Ponte Preta 0 X 2 Avaí | Melhores momentos | 24ª rodada | Série B Depois da derrota por 2 a 0 para o Avaí na tarde deste domingo, no Majestoso, pela 24ª rodada da Série B do Brasileiro, o técnico Márcio Zanardi revelou mais uma situação que escancara o drama da Ponte Preta, afundada em uma crise financeira que impacta diretamente no futebol. Segundo o comandante alvinegro, jogadores estão atuando mesmo sem condição física por falta de opção no elenco. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Diante do Avaí, entre desfalques no departamento médico, suspensões e proibição de registrar novos atletas por causa de três transfer bans, ele tinha apenas 19 jogadores à disposição e precisou mais uma vez recorrer às categorias de base para completar o banco de reservas, além de contar com o sacrifício, por exemplo, do volante André Lima. Zanardi disse que o atleta está lesionado e tomou injeção para conseguir entrar em campo. - Ele sentiu a perna, chegou para mim e falou: "Eu vou jogar de qualquer jeito". Ele tomou injeção, tratou e não tinha a mínima condição de jogar. Não sei se vocês perceberam, não deu um chute, não abriu a passada, não correu, não conseguiu marcar. Você vê o nível e o caráter desses jogadores, né? André Lima em ação pela Ponte contra o Avaí Igor Henrique / PontePress Zanardi também citou o caso do meia Murilo Cavalcante, de volta após mais de três meses de recuperação de um problema muscular. - Ele tinha condições de jogar 20 minutos ali. Esses jogadores jogaram com muita hombridade antes da hora, sabendo o cenário que está a Ponte Preta. Se fosse qualquer lugar normal, o André, o Murilo, o Léo (Gomes) não jogariam hoje. Eles não têm condições de jogar, mas como o elenco está curto, eles foram para o sacrifício, e aí a gente assume o risco, né? Foi o 18º jogo consecutivo sem vitória da Ponte na Série B, com 15 derrotas no período. Com apenas 10 pontos em 24 rodadas, a equipe amarga a lanterna e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico que vive o clube - durante a semana, os jogadores soltaram um manifesto dizendo que estão há cerca de seis meses sem receber salário e dando um ultimato que vão parar se as pendências não forem regularizadas a partir do dia 25 (terça-feira). 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Técnico Márcio Zanardi, da Ponte, em entrevista coletiva Júlio Nascimento Ainda assim, Márcio Zanardi afirma que não pensa em deixar o cargo: - Eu não posso, como comandante, abandonar o barco. Eu também estou com eles. Mas é nítido que a Ponte precisa não só de dinheiro, mas de várias situações, várias coisas. Enquanto eu olhar para dentro e ver os jogadores querendo, é isso que faz a gente vir trabalhar todos os dias. Você vê também os funcionários olhando para você pedindo para não abandonar, para ajudar. A gente tem que ter humanidade. Não é fácil. É difícil. A gente está precisando de ajuda. A gente tem que respeitar essa camisa. O técnico ainda explicou o motivo de não ter dado entrevista depois da goleada sofrida para o Vila Nova na última quarta-feira, por 6 a 0, em Goiânia, e negou que tenha pedido demissão no vestiário: - Não era eu quem tinha que falar. Quem tem que falar é o presidente, é o vice-presidente e é o executivo. Então foi isso que eu falei, não vou falar e pronto. Agora falar que pedir demissão. Eu estou junto com esses jogadores. O próximo compromisso da Ponte está marcado para domingo, contra o América-MG, fora de casa. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas
Técnico da Ponte revela que volante tomou injeção para jogar: "Não tinha a mínima condição"
Ponte Preta 0 X 2 Avaí | Melhores momentos | 24ª rodada | Série B Depois da derrota por 2 a 0 para o Avaí na tarde deste domingo, no Majestoso, pela 24ª rodada da Série B do Brasileiro, o técnico Márcio Zanardi revelou mais uma situação que escancara o drama da Ponte Preta, afundada em uma crise financeira que impacta diretamente no futebol. Segundo o comandante alvinegro, jogadores estão atuando mesmo sem condição física por falta de opção no elenco. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Diante do Avaí, entre desfalques no departamento médico, suspensões e proibição de registrar novos atletas por causa de três transfer bans, ele tinha apenas 19 jogadores à disposição e precisou mais uma vez recorrer às categorias de base para completar o banco de reservas, além de contar com o sacrifício, por exemplo, do volante André Lima. Zanardi disse que o atleta está lesionado e tomou injeção para conseguir entrar em campo. - Ele sentiu a perna, chegou para mim e falou: "Eu vou jogar de qualquer jeito". Ele tomou injeção, tratou e não tinha a mínima condição de jogar. Não sei se vocês perceberam, não deu um chute, não abriu a passada, não correu, não conseguiu marcar. Você vê o nível e o caráter desses jogadores, né? André Lima em ação pela Ponte contra o Avaí Igor Henrique / PontePress Zanardi também citou o caso do meia Murilo Cavalcante, de volta após mais de três meses de recuperação de um problema muscular. - Ele tinha condições de jogar 20 minutos ali. Esses jogadores jogaram com muita hombridade antes da hora, sabendo o cenário que está a Ponte Preta. Se fosse qualquer lugar normal, o André, o Murilo, o Léo (Gomes) não jogariam hoje. Eles não têm condições de jogar, mas como o elenco está curto, eles foram para o sacrifício, e aí a gente assume o risco, né? Foi o 18º jogo consecutivo sem vitória da Ponte na Série B, com 15 derrotas no período. Com apenas 10 pontos em 24 rodadas, a equipe amarga a lanterna e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico que vive o clube - durante a semana, os jogadores soltaram um manifesto dizendo que estão há cerca de seis meses sem receber salário e dando um ultimato que vão parar se as pendências não forem regularizadas a partir do dia 25 (terça-feira). 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Técnico Márcio Zanardi, da Ponte, em entrevista coletiva Júlio Nascimento Ainda assim, Márcio Zanardi afirma que não pensa em deixar o cargo: - Eu não posso, como comandante, abandonar o barco. Eu também estou com eles. Mas é nítido que a Ponte precisa não só de dinheiro, mas de várias situações, várias coisas. Enquanto eu olhar para dentro e ver os jogadores querendo, é isso que faz a gente vir trabalhar todos os dias. Você vê também os funcionários olhando para você pedindo para não abandonar, para ajudar. A gente tem que ter humanidade. Não é fácil. É difícil. A gente está precisando de ajuda. A gente tem que respeitar essa camisa. O técnico ainda explicou o motivo de não ter dado entrevista depois da goleada sofrida para o Vila Nova na última quarta-feira, por 6 a 0, em Goiânia, e negou que tenha pedido demissão no vestiário: - Não era eu quem tinha que falar. Quem tem que falar é o presidente, é o vice-presidente e é o executivo. Então foi isso que eu falei, não vou falar e pronto. Agora falar que pedir demissão. Eu estou junto com esses jogadores. O próximo compromisso da Ponte está marcado para domingo, contra o América-MG, fora de casa. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas
