Boxeadora leva a primeira medalha de Tuvalu nos Jogos da Commonwealth sem vencer lutas
Rebeca Lima brinca sobre um possível retorno de Bia Ferreira aos Jogos Olímpicos A boxeadora Tarona Taafaki fez história ao conquistar a primeira medalha de Tuvalu nos Jogos da Commonwealth. Sem vencer uma única luta na competição, Taafaki recebeu um passe direto para as semifinais da categoria feminina de 75kg, quando foi derrotada pela indiana Lovlina Borgohain. Como não há disputa pelo terceiro lugar, ela ficou com o bronze. Taafaki treinava na pista de aviões da pequena nação insular do Pacífico, que tem apenas 10 mil habitantes. + Campeã olímpica, Duda anuncia pausa em torneios para cuidar da saúde física e mental + Gabriel Medina se casa com Isabella Arantes e anuncia que será pai pela primeira vez Tarona Taafaki (de azul) na semifinal dos Jogos da Commonwealth Mattia Ozbot/Getty Images Taafaki, de 20 anos, era uma das cinco participantes na categoria feminina de 75kg da competição. A boxeadora recebeu um passe direto para as semifinais sem precisar lutar, mas perdeu nessa fase para a indiana Lovlina Borgohain, na última sexta-feira. Os Jogos da Commonwealth não têm disputas pelo bronze e todos os boxeadores eliminados nas semifinais recebem a medalha. — Estou muito orgulhosa e muito feliz por poder representar meu país neste grande palco. Provavelmente 95% do público não sabe onde fica meu país, então me sinto muito privilegiada por representar Tuvalu — comemorou Taafaki, uma das oito atletas (olímpicas e paralímpicas) de Tuvalu em Glasgow. Com a elevação do nível do mar, especialistas preveem que metade da capital de Tuvalu, Funafuti, poderá ficar submersa até 2050. Segundo Taafaki, os atletas costumam treinar na pista do aeroporto da ilha, por ser a área mais estável do continente. No entanto, atualmente a boxeadora mora na Nova Zelândia, onde as instalações são melhores. — Sim, treinamos na pista. Quando um avião pousa, todos se afastam. Assim que ele decola, voltamos para o asfalto, porque não há outro lugar para treinar — contou. + Siga o canal de esportes olímpicos do ge no WhatsApp! Tarona Taafaki e seu irmão, também boxeador, na abertura dos Jogos da Commonwealth REUTERS/Phil Noble Pai e treinador de Taafaki, Badi Taafaki disse que a medalha seria celebrada pelos 10 mil habitantes da nação de 26 quilômetros quadrados – a quarta menor do mundo – e serviria para chamar a atenção para a emergência climática. — Para o povo de Tuvalu, esta medalha significa tudo. Somos uma das menores nações do mundo, então uma medalha como esta é extremamente significativa. Trabalhamos muito para chegar até aqui. Se conseguirmos ganhar medalhas, mais pessoas em todo o mundo reconhecerão Tuvalu e começarão a entender os desafios que enfrentamos por causa das mudanças climáticas. É algo muito real para nós. A erosão costeira é inacreditável, e a contagem regressiva agora é medida em anos, não em décadas — disse.
Rebeca Lima brinca sobre um possível retorno de Bia Ferreira aos Jogos Olímpicos A boxeadora Tarona Taafaki fez história ao conquistar a primeira medalha de Tuvalu nos Jogos da Commonwealth. Sem vencer uma única luta na competição, Taafaki recebeu um passe direto para as semifinais da categoria feminina de 75kg, quando foi derrotada pela indiana Lovlina Borgohain. Como não há disputa pelo terceiro lugar, ela ficou com o bronze. Taafaki treinava na pista de aviões da pequena nação insular do Pacífico, que tem apenas 10 mil habitantes. + Campeã olímpica, Duda anuncia pausa em torneios para cuidar da saúde física e mental + Gabriel Medina se casa com Isabella Arantes e anuncia que será pai pela primeira vez Tarona Taafaki (de azul) na semifinal dos Jogos da Commonwealth Mattia Ozbot/Getty Images Taafaki, de 20 anos, era uma das cinco participantes na categoria feminina de 75kg da competição. A boxeadora recebeu um passe direto para as semifinais sem precisar lutar, mas perdeu nessa fase para a indiana Lovlina Borgohain, na última sexta-feira. Os Jogos da Commonwealth não têm disputas pelo bronze e todos os boxeadores eliminados nas semifinais recebem a medalha. — Estou muito orgulhosa e muito feliz por poder representar meu país neste grande palco. Provavelmente 95% do público não sabe onde fica meu país, então me sinto muito privilegiada por representar Tuvalu — comemorou Taafaki, uma das oito atletas (olímpicas e paralímpicas) de Tuvalu em Glasgow. Com a elevação do nível do mar, especialistas preveem que metade da capital de Tuvalu, Funafuti, poderá ficar submersa até 2050. Segundo Taafaki, os atletas costumam treinar na pista do aeroporto da ilha, por ser a área mais estável do continente. No entanto, atualmente a boxeadora mora na Nova Zelândia, onde as instalações são melhores. — Sim, treinamos na pista. Quando um avião pousa, todos se afastam. Assim que ele decola, voltamos para o asfalto, porque não há outro lugar para treinar — contou. + Siga o canal de esportes olímpicos do ge no WhatsApp! Tarona Taafaki e seu irmão, também boxeador, na abertura dos Jogos da Commonwealth REUTERS/Phil Noble Pai e treinador de Taafaki, Badi Taafaki disse que a medalha seria celebrada pelos 10 mil habitantes da nação de 26 quilômetros quadrados – a quarta menor do mundo – e serviria para chamar a atenção para a emergência climática. — Para o povo de Tuvalu, esta medalha significa tudo. Somos uma das menores nações do mundo, então uma medalha como esta é extremamente significativa. Trabalhamos muito para chegar até aqui. Se conseguirmos ganhar medalhas, mais pessoas em todo o mundo reconhecerão Tuvalu e começarão a entender os desafios que enfrentamos por causa das mudanças climáticas. É algo muito real para nós. A erosão costeira é inacreditável, e a contagem regressiva agora é medida em anos, não em décadas — disse.
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