José Roberto Guimarães valoriza atuação de jovens e chegada à final da VNL: "O saldo é positivo" O Brasil encerrou a Liga das Nações Feminina de vôlei (VNL) com a medalha de prata. Ao longo da edição de 2026, a seleção teve que lidar com dificuldades que extrapolaram os limites da quadra. Gabi, capitã da equipe, não disputou nenhuma partida, devido a problemas na lombar. Júlia Kudiess e Tainara se lesionaram durante o torneio. Nyeme, por sua vez, abriu mão de jogos no exterior para ficar perto da filha pequena. Esses desfalques, apesar de darem dor de cabeça ao técnico José Roberto Guimarães, geraram espaço para outras peças brilharem – muitas delas ainda jovens. Ana Cristina e Júlia Bergmann foram as principais pontuadoras brasileiras, Marcelle assumiu a titularidade na posição de líbero, e Luzia aproveitou a oportunidade no meio de rede, por exemplo. + Brasil leva virada da Turquia e é prata da Liga das Nações Feminina pela 5ª vez + Ana Cristina desabafa após vice na VNL: "Aprender a valorizar o que é uma medalha de prata" + Zé Roberto cita luto por vice, mas elogia postura do Brasil na VNL: "Houve luta, houve atitude" Marcelle, Julia Bergmann e Luzia comemoram ponto do Brasil na VNL de 2026 Caglar Oskay/NurPhoto via Getty Images Ana e Bergmann não são exatamente caras novas na seleção brasileira. Hoje com 22 e 25 anos, elas estiveram nas Olimpíadas de Paris – Aninha, aliás, também integrou a equipe medalhista de prata nos Jogos de Tóquio, em 2021. Mas, na VNL de 2026, a dupla de ponteiras assumiu uma responsabilidade maior, devido à lesão de Gabi, titular absoluta da posição. Mesmo sob pressão, Ana e Bergmann terminaram a Liga das Nações como maiores pontuadoras do Brasil, derrubando 256 e 235 bolas, respectivamente. Marcelle, de 24 anos, tinha sido convocada pela primeira vez na temporada passada. Depois de boas participações nos campeonatos de 2025, a líbero voltou à seleção principal neste ano e assumiu a titularidade na ausência de Nyeme. Ana Cristina foi a maior pontuadora do Brasil na VNL de 2026 No meio de rede do Brasil, Júlia Kudiess (23 anos) foi titular durante toda a fase classificatória da VNL, ao lado de Diana, mas se machucou no último jogo antes das finais. Com a vaga em aberto, Luzia, de 22 anos, foi quem conquistou a confiança de Zé Roberto, tendo, inclusive, bons números na decisão: 11 pontos, sendo sete no ataque. + Saga da prata: como o Brasil chegou a cinco vices em cinco finais de VNL feminina + Vargas, com 33 pontos na final, é eleita a melhor jogadora da Liga das Nações + Quem é Vargas, a cubana que defende a Turquia e foi carrasca do Brasil na final da VNL Turquia 3 x 1 Brasil | Melhores momentos | Final | Liga das Nações feminina de vôlei 2026 Com a Liga das Nações encerrada, o técnico brasileiro disse que o desempenho de jovens jogadoras foi o principal ponto positivo da competição: – Apesar da derrota (na final), é isso que fica. Vemos uma Luzia jogando bem em um nível alto. Há hábitos que precisam ser adquiridos: disputar partidas importantes, difíceis. Vemos Marcelle, jogadoras mais jovens que passaram por situações complicadas e conseguiram ajudar. Vemos aparecer também uma Helena (de 21 anos, reserva durante a maior parte da VNL). Perdemos jogadoras, e outras surgiram. A perspectiva de futuro é importante. Jogadoras do Brasil recebem medalha de prata na Liga das Nações Feminina de 2026 Getty Images A análise de Zé parte da premissa de que se deve olhar para frente. O grande objetivo do técnico é ter uma seleção forte nas Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. Isso passa pelo Sul-Americano, próximo compromisso do Brasil, entre os dias 8 e 13 de setembro, no Maracanãzinho. A competição continental dará uma vaga olímpica à equipe campeã. Para carimbar a classificação e se preparar bem para os Jogos de 2028, Zé conta com o poderio de jovens jogadoras. Rosamaria, de 32 anos, já tem uma longa trajetória na equipe brasileira e também ressalta a importância das atletas mais novas: – Somos um grande time. Nosso grupo é bom. Muitas meninas novas estão ganhando experiência dentro de quadra, vivendo esses momentos difíceis, porque elas têm que passar por essas situações – disse a oposta, depois da decisão da VNL. + Veja a tabela final da Liga das Nações Feminina de vôlei Rosamaria e Ana Cristina em ação na VNL de 2026 Akin Celiktas/Anadolu via Getty Images A quinta prata em cinco finais de Liga das Nações Feminina machuca, assim como o jejum de títulos em competições intercontinentais, que se estende desde 2017. Mas o Brasil precisa olhar adiante, e isso fica a cargo de quem pode escrever um futuro vitorioso para a Seleção.

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