Justiça aceita denúncia e torna réus ex-segurança e ex-dirigentes do Corinthians
Voz do Setorista: Corinthians está próximo de fechar com reforço A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o ex-motorista do Corinthians João Odair de Souza, o Caveira, pelo crime de apropriação indébita por fatos ocorridos entre 2018 e 2023 nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Os ex-diretores financeiros Matías Ávila e Wesley Melo, além do ex-gerente financeiro Roberto Gavioli também são réus pelo crime de omissão relevante por não terem fiscalizado ou impedido o desvio de R$ 3,4 milhões dos cofres do Corinthians. Atualmente, o valor corrigido está estimado em R$ 7,3 milhões (entenda o caso completo abaixo). Mais notícias do Corinthians: + Vendido ao Chelsea, Denner deixa o Timão + Paz reforça desejo por Arthur: "Tem a cara do Diniz" + Timão avança por negociação com Wesley Sede social do Corinthians, Parque São Jorge José Manoel Idalgo/Agência Corinthians Como medida cautelar durante o andamento do processo, todos os quatro réus terão seus passaportes apreendidos e bens bloqueados. O grupo também está proibido de frequentar as dependências do Parque São Jorge. Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 6 milhões por Matías Ávila e de R$ 250 mil por Wesley Melo aos cofres do Corinthians. As apurações sobre dinheiro em espécie entregue a funcionários do Timão começou após o ge revelar gastos para fins pessoais na gestão do ex-presidente Duilio. A reportagem entrou em contato com os réus e apenas Wesley Melo não quis se pronunciar (leia, abaixo, a defesa de cada um deles). + Leia mais notícias do Corinthians Wesley Melo, Diretor Financeiro do Corinthians Rodrigo Coca/Ag. Corinthians Roberto Gavioli, gerente financeiro do Corinthians Rodrigo Coca/Ag.Corinthians Matias Romano Ávila, diretor financeiro do Corinthians Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians Entenda o caso Ex-chefe da segurança João Odair de Souza, conhecido como Caveira, recebeu, entre 2018 e 2023, mais de R$ 3,4 milhões em espécie do Corinthians e não apresentou comprovantes da destinação da maior parte dos recursos. De acordo com a denúncia, os valores em espécie eram repassados periodicamente a Caveira como adiantamentos para despesas ligadas à presidência, especialmente com serviços de segurança em eventos e outras situações pontuais. Parte relevante dos depósitos foi feita tanto na conta pessoal quanto na conta da empresa de Caveira, o que, segundo a Promotoria, reforça a tese de desvio de finalidade dos recursos. Em março deste ano, em contato telefônico com o ge, Caveira confirmou que movimentava valores em espécie enquanto era funcionário do Corinthians e justificou a ausência de notas fiscais: – Aos sábados, domingos e feriados é preciso contratar muitos seguranças freelancers para o clube. Isso também acontecia quando havia protestos no CT ou no Parque São Jorge. Antes de eu assumir (a chefia da segurança) quem fazia isso era a Atual (empresa de vigilância), que cobrava mais ou menos R$ 450, mas pagava R$ 120, R$ 150 ao segurança. Eu conversei com o Andrés sobre isso, e ele mandou eu falar com o jurídico e o Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro) – disse Caveira, que prosseguiu: – Dentro do clube tem uma série de esportes. Vai ter jogo de vôlei, basquete, futebol de salão.... São oito seguranças em cada evento desse. Evento na piscina? 20 seguranças. Teve dia de protesto que eu coloquei mais de 60 seguranças no CT. Muitos deles eram policiais em horários de folga. PM não dá nota fiscal. Eu não podia nem fazer ordem de serviço – argumentou Caveira. Ainda segundo o ex-funcionário, ele também utilizava o dinheiro recebido em espécie para pagar despesas pequenas ou dar gorjetas quando estava a serviço de Andrés ou Duilio. Caveira afirma que prestava contas ao departamento financeiro do clube e faz questão de destacar que nunca sofreu contestações do Conselho Fiscal, órgão responsável por analisar as contas do clube. O que diz Roberto Gavioli: "A defesa de Roberto Gavioli destaca, desde logo, sua absoluta inocência a respeito dos fatos narrados pela reportagem e sua confiança de que a Justiça saberá afastar a acusação baseada em falsas ilações e em equivocada interpretação jurídica do seu papel no clube do qual era funcionário". O que diz Caveira: "Não tenho nada a esconder. Se eu tivesse pego esses R$ 3,4 milhões que o promotor diz, eu estaria no sol de Miami agora, não em Guarulhos trabalhando de uber. Não tenho nada o que mentir. Trabalhei 16 anos no Corinthians, sendo seis anos como chefe da segurança. Não roubei ninguém". O que diz Matías Ávila: "A denúncia foi feita sem investigação e com interesses políticos internos do clube. A defesa vai ser feita e fundamentada no seu tempo". 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge e
Voz do Setorista: Corinthians está próximo de fechar com reforço A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou réu o ex-motorista do Corinthians João Odair de Souza, o Caveira, pelo crime de apropriação indébita por fatos ocorridos entre 2018 e 2023 nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Os ex-diretores financeiros Matías Ávila e Wesley Melo, além do ex-gerente financeiro Roberto Gavioli também são réus pelo crime de omissão relevante por não terem fiscalizado ou impedido o desvio de R$ 3,4 milhões dos cofres do Corinthians. Atualmente, o valor corrigido está estimado em R$ 7,3 milhões (entenda o caso completo abaixo). Mais notícias do Corinthians: + Vendido ao Chelsea, Denner deixa o Timão + Paz reforça desejo por Arthur: "Tem a cara do Diniz" + Timão avança por negociação com Wesley Sede social do Corinthians, Parque São Jorge José Manoel Idalgo/Agência Corinthians Como medida cautelar durante o andamento do processo, todos os quatro réus terão seus passaportes apreendidos e bens bloqueados. O grupo também está proibido de frequentar as dependências do Parque São Jorge. Na denúncia apresentada à Justiça, o Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 6 milhões por Matías Ávila e de R$ 250 mil por Wesley Melo aos cofres do Corinthians. As apurações sobre dinheiro em espécie entregue a funcionários do Timão começou após o ge revelar gastos para fins pessoais na gestão do ex-presidente Duilio. A reportagem entrou em contato com os réus e apenas Wesley Melo não quis se pronunciar (leia, abaixo, a defesa de cada um deles). + Leia mais notícias do Corinthians Wesley Melo, Diretor Financeiro do Corinthians Rodrigo Coca/Ag. Corinthians Roberto Gavioli, gerente financeiro do Corinthians Rodrigo Coca/Ag.Corinthians Matias Romano Ávila, diretor financeiro do Corinthians Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians Entenda o caso Ex-chefe da segurança João Odair de Souza, conhecido como Caveira, recebeu, entre 2018 e 2023, mais de R$ 3,4 milhões em espécie do Corinthians e não apresentou comprovantes da destinação da maior parte dos recursos. De acordo com a denúncia, os valores em espécie eram repassados periodicamente a Caveira como adiantamentos para despesas ligadas à presidência, especialmente com serviços de segurança em eventos e outras situações pontuais. Parte relevante dos depósitos foi feita tanto na conta pessoal quanto na conta da empresa de Caveira, o que, segundo a Promotoria, reforça a tese de desvio de finalidade dos recursos. Em março deste ano, em contato telefônico com o ge, Caveira confirmou que movimentava valores em espécie enquanto era funcionário do Corinthians e justificou a ausência de notas fiscais: – Aos sábados, domingos e feriados é preciso contratar muitos seguranças freelancers para o clube. Isso também acontecia quando havia protestos no CT ou no Parque São Jorge. Antes de eu assumir (a chefia da segurança) quem fazia isso era a Atual (empresa de vigilância), que cobrava mais ou menos R$ 450, mas pagava R$ 120, R$ 150 ao segurança. Eu conversei com o Andrés sobre isso, e ele mandou eu falar com o jurídico e o Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro) – disse Caveira, que prosseguiu: – Dentro do clube tem uma série de esportes. Vai ter jogo de vôlei, basquete, futebol de salão.... São oito seguranças em cada evento desse. Evento na piscina? 20 seguranças. Teve dia de protesto que eu coloquei mais de 60 seguranças no CT. Muitos deles eram policiais em horários de folga. PM não dá nota fiscal. Eu não podia nem fazer ordem de serviço – argumentou Caveira. Ainda segundo o ex-funcionário, ele também utilizava o dinheiro recebido em espécie para pagar despesas pequenas ou dar gorjetas quando estava a serviço de Andrés ou Duilio. Caveira afirma que prestava contas ao departamento financeiro do clube e faz questão de destacar que nunca sofreu contestações do Conselho Fiscal, órgão responsável por analisar as contas do clube. O que diz Roberto Gavioli: "A defesa de Roberto Gavioli destaca, desde logo, sua absoluta inocência a respeito dos fatos narrados pela reportagem e sua confiança de que a Justiça saberá afastar a acusação baseada em falsas ilações e em equivocada interpretação jurídica do seu papel no clube do qual era funcionário". O que diz Caveira: "Não tenho nada a esconder. Se eu tivesse pego esses R$ 3,4 milhões que o promotor diz, eu estaria no sol de Miami agora, não em Guarulhos trabalhando de uber. Não tenho nada o que mentir. Trabalhei 16 anos no Corinthians, sendo seis anos como chefe da segurança. Não roubei ninguém". O que diz Matías Ávila: "A denúncia foi feita sem investigação e com interesses políticos internos do clube. A defesa vai ser feita e fundamentada no seu tempo". 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge e
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