O Flamengo encerrou a intertemporada com vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia, do Paraguai, nesta sexta-feira no Mané Garrincha, em Brasília. O time sai invicto da pausa para a Copa do Mundo, com três vitórias e um empate. Após a partida, o técnico Leonardo Jardim destacou os benefícios do último teste contra um rival sul-americano depois dos duelos com times europeus: — Com certeza esse amistoso foi importante em termos de preparação, um adversário com certa agressividade e intensidade que nos permite desenvolver, além do futebol, o controle emocional. E também enfrentar uma equipe com essas características, vamos enfrentar times com as linhas mais baixas. + Bruno Henrique faz lobby para o garçom Lorran ficar no Flamengo: "Pode nos ajudar bastante" Perguntado sobre Lorran, jovem de 20 anos que ganhou sua primeira chance como titular com o treinador português após voltar de empréstimo do Pisa, da Itália, Jardim elogiou o meia após um puxão de orelha nos primeiros minutos. Mas deu a entender que não o vê na função dos lesionados Arrascaeta e Paquetá: — Ele joga em uma posição um pouco diferente, na meia direita para fora. Hoje, nos primeiros 20 minutos, chamei a atenção dele por não desenvolver a função que tínhamos preparado. Depois melhorou em termos posicionais, mais em termos ofensivos, conseguiu criar situações e acabou fazendo um gol. É um jogador que está a crescer na equipe dentro do nosso planejamento. A temporada começa de novo para o Flamengo na próxima quarta-feira, quando o time vai visitar a Chapecoense, às 21h30 (de Brasília), pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Fla é o vice-líder do Brasileirão com 34 pontos e um jogo a menos do que o líder Palmeiras, que tem 41. Pela Libertadores, o time voltará a jogar no dia 12 de agosto, contra o Cruzeiro, na partida de ida das oitavas de final. Leonardo Jardim em entrevista coletiva após Flamengo x Olimpia Reprodução/FlamengoTV Veja outras declarações de Jardim: Estádio cheio em Brasília — Na semana passada eu falei que era importante a gente ter boas performances e representar bem o Flamengo para os imigrantes que estavam em Portugal. Hoje não temos imigrantes, mas temos flamenguistas que muitas vezes não conseguem ir ao Rio assistir aos jogos. Aqui em Brasília não tem nenhuma equipe na Primeira Divisão, e hoje tiveram a oportunidade de ver o time de coração, encheram o estádio, cantaram. Para nós é muito motivador. Ausência de reforços por ora — Se não chegar ninguém, vamos ter que trabalhar com os que estão conosco desde o início do ano. O que tem nos preocupado principalmente são as lesões, temos muitos jogadores fora. Agora, além dos que foram à seleção e tiveram as lesões mais graves, casos do Arrascaeta e Paquetá, ainda essa semana eu contatei também do Plata, que não está nas melhores condições. O Nico (De la Cruz) nós tivemos um problema nas nossas análises médicas de força e também está com um problema que não sei por quanto tempo o deixará de fora. — E hoje tivemos jogadores que também não sei o que houve com eles, espero que não seja nada grave. Sinceramente, nós não somos muitos, nosso elenco nos obrigou a aproveitar alguns meninos da base, e as lesões têm nos criado problemas. Eu acredito que o Flamengo e sua estrutura estão trabalhando para reforçar a equipe em duas ou três peças necessárias, e que não saia ninguém. Isso também é importante. Maior proveto da intertemporada? — Foi importante para todos. Depois de um tempo parado, eles treinaram juntos por cinco ou seis semanas, e esse período de treinos diários foi impossível no primeiro trimestre. Quando eu cheguei, quatro dias depois já tive o primeiro jogo, não tivemos esse período de trabalho para consolidar as ideias. Importante também foi dar uma olhada mais profunda na qualidade dos nossos jovens. Alguns estiveram em bom nível, e acredito que ainda vão crescer mais. — O João (Victor), o Johnny, o Lorran, o Joshua. Mas com certeza o nosso maior desafio agora é recuperar nossos lesionados e integrar os jogadores voltando da seleção. Alguns deles como Léo (Pereira), Alex Sandro, Carrascal, já não jogam há quase duas meses, e temos que integrá-los o mais rápido possível para termos o grupo completo para as competições e jogos que já se iniciam no fim do mês. Volta dos lesionados — Eu sei que vocês são experts em comunicação, e com certeza um jogador que não está treinando ainda jogar na quarta-feira é a mesma coisa que alguém sair da UTI e ir fazer uma maratona três dias depois. Jogadores que não jogam há um mês ou dois. No caso do Ortiz, são dois meses, o Arrascaeta não joga há três meses. Esses jogadores vão precisar de um tempo de preparação. Agora temos que ver o tempo, não sei se serão duas semanas, se serão três. — Na Europa a gente faz pré-temporada, para um mês, treina cinco semanas, para depois voltar às condições. Então, jogadores que estão há meses sem treinar, o que a gente precisa fazer para colocá-los no mais alto nível? Por isso precisamos ter muito cuidado, e essa é minha grande preocupação. Ter jogadores lesionados, e temos muitos. Muitos por traumas, e muitos voltando das seleções agora em dificuldade. Pedro e crianças na entrada de Flamengo x Olimpia Adriano Fontes/Flamengo Dupla Lino e Pedro — São dois jogadores importantes na nossa estrutura, dois jogadores diferentes. Devido à carência que tivemos de meias ofensivas, com Carrascal na seleção e expulso, Arrascaeta lesionado há muito tempo, tivemos que inventar e criar uma dupla, que era uma dupla que ainda não tinha sido usada no Flamengo. Usamos contra o Coritiba, já tínhamos treinado, e está correndo tudo bem. Mas queremos recuperar nossos jogadores para essa posição. Sabemos que principalmente o Lino é um jogador que faz muito bem o corredor do lado esquerdo. São os dois que mais cresceram? — Estou surpreso porque há duas semanas tinham me dito que eram o Royal e o Evertton (os que mais cresceram). Agora você está me dizendo que foram o Pedro e o Lino, às vezes fico confuso (risos). Todos os jogadores eu tento criar o melhor cenário para eles, criar uma estratégia onde eles se sintam bem. Estou satisfeito com o grupo, e não só esses mencionados. Todos tem tentado performar ao seu máximo. Por isso nestes primeiros quatro meses todos foram importantes, nosso elenco não é muito grande, e alguns jogaram menos por motivos de lesão. — Espero que estes quatro que falamos continuem a performar, junto com os outros 17 e mais os jovens. Mas com certeza é uma dinâmica que eu gosto, dois jogadores mais na frente, jogadores com características diferentes e casar elas. Um jogador mais técnico e outro mais de mobilidade. E aconteceu isso como acontecia também quando o Arrasca jogou com o Pedro. O Arrasca é um jogador que procura mobilidade e versatilidade. Esse tipo de jogador encaixa muito melhor com o Pedro do que um número 10 tradicional, só de construção. Aí a equipe perde um pouco de velocidade no corredor central. Força ofensiva x falhas defensivas — Quando nós temos uma dinâmica mais ofensiva, certamente temos aspectos defensivos para cuidar. Sofremos cinco gols em quatro jogos, mas em termos ofensivos marcamos 10 gols. Não sei se preferia marcar três e ganhar três jogos por 1 a 0 e terminar o outro por 0 a 0. Mas eu não, eu prefiro marcar 10, e acho que o público também prefere. As pessoas vêm ao estádio para ver um futebol ofensivo, e não times jogando por um 0 a 0. João Victor — O João é um jogador que gostamos. Numa fase tínhamos quatro zagueiros, todos disponíveis, e sobrava pouca possibilidade para utilizar ele. Mas com a ida dos jogadores para a Seleção, e com a lesão do Ortiz, ele foi chamado e correspondeu muito bem. É um jovem com potencial, foi ganhando maturidade. Ele no passado recente já tinha jogado uma vez ou duas, e quando não correu bem as pessoas começaram a criticar os jovens. Mas os jovens são assim, vão errar. Hoje o Johnny por exemplo fez seu pior jogo da intertemporada, e ele vinha muito bem. Os jovens são assim, a gente tem que "sofrer as dores do parto" para que no futuro eles sejam jogadores importantes do Flamengo. Dificuldade para lançar jovens no Fla — Eu digo isso, mas todos dizem o mesmo. Alguns é que têm vergonha de assumir. É difícil lançar jovens, como eu disse, tem que "assumir as dores do parto". Vocês acham que, por exemplo, todos os jovens que eu lancei na carreira também não erraram? Todos erraram. Todos tiveram momentos mais difíceis, momentos que em termos estratégicos não foram bem, momentos que perderam a bola e deram um contra-ataque ao adversário por não ler o jogo bem. — Tudo isso são as "dores do parto" dos jovens que são lançados. Mas aqui no Flamengo, e vamos citar aqui o que aconteceu com o João Victor. Qual foi o jogo que ele errou, e como ele errou? Aqui quando o jovem erra, todo mundo registra. Mas quando fazem as coisas bem, passa despercebido. Por isso essa dificuldade, e isso todo mundo sabe. Mas graças a Deus temos alguns jovens com uma mentalidade e persistência boas. Que vão ultrapassar essa fase e um dia estarão em grande nível. Como fica a zaga sem Léo Pereira e Ortiz? — O Léo Pereira foi negociado e eu não sei de nada? (Risos) Ainda sou um cara da casa, do Monaco, mas as pessoas nem me ligaram (risos). Acho que fui muito claro quando disse que gostaria que todos os jogadores ficassem. Somente aceitaria uma saída para reforçarmos com jogadores de mais qualidade. Uma equipe como o Flamengo não pode se reforçar só por reforçar. Temos que reforçar sempre com mais qualidade, critério e saúde do que aqueles que estão saindo. + Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast ge Flamengo 🎧 Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv

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