Fluminense 1 x 3 Vasco | Melhores momentos | Volta das oitavas | Copa do Brasil 2026 O Vasco avançou para as quartas de final da Copa do Brasil ao bater o Fluminense por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Maracanã. Ao fim do jogo, o técnico Pedro Emanuel destacou a mudança de postura da equipe para buscar a classificação. - O grande mérito desta mudança (de postura) é deles (jogadores) (...) Hoje, fizemos algumas alterações na equipe e todos estão preparados. É um mérito dos jogadores pela forma que trabalham diariamente. A primeira parte foi quase perfeita, pela forma como encaramos o jogo ofensiva e defensivamente. - Tudo começa por eles acreditarem neles próprios, não é? Acreditarem na qualidade deles, naquilo que podem fazer. É a única coisa que depende verdadeiramente deles. E acho que essa foi a parte que verdadeiramente fez a diferença para o espírito que nós estamos sentindo na equipe. + Atuações do Vasco: Brenner é o melhor em classificação; avalie + Vasco provoca o Fluminense após classificação: "É o destino" Pedro Emanuel, técnico do Vasco André Durão/ge Depois de um empate sem gols no jogo de ida, no último sábado, o Vasco entrou em campo nesta quarta-feira com uma postura mais agressiva no ataque e levou perigo ao gol de Fábio desde o início. Destaque para Brenner, que desde que foi contratado não havia conseguido se firmar, e nesta quarta-feira fez os dois primeiros gols da vitória. A partida também contou com boa atuação de outros nomes questionados recentemente, como o volante Tchê Tchê e o lateral Paulo Henrique. O Fluminense chegou a descontar Martinelli, mas Pumita saiu do banco e fechou o placar no finzinho. Jair, que se recuperou de lesão recentemente, ditou o ritmo do meio campo vascaíno e foi muito elogiado pelo treinador. - O jogador, hoje em dia tem que ser mais maleável. Quanto mais capacidade tiver de entender o jogo, mais rapidamente consegue ter importância na equipe. O Jair é esse caso. Por vezes, está na linha de 5, por vezes pressiona. Contra uma equipe muito versátil, com o Lucho jogando entre linhas, por vezes, na linha defensiva, tem o Canobbio. Só um jogador com essa capacidade de equilibrar atrás, no meio e à frente, nos permite estar mais equilibrados. É o grande predicado do Jair, para além da qualidade na saída de bola, a tranquilidade. Pedro Emanuel chegou ao Vasco em julho após a saída de Renato Gaúcho. Depois de um início sob desconfiança da torcida, num momento ruim da equipe, ele conseguiu duas classificações em sequência, na Sul- Americana e na Copa do Brasil. O adversário da próxima fase será definido em sorteio, que está marcado para a próxima terça-feira, às 11h. Veja outras respostas do treinador: Análise - Hoje, fizemos algumas alterações na equipe e todos estão preparados. É um mérito dos jogadores pela forma que trabalham diariamente. A primeira parte foi quase perfeita, pela forma como encaramos o jogo ofensiva e defensivamente. Um dos grandes predicados que a equipe teve principalmente na primeira parte, na segunda o desgaste foi grande. Quero realçar a forma como a equipe encarou o jogo. Particularizo, o Brenner e o Tchê Tchê mas temos outros exemplos de evolução individual que fazem a equipe ficar mais forte. Forma de transmitir informações ao time - Tentamos tornar as coisas simples, o compromisso que temos que ter com a equipe. Dou liberdade junto com a necessidade da equipe. Tentamos dar objetividade ao desempenho, às funções, para que não tenham dúvidas ao tomar decisão. É com bola e sem bola. É importante que o jogador tenha noção que não tem que ter 50 opções. Tem que ter duas, três boas. A partir daí a liberdade vem, quando surgir duas, três, às vezes surge uma quarta. Mas não é ter 50 e termos que estar em todo lado ao mesmo tempo, se não não estamos em lado nenhum. Transmitimos isso diariamente junto com nosso compromisso e a dedicação deles a cada treino. Recuperação do Jair - Acho que ficou bem evidente que ele está mais do que preparado. Agora, é normal que, depois de 11 meses fora, precise recuperar o ritmo dele e que o corpo volte a funcionar plenamente. Neste momento, o único jogador com quem não posso contar para o próximo jogo é o Nuno, que está suspenso. Todos os outros vão fazer a recuperação amanhã e se preparar, porque teremos outro jogo importante no domingo e, em uma competição na qual precisamos muito voltar a vencer. O Jair é um jogador experiente, com muita qualidade, e tem uma coisa que é particular nele. Além da personalidade, tem o entendimento do jogo. Para a forma como eu gosto que uma equipe jogue, com e sem a bola, ele é um excelente termômetro. Acho que isso é algo que nós não tínhamos na equipe. Atuação do Barros - O Barros nos dá coisas muito diferentes, que também fazem muita falta à equipe, mas em uma parte mais física. Na parte técnica e na parte tática, o Jair consegue contribuir naturalmente pela experiência que tem. O Barros vai chegar lá, mas vai precisar do tempo e da evolução dele. Neste momento, o Jair é um excelente exemplo de alguém que não jogava há 11 meses e que começa a ter uma importância muito grande na equipe. E ainda bem, porque nós ganhamos. Prioridade no ano - Não vamos abdicar de nenhuma competição. Eu disse a vocês, quando chegamos, na primeira coletiva que tivemos, que não abriria mão de nenhuma competição. Acho que isso não seria justo com a história do Vasco e com a minha forma de trabalhar. Temos um elenco que, naturalmente, precisa de alguns ajustes. Vamos tentar fazê-los em função disso, porque todas essas competições nos levam a ter jogos consecutivos. Temos um exemplo concreto no próximo domingo: a equipe adversária terá mais tempo de descanso do que nós. Isso pode ser determinante. - Mas nós não vamos abrir mão de nada, porque, se podemos conquistar um título, e foi para isso que eu vim para o Vasco, não vamos abdicar. Concordo perfeitamente, e também já disse, que a importância do campeonato (brasileirão) é fundamental para nós. Temos essa noção, temos essa consciência, mas vamos tentar não abrir mão de nada. Por isso mesmo, sinto que o grupo está 90% preparado para disputar as três competições, com rodízio. Eu não chamo tanto de rodízio. Chamo mais de dar oportunidades a quem precisa delas e está demonstrando que pode ser importante para a equipe. - Temos aqui dois bons exemplos. E temos muitos outros que, tenho certeza absoluta, vão crescer. Mas só podem crescer jogando. Por isso, isso vai envolver todos. Quando tiverem a oportunidade, terão que mostrar serviço. Senão, outro entra no lugar. Acho que essa é a competitividade das várias competições que temos, e é isso que vamos tentar fazer. Mais sobre a atuação do Jair - Não é fácil darmos uma indicação. O jogador, hoje em dia tem que ser mais maleável. Quanto mais capacidade tiver de entender o jogo, mais rapidamente consegue ter importância na equipe. O Jair é esse caso. Por vezes, está na linha de 5, por vezes pressiona. Contra uma equipe muito versátil, com o Lucho jogando entre linhas, por vezes, na linha defensiva, tem o Canobbio. Só um jogador com essa capacidade de equilibrar atrás, no meio e à frente, nos permite estar mais equilibrados. É o grande predicado do Jair, para além da qualidade na saída de bola, a tranquilidade. O jogador fica satisfeito porque a confiança que deposita no treinador é retribuída em dobro. Confiança no time - Você está dizendo que a torcida sente, e eu, como treinador, também sinto. E isso é fundamental para mim. Sentir que, quando preparamos cada treino e cada jogo, os jogadores estão receptivos e sentem que só temos a melhorar. E concordo também com o que vocês estão dizendo. A cada jogo que passa, estamos sentindo a equipe melhor, mais confortável, com comportamentos diferentes e ajustados à necessidade do jogo, mas nunca perdendo a nossa identidade e nunca perdendo aquilo que o nosso torcedor também procura, que é a entrega total em cada lance, em cada metro, em cada conquista que nós temos no jogo. Busca pelo título da Copa do Brasil - Isso é, sem dúvida, mérito deste grupo, que voltou a acreditar, voltou a se unir em torno de um objetivo. E hoje era um objetivo muito importante. A Copa do Brasil é uma competição histórica. Ainda no ano passado, estivemos em uma final, não conseguimos vencer. E não vou mentir que o nosso objetivo, chegando a uma fase destas da competição, é ganhar a competição. Vamos já para o próximo passo, mas o mais importante agora é olharmos para o próximo domingo, que, sim, será novamente um desafio bastante exigente para nós. Condição física dos jogadores - Outra questão muito importante para nós é a condição física. Sabemos que temos vários jogadores com uma sequência - grande de jogos, que têm sido muito importantes para nós. Precisamos ponderar para que eles possam estar nas melhores condições. E também para que depois vocês não tenham a possibilidade de criticá-los por não terem uma atuação tão boa. Digo isso brincando, porque os jogadores não são máquinas. O corpo humano sofre desgaste. Por isso, se queremos ter todo o elenco disponível para dar o seu melhor, temos que fazer essa gestão. Atmosfera do jogo - Sim. Vim para o Brasileirão e de fato isso me apaixona. A essência do futebol é fazer a torcida feliz. Hoje, não só a torcida sai feliz, mas todos nós, por todo o nosso trabalho. É a satisfação que tenho. Estou apaixonado. Tivemos esse ambiente em nossos jogos seja no Maracanã ou São Januário, centenário, que faz parte da essência do Vasco. Essa atmosfera do torcedor que sente que a equipe está dando a vida a cada lance. Um jogador falou no nosso vestiário, com esse espírito e determinação vamos ganhar mais vezes do que perdemos. Equilíbrio defensivo e ofensivo dos laterais - Um bom exemplo da nossa capacidade ofensiva, e o que eles vão ter que melhorar lá atrás. Hoje eles fizeram um bom jogo com e sem bola. É muito importante que eles percebam que são muito importantes no processo defensivo, principalmente com equipe com essas características, de jogo envolvente. Muitas vezes, o Lucho estava na zona do Cuiabano, outras, o Canobbio. E eles não perderem o foco e terem a capacidade e intensidade de pressionar a bola. Tentamos não dar espaço nem tempo aos jogadores do Fluminense para decidirem com tranquilidade. Quando sofremos 2 a 1, a tendência natural e recuarmos. Não. Tentamos fazer o contrário, manter o foco na primeira pressão, dando frescor com quem entrou. Isso permitiu que não cedêssemos oportunidades ao Fluminense. É necessário coragem e os jogadores demonstraram. Conseguimos puxar o jogo para o nosso lado, com grande mérito dos jogadores. Sobre ambições do Vasco — Acho que essa é a pergunta mais difícil que existe no futebol. Até onde nós podemos chegar, o futuro dirá. Eu não posso prever as coisas. Seria como prever hoje como o Bahia vai jogar no próximo domingo e, depois, chegar lá e as coisas não serem assim. Eu tenho uma paixão muito grande por aquilo que faço e por aquilo que sinto. Essencialmente, é assim que funciono na minha vida. E tento passar essa paixão aos jogadores de uma forma natural. Agora, a minha forma é apaixonada. E vocês me veem ali, às vezes, na beira do campo. Só falta entrar em campo, pegar o jogador e empurrá-lo, porque é realmente isso que eu sinto. Eu gosto de poder ter os jogadores motivados e de senti-los motivados. Mais do que ver, porque às vezes vemos, mas não vemos tudo, é sentir que os jogadores estão motivados para aquilo que estão fazendo. E não tenho dúvida nenhuma de que o desempenho deles tem muito a ver com isso, com a motivação que têm demonstrado e colocado no dia a dia. Porque trabalhar, todos trabalhamos. Agora, depende da forma como trabalhamos. Acho que eles têm demonstrado que estão se dedicando bem, que têm esse compromisso e essa responsabilidade com a equipe. E merecem essa classificação. Foi apenas uma vitória em uma competição importante, que nós vamos tentar vencer. Mas o próximo jogo, no domingo, é o mais importante para nós. É aquilo que pode nos dar novamente o ânimo para sairmos de uma zona muito perigosa. Recuperação de jogadores do elenco - Tem uma questão que todos podemos melhorar no Brasil. Minha forma de ver futebol é de positividade. Não foco no erro, mas no que podemos melhorar. Erro faz parte. Altos e baixos, também. Isso tentamos digerir. Por vezes, um desgaste físico, mas o pior é o desgaste mental. Podemos às vezes não estar cansados fisicamente, mas se estivermos mentalmente, isso vai irradiando para o corpo. Isso que tentamos fazer, permitindo que o jogador acredite que será sempre valioso para equipe, mesmo que alguns sejam menos utilizados. Mas vão tentar dar o melhor quando tiverem oportunidade. Eles estão mais do que preparados para jogar e vão esperar pela hora certa. Um exemplo, o Lucas Freitas. Trabalha no limite, está pronto para jogar. Léo Jardim - Essencialmente posso chegar e dizer que quero jogar de certa maneira, mas se o jogador não se sentir confortável ou minimamente receptivo, as coisas, ao mínimo obstáculo, volta à mesma situação. O Léo é um excelente profissional e acredito que pode melhorar e tem melhorado, no início da construção. A forma da tomada de decisão, que pode nos ajudar a ter mais bola, a ter uma capacidade ofensiva diferente e variada. As tais duas ou três opções que pode ter, e ter a possibilidade de escolher. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV:
Pedro Emanuel elogia postura da equipe do Vasco em classificação: "Primeira parte quase perfeita"
Fluminense 1 x 3 Vasco | Melhores momentos | Volta das oitavas | Copa do Brasil 2026 O Vasco avançou para as quartas de final da Copa do Brasil ao bater o Fluminense por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Maracanã. Ao fim do jogo, o técnico Pedro Emanuel destacou a mudança de postura da equipe para buscar a classificação. - O grande mérito desta mudança (de postura) é deles (jogadores) (...) Hoje, fizemos algumas alterações na equipe e todos estão preparados. É um mérito dos jogadores pela forma que trabalham diariamente. A primeira parte foi quase perfeita, pela forma como encaramos o jogo ofensiva e defensivamente. - Tudo começa por eles acreditarem neles próprios, não é? Acreditarem na qualidade deles, naquilo que podem fazer. É a única coisa que depende verdadeiramente deles. E acho que essa foi a parte que verdadeiramente fez a diferença para o espírito que nós estamos sentindo na equipe. + Atuações do Vasco: Brenner é o melhor em classificação; avalie + Vasco provoca o Fluminense após classificação: "É o destino" Pedro Emanuel, técnico do Vasco André Durão/ge Depois de um empate sem gols no jogo de ida, no último sábado, o Vasco entrou em campo nesta quarta-feira com uma postura mais agressiva no ataque e levou perigo ao gol de Fábio desde o início. Destaque para Brenner, que desde que foi contratado não havia conseguido se firmar, e nesta quarta-feira fez os dois primeiros gols da vitória. A partida também contou com boa atuação de outros nomes questionados recentemente, como o volante Tchê Tchê e o lateral Paulo Henrique. O Fluminense chegou a descontar Martinelli, mas Pumita saiu do banco e fechou o placar no finzinho. Jair, que se recuperou de lesão recentemente, ditou o ritmo do meio campo vascaíno e foi muito elogiado pelo treinador. - O jogador, hoje em dia tem que ser mais maleável. Quanto mais capacidade tiver de entender o jogo, mais rapidamente consegue ter importância na equipe. O Jair é esse caso. Por vezes, está na linha de 5, por vezes pressiona. Contra uma equipe muito versátil, com o Lucho jogando entre linhas, por vezes, na linha defensiva, tem o Canobbio. Só um jogador com essa capacidade de equilibrar atrás, no meio e à frente, nos permite estar mais equilibrados. É o grande predicado do Jair, para além da qualidade na saída de bola, a tranquilidade. Pedro Emanuel chegou ao Vasco em julho após a saída de Renato Gaúcho. Depois de um início sob desconfiança da torcida, num momento ruim da equipe, ele conseguiu duas classificações em sequência, na Sul- Americana e na Copa do Brasil. O adversário da próxima fase será definido em sorteio, que está marcado para a próxima terça-feira, às 11h. Veja outras respostas do treinador: Análise - Hoje, fizemos algumas alterações na equipe e todos estão preparados. É um mérito dos jogadores pela forma que trabalham diariamente. A primeira parte foi quase perfeita, pela forma como encaramos o jogo ofensiva e defensivamente. Um dos grandes predicados que a equipe teve principalmente na primeira parte, na segunda o desgaste foi grande. Quero realçar a forma como a equipe encarou o jogo. Particularizo, o Brenner e o Tchê Tchê mas temos outros exemplos de evolução individual que fazem a equipe ficar mais forte. Forma de transmitir informações ao time - Tentamos tornar as coisas simples, o compromisso que temos que ter com a equipe. Dou liberdade junto com a necessidade da equipe. Tentamos dar objetividade ao desempenho, às funções, para que não tenham dúvidas ao tomar decisão. É com bola e sem bola. É importante que o jogador tenha noção que não tem que ter 50 opções. Tem que ter duas, três boas. A partir daí a liberdade vem, quando surgir duas, três, às vezes surge uma quarta. Mas não é ter 50 e termos que estar em todo lado ao mesmo tempo, se não não estamos em lado nenhum. Transmitimos isso diariamente junto com nosso compromisso e a dedicação deles a cada treino. Recuperação do Jair - Acho que ficou bem evidente que ele está mais do que preparado. Agora, é normal que, depois de 11 meses fora, precise recuperar o ritmo dele e que o corpo volte a funcionar plenamente. Neste momento, o único jogador com quem não posso contar para o próximo jogo é o Nuno, que está suspenso. Todos os outros vão fazer a recuperação amanhã e se preparar, porque teremos outro jogo importante no domingo e, em uma competição na qual precisamos muito voltar a vencer. O Jair é um jogador experiente, com muita qualidade, e tem uma coisa que é particular nele. Além da personalidade, tem o entendimento do jogo. Para a forma como eu gosto que uma equipe jogue, com e sem a bola, ele é um excelente termômetro. Acho que isso é algo que nós não tínhamos na equipe. Atuação do Barros - O Barros nos dá coisas muito diferentes, que também fazem muita falta à equipe, mas em uma parte mais física. Na parte técnica e na parte tática, o Jair consegue contribuir naturalmente pela experiência que tem. O Barros vai chegar lá, mas vai precisar do tempo e da evolução dele. Neste momento, o Jair é um excelente exemplo de alguém que não jogava há 11 meses e que começa a ter uma importância muito grande na equipe. E ainda bem, porque nós ganhamos. Prioridade no ano - Não vamos abdicar de nenhuma competição. Eu disse a vocês, quando chegamos, na primeira coletiva que tivemos, que não abriria mão de nenhuma competição. Acho que isso não seria justo com a história do Vasco e com a minha forma de trabalhar. Temos um elenco que, naturalmente, precisa de alguns ajustes. Vamos tentar fazê-los em função disso, porque todas essas competições nos levam a ter jogos consecutivos. Temos um exemplo concreto no próximo domingo: a equipe adversária terá mais tempo de descanso do que nós. Isso pode ser determinante. - Mas nós não vamos abrir mão de nada, porque, se podemos conquistar um título, e foi para isso que eu vim para o Vasco, não vamos abdicar. Concordo perfeitamente, e também já disse, que a importância do campeonato (brasileirão) é fundamental para nós. Temos essa noção, temos essa consciência, mas vamos tentar não abrir mão de nada. Por isso mesmo, sinto que o grupo está 90% preparado para disputar as três competições, com rodízio. Eu não chamo tanto de rodízio. Chamo mais de dar oportunidades a quem precisa delas e está demonstrando que pode ser importante para a equipe. - Temos aqui dois bons exemplos. E temos muitos outros que, tenho certeza absoluta, vão crescer. Mas só podem crescer jogando. Por isso, isso vai envolver todos. Quando tiverem a oportunidade, terão que mostrar serviço. Senão, outro entra no lugar. Acho que essa é a competitividade das várias competições que temos, e é isso que vamos tentar fazer. Mais sobre a atuação do Jair - Não é fácil darmos uma indicação. O jogador, hoje em dia tem que ser mais maleável. Quanto mais capacidade tiver de entender o jogo, mais rapidamente consegue ter importância na equipe. O Jair é esse caso. Por vezes, está na linha de 5, por vezes pressiona. Contra uma equipe muito versátil, com o Lucho jogando entre linhas, por vezes, na linha defensiva, tem o Canobbio. Só um jogador com essa capacidade de equilibrar atrás, no meio e à frente, nos permite estar mais equilibrados. É o grande predicado do Jair, para além da qualidade na saída de bola, a tranquilidade. O jogador fica satisfeito porque a confiança que deposita no treinador é retribuída em dobro. Confiança no time - Você está dizendo que a torcida sente, e eu, como treinador, também sinto. E isso é fundamental para mim. Sentir que, quando preparamos cada treino e cada jogo, os jogadores estão receptivos e sentem que só temos a melhorar. E concordo também com o que vocês estão dizendo. A cada jogo que passa, estamos sentindo a equipe melhor, mais confortável, com comportamentos diferentes e ajustados à necessidade do jogo, mas nunca perdendo a nossa identidade e nunca perdendo aquilo que o nosso torcedor também procura, que é a entrega total em cada lance, em cada metro, em cada conquista que nós temos no jogo. Busca pelo título da Copa do Brasil - Isso é, sem dúvida, mérito deste grupo, que voltou a acreditar, voltou a se unir em torno de um objetivo. E hoje era um objetivo muito importante. A Copa do Brasil é uma competição histórica. Ainda no ano passado, estivemos em uma final, não conseguimos vencer. E não vou mentir que o nosso objetivo, chegando a uma fase destas da competição, é ganhar a competição. Vamos já para o próximo passo, mas o mais importante agora é olharmos para o próximo domingo, que, sim, será novamente um desafio bastante exigente para nós. Condição física dos jogadores - Outra questão muito importante para nós é a condição física. Sabemos que temos vários jogadores com uma sequência - grande de jogos, que têm sido muito importantes para nós. Precisamos ponderar para que eles possam estar nas melhores condições. E também para que depois vocês não tenham a possibilidade de criticá-los por não terem uma atuação tão boa. Digo isso brincando, porque os jogadores não são máquinas. O corpo humano sofre desgaste. Por isso, se queremos ter todo o elenco disponível para dar o seu melhor, temos que fazer essa gestão. Atmosfera do jogo - Sim. Vim para o Brasileirão e de fato isso me apaixona. A essência do futebol é fazer a torcida feliz. Hoje, não só a torcida sai feliz, mas todos nós, por todo o nosso trabalho. É a satisfação que tenho. Estou apaixonado. Tivemos esse ambiente em nossos jogos seja no Maracanã ou São Januário, centenário, que faz parte da essência do Vasco. Essa atmosfera do torcedor que sente que a equipe está dando a vida a cada lance. Um jogador falou no nosso vestiário, com esse espírito e determinação vamos ganhar mais vezes do que perdemos. Equilíbrio defensivo e ofensivo dos laterais - Um bom exemplo da nossa capacidade ofensiva, e o que eles vão ter que melhorar lá atrás. Hoje eles fizeram um bom jogo com e sem bola. É muito importante que eles percebam que são muito importantes no processo defensivo, principalmente com equipe com essas características, de jogo envolvente. Muitas vezes, o Lucho estava na zona do Cuiabano, outras, o Canobbio. E eles não perderem o foco e terem a capacidade e intensidade de pressionar a bola. Tentamos não dar espaço nem tempo aos jogadores do Fluminense para decidirem com tranquilidade. Quando sofremos 2 a 1, a tendência natural e recuarmos. Não. Tentamos fazer o contrário, manter o foco na primeira pressão, dando frescor com quem entrou. Isso permitiu que não cedêssemos oportunidades ao Fluminense. É necessário coragem e os jogadores demonstraram. Conseguimos puxar o jogo para o nosso lado, com grande mérito dos jogadores. Sobre ambições do Vasco — Acho que essa é a pergunta mais difícil que existe no futebol. Até onde nós podemos chegar, o futuro dirá. Eu não posso prever as coisas. Seria como prever hoje como o Bahia vai jogar no próximo domingo e, depois, chegar lá e as coisas não serem assim. Eu tenho uma paixão muito grande por aquilo que faço e por aquilo que sinto. Essencialmente, é assim que funciono na minha vida. E tento passar essa paixão aos jogadores de uma forma natural. Agora, a minha forma é apaixonada. E vocês me veem ali, às vezes, na beira do campo. Só falta entrar em campo, pegar o jogador e empurrá-lo, porque é realmente isso que eu sinto. Eu gosto de poder ter os jogadores motivados e de senti-los motivados. Mais do que ver, porque às vezes vemos, mas não vemos tudo, é sentir que os jogadores estão motivados para aquilo que estão fazendo. E não tenho dúvida nenhuma de que o desempenho deles tem muito a ver com isso, com a motivação que têm demonstrado e colocado no dia a dia. Porque trabalhar, todos trabalhamos. Agora, depende da forma como trabalhamos. Acho que eles têm demonstrado que estão se dedicando bem, que têm esse compromisso e essa responsabilidade com a equipe. E merecem essa classificação. Foi apenas uma vitória em uma competição importante, que nós vamos tentar vencer. Mas o próximo jogo, no domingo, é o mais importante para nós. É aquilo que pode nos dar novamente o ânimo para sairmos de uma zona muito perigosa. Recuperação de jogadores do elenco - Tem uma questão que todos podemos melhorar no Brasil. Minha forma de ver futebol é de positividade. Não foco no erro, mas no que podemos melhorar. Erro faz parte. Altos e baixos, também. Isso tentamos digerir. Por vezes, um desgaste físico, mas o pior é o desgaste mental. Podemos às vezes não estar cansados fisicamente, mas se estivermos mentalmente, isso vai irradiando para o corpo. Isso que tentamos fazer, permitindo que o jogador acredite que será sempre valioso para equipe, mesmo que alguns sejam menos utilizados. Mas vão tentar dar o melhor quando tiverem oportunidade. Eles estão mais do que preparados para jogar e vão esperar pela hora certa. Um exemplo, o Lucas Freitas. Trabalha no limite, está pronto para jogar. Léo Jardim - Essencialmente posso chegar e dizer que quero jogar de certa maneira, mas se o jogador não se sentir confortável ou minimamente receptivo, as coisas, ao mínimo obstáculo, volta à mesma situação. O Léo é um excelente profissional e acredito que pode melhorar e tem melhorado, no início da construção. A forma da tomada de decisão, que pode nos ajudar a ter mais bola, a ter uma capacidade ofensiva diferente e variada. As tais duas ou três opções que pode ter, e ter a possibilidade de escolher. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV:
