Empresas de bets pedem para STF derrubar suspensão A reunião de clubes e federações de futebol com ministros prevista para esta terça-feira no Palácio do Planalto foi adiada. O encontro, que tem o objetivo de discutir o cenário do esporte depois da edição da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil, deve ser realizado depois do primeiro turno das eleições. Os clubes tiveram dificuldades em definir o envio de representantes a Brasília pelo fato de a reunião ter sido marcada nesta segunda-feira já para o dia seguinte. O primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo, 4 de outubro. A expectativa é de que seja debatida, entre outras coisas, uma linha de crédito para socorro financeiro às equipes, como publicou o ge na quinta-feira. Reunião entre clubes na sede da CBF em maio deste ano Rafael Ribeiro/CBF Os clubes queriam a criação de uma linha de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) com taxas abaixo das de mercado para que os clubes possam negociar dívidas em atraso. O banco, porém, nega essa possibilidade. Em nota, afirmou que "não participou de qualquer discussão ou debate externo ou interno sobre a possibilidade de financiar clubes de futebol. O Banco possui vedação estatutária para realizar financiamento para clubes. Portanto, não procede a informação de que o BNDES irá operar uma linha subsidiada para esse público". Trata-se de uma negociação iniciada ainda antes da proibição das bets, que se tornaram as principais parceiras publicitárias das equipes brasileiras. A CBF tem participado das conversas, e o regulamento de Fair Play Financeiro, que entrou em vigor neste ano, tem sido usado para justificar o acesso ao crédito. O argumento é que, desta vez, ao contrário de outros momentos em que as equipes precisaram ser socorridas pelo poder público, os clubes estão atuando sob um conjunto de regras rígidas de governança, num ambiente de maior controle e menor risco. Estima-se que a linha de crédito possa chegar a R$ 20 bilhões para atender clubes das séries A e B do Brasileiro. Nesta segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol organizou uma reunião com filiados para tratar do tema. A entidade tem atuado na articulação da resposta dos clubes há cerca de um mês. Em nota, a FPF se manifestou: "A Federação Paulista de Futebol reuniu-se nesta segunda-feira (28) com representantes das áreas de marketing, comunicação e jurídica dos clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além do Juventus, para alinhamento e avaliação do impacto da Medida Provisória relacionada ao mercado de apostas. FPF e Clubes seguirão discutindo o tema e definiram que seguirão atuando sempre de forma coletiva, visando o melhor para o futebol."
Fim das bets: reunião de clubes com ministros é adiada para depois do primeiro turno das eleições
Empresas de bets pedem para STF derrubar suspensão A reunião de clubes e federações de futebol com ministros prevista para esta terça-feira no Palácio do Planalto foi adiada. O encontro, que tem o objetivo de discutir o cenário do esporte depois da edição da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil, deve ser realizado depois do primeiro turno das eleições. Os clubes tiveram dificuldades em definir o envio de representantes a Brasília pelo fato de a reunião ter sido marcada nesta segunda-feira já para o dia seguinte. O primeiro turno das eleições está marcado para o próximo domingo, 4 de outubro. A expectativa é de que seja debatida, entre outras coisas, uma linha de crédito para socorro financeiro às equipes, como publicou o ge na quinta-feira. Reunião entre clubes na sede da CBF em maio deste ano Rafael Ribeiro/CBF Os clubes queriam a criação de uma linha de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) com taxas abaixo das de mercado para que os clubes possam negociar dívidas em atraso. O banco, porém, nega essa possibilidade. Em nota, afirmou que "não participou de qualquer discussão ou debate externo ou interno sobre a possibilidade de financiar clubes de futebol. O Banco possui vedação estatutária para realizar financiamento para clubes. Portanto, não procede a informação de que o BNDES irá operar uma linha subsidiada para esse público". Trata-se de uma negociação iniciada ainda antes da proibição das bets, que se tornaram as principais parceiras publicitárias das equipes brasileiras. A CBF tem participado das conversas, e o regulamento de Fair Play Financeiro, que entrou em vigor neste ano, tem sido usado para justificar o acesso ao crédito. O argumento é que, desta vez, ao contrário de outros momentos em que as equipes precisaram ser socorridas pelo poder público, os clubes estão atuando sob um conjunto de regras rígidas de governança, num ambiente de maior controle e menor risco. Estima-se que a linha de crédito possa chegar a R$ 20 bilhões para atender clubes das séries A e B do Brasileiro. Nesta segunda-feira, a Federação Paulista de Futebol organizou uma reunião com filiados para tratar do tema. A entidade tem atuado na articulação da resposta dos clubes há cerca de um mês. Em nota, a FPF se manifestou: "A Federação Paulista de Futebol reuniu-se nesta segunda-feira (28) com representantes das áreas de marketing, comunicação e jurídica dos clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, além do Juventus, para alinhamento e avaliação do impacto da Medida Provisória relacionada ao mercado de apostas. FPF e Clubes seguirão discutindo o tema e definiram que seguirão atuando sempre de forma coletiva, visando o melhor para o futebol."
