O time de futebol masculino do Corinthians não vive bom momento. Os resultados pesam na reta final do Campeonato Brasileiro 2026, mas o preocupante é que o desempenho da equipe está muito abaixo do esperado. Nesta rodada somou a quarta derrota seguida, foi em seu estádio para a Chapecoense, que é o time lanterna da competição nacional e virtualmente já rebaixado. Foi a primeira vitória da Chapecoense jogando na Neo Química Arena, que fez um bom jogo dentro de suas possibilidades, porém a atuação pífia do Corinthians permitiu que mesmo com sistema amplamente conservador a Chape se apresentasse mais perigosa em campo. De uma forma geral, a ideia de jogo de Fernando Diniz se notabilizou por procurar adotar o protagonismo tático das partidas, através da posse de bola. Suas equipes são montadas para serem ofensivas e geralmente não apresentavam dificuldades de criar jogadas, apesar de sempre terem o problema de organização defensiva. Porém, no Corinthians a situação está se apresentando de forma um pouco diferente. A defesa é sólida, mas apresenta sérias dificuldades criativas, apesar de ter jogadores de qualidade como Rodrigo Garro, Breno Bidon e o peruano André Carrillo. Nas últimas partidas essa inversão tem se tornado cada vez mais latente, o que tem obrigado a equipe a abusar dos cruzamentos. O zagueiro Gustavo Henrique se tornou o artilheiro da equipe. Está cada vez mais claro, que o Timão tem sérias dificuldades de imprimir a característica de controle de jogo, quando o adversário congestiona o meio-campo, com forte marcação. Um dos principais problemas do atual Corinthians é o domínio estéril. Apesar desta dificuldade tática estar diretamente relacionada a performance individual de Rodrigo Garro, que não está na sua plenitude técnica, é função do comandante minimizar os efeitos de uma má fase individual. O atacante Memphis Depay é outro gargalo técnico, pois tem atrapalhado o rendimento coletivo, por não estar em plena forma física. Soma-se ainda, a ausência de seu principal atacante e definidor, Yuri Alberto, devido a lesão muscular. Seu substituto Pedro Raul é mais eficiente em bolas aéreas, o que tende a alterar as movimentações da equipe. Acredito que está faltando um plano B ao Corinthians, para quando a principal alternativa tática não funciona. Neste momento de instabilidade, talvez a solução seja baixar as linhas e a equipe passar a jogar de forma mais reativa, abandonando parcialmente a ideia de jogo de Diniz. Mas para isso, ele, terá que se mostrar mais flexível. Os próximos confrontos do Corinthians são deveras complicados e com tempo de recuperação limitado. No meio da semana enfrentará na Argentina, o Estudiantes, pela Libertadores, na fase de quartas de final. E, no domingo encara o Flamengo, no Maracanã, em jogo válido pela rodada 27 do Campeonato Brasileiro. O Flamengo também joga pela Libertadores na quinta-feira contra o Independiente de l Valle, mas como conta com elenco extremamente qualificado, tem condições de disputar duas competições em alto nível, sem ter que se preocupar em poupar jogadores. No Campeonato Brasileiro, o Flamengo acabou de assumir a liderança da competição e está sedento por somar pontos, para se manter no topo da tabela. E, com certeza deverá dar trabalho ao Timão, que não tem elenco para se dividir para disputar jogos importantes tão próximos, sem causar prejuízos ao coletivo da equipe. Na competição nacional, o Corinthians está na décima segunda posição, com 32 pontos, apenas 7 pontos à frente do Vasco, que é o primeiro time da zona rebaixamento. A situação tende a piorar se não conquistar pontos nesta reta final do campeonato e a Torcida Corintiana já entoou o famoso refrão de “Time sem vergonha” após a derrota para a Chapecoense. Não discordo totalmente dos protestos, uma vez que o elenco que o Corinthians possui tem condições de mostrar futebol mais qualificado e manter o time brigando, pelo menos, por vaga na pré Libertadores. A questão não está somente em melhorar a conclusão das jogadas, mas sim em apresentar repertório tático mais vasto. Apostar somente em cruzamentos, visando a altura de Gustavo Henrique é pouco para um time da grandeza do Corinthians. É preciso ter maior gama de alternativas, para não tornar o esquema previsível e de fácil neutralização.
Corinthians mostra dificuldades táticas importantes, que estão impactando o desempenho coletivo da equipe
O time de futebol masculino do Corinthians não vive bom momento. Os resultados pesam na reta final do Campeonato Brasileiro 2026, mas o preocupante é que o desempenho da equipe está muito abaixo do esperado. Nesta rodada somou a quarta derrota seguida, foi em seu estádio para a Chapecoense, que é o time lanterna da competição nacional e virtualmente já rebaixado. Foi a primeira vitória da Chapecoense jogando na Neo Química Arena, que fez um bom jogo dentro de suas possibilidades, porém a atuação pífia do Corinthians permitiu que mesmo com sistema amplamente conservador a Chape se apresentasse mais perigosa em campo. De uma forma geral, a ideia de jogo de Fernando Diniz se notabilizou por procurar adotar o protagonismo tático das partidas, através da posse de bola. Suas equipes são montadas para serem ofensivas e geralmente não apresentavam dificuldades de criar jogadas, apesar de sempre terem o problema de organização defensiva. Porém, no Corinthians a situação está se apresentando de forma um pouco diferente. A defesa é sólida, mas apresenta sérias dificuldades criativas, apesar de ter jogadores de qualidade como Rodrigo Garro, Breno Bidon e o peruano André Carrillo. Nas últimas partidas essa inversão tem se tornado cada vez mais latente, o que tem obrigado a equipe a abusar dos cruzamentos. O zagueiro Gustavo Henrique se tornou o artilheiro da equipe. Está cada vez mais claro, que o Timão tem sérias dificuldades de imprimir a característica de controle de jogo, quando o adversário congestiona o meio-campo, com forte marcação. Um dos principais problemas do atual Corinthians é o domínio estéril. Apesar desta dificuldade tática estar diretamente relacionada a performance individual de Rodrigo Garro, que não está na sua plenitude técnica, é função do comandante minimizar os efeitos de uma má fase individual. O atacante Memphis Depay é outro gargalo técnico, pois tem atrapalhado o rendimento coletivo, por não estar em plena forma física. Soma-se ainda, a ausência de seu principal atacante e definidor, Yuri Alberto, devido a lesão muscular. Seu substituto Pedro Raul é mais eficiente em bolas aéreas, o que tende a alterar as movimentações da equipe. Acredito que está faltando um plano B ao Corinthians, para quando a principal alternativa tática não funciona. Neste momento de instabilidade, talvez a solução seja baixar as linhas e a equipe passar a jogar de forma mais reativa, abandonando parcialmente a ideia de jogo de Diniz. Mas para isso, ele, terá que se mostrar mais flexível. Os próximos confrontos do Corinthians são deveras complicados e com tempo de recuperação limitado. No meio da semana enfrentará na Argentina, o Estudiantes, pela Libertadores, na fase de quartas de final. E, no domingo encara o Flamengo, no Maracanã, em jogo válido pela rodada 27 do Campeonato Brasileiro. O Flamengo também joga pela Libertadores na quinta-feira contra o Independiente de l Valle, mas como conta com elenco extremamente qualificado, tem condições de disputar duas competições em alto nível, sem ter que se preocupar em poupar jogadores. No Campeonato Brasileiro, o Flamengo acabou de assumir a liderança da competição e está sedento por somar pontos, para se manter no topo da tabela. E, com certeza deverá dar trabalho ao Timão, que não tem elenco para se dividir para disputar jogos importantes tão próximos, sem causar prejuízos ao coletivo da equipe. Na competição nacional, o Corinthians está na décima segunda posição, com 32 pontos, apenas 7 pontos à frente do Vasco, que é o primeiro time da zona rebaixamento. A situação tende a piorar se não conquistar pontos nesta reta final do campeonato e a Torcida Corintiana já entoou o famoso refrão de “Time sem vergonha” após a derrota para a Chapecoense. Não discordo totalmente dos protestos, uma vez que o elenco que o Corinthians possui tem condições de mostrar futebol mais qualificado e manter o time brigando, pelo menos, por vaga na pré Libertadores. A questão não está somente em melhorar a conclusão das jogadas, mas sim em apresentar repertório tático mais vasto. Apostar somente em cruzamentos, visando a altura de Gustavo Henrique é pouco para um time da grandeza do Corinthians. É preciso ter maior gama de alternativas, para não tornar o esquema previsível e de fácil neutralização.
