as equipes que vão brigar para não cair do que aquelas que estão disputando o acesso. — Entendo a questão do aumento dos custos, mas um clube que está na Série A3 e quer subir não pode pensar apenas em diminuir despesas. Jogar contra todos é um formato mais justo. Com a regionalização, uma região pode ser muito mais forte do que a outra e você perder pontos importantes, enquanto do outro lado uma equipe enfrenta adversários mais fracos e depois ganha o direito de decidir um mata-mata em casa. Por fim, Ricardo revelou que a proximidade da família também pesou na escolha. Nascido em Campinas, o treinador estará a cerca de 40 quilômetros de sua cidade natal. — Fico muito feliz de estar aqui, próximo de casa, no Paulista de Jundiaí, que é uma camisa pesada. Já tinha recebido convites para trabalhar nesta região em outros momentos, mas as escolhas acabaram me levando para outros lugares. — Faz muito tempo que não fico tão perto da minha família. Isso também vai ser importante. Estando bem pessoalmente, acredito que profissionalmente a gente também vai bem. Ricardo encerrou 2026 com o acesso à Série A2 conquistado pelo Marília, mas também com uma campanha ruim na Copa Paulista. O MAC terminou na lanterna do Grupo 1 e não avançou em uma chave na qual três dos quatro participantes se classificavam. Em 2027, o treinador encontrará um time que chegou às quartas de final da Série A3 e à segunda fase da Copa Paulista nesta temporada. Ricardo, inclusive, enfrentou o Galo enquanto comandava o Marília: as equipes empataram por 0 a 0 no Abreuzão.