Saga final de Cristiano Ronaldo contamina Portugal na Copa
Portugal 2 x 1 Croácia | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026 Portugal 2 x 1 Croácia foi o grande jogo da Copa do Mundo até agora, em boa medida pela injeção de drama que o mata-mata costuma oferecer às partidas. Teve de tudo: virada, bolas na trave, gol anulado aos 58 do segundo tempo por desvio quase imperceptível. E teve a saga de Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante caminha sobre uma corda bamba. Cada jogo de Copa pode ser o último, como foi para Modric nesta quinta-feira. Em seu sexto Mundial, um dos maiores jogadores da história tem a chance derradeira de conquistar a taça que mais importa, a taça que falta. E isso contamina a seleção portuguesa – para o bem e para o mal. + França desponta com o melhor futebol da Copa + Virada sobre o Japão é o batismo que coloca o Brasil na Copa Cristiano Ronaldo manda homem entregar camisa para irmã na arquibancada Reuters A ascendência de Cristiano Ronaldo sobre o elenco é evidente. Um lance contra a Croácia foi ilustrativo. No começo do segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0, o lateral-esquerdo Nuno Mendes recebeu em condições de finalizar cruzado para o gol. Era uma chance clara. Mas preferiu cruzar para Cristiano Ronaldo. A zaga croata cortou. Portugal tem uma geração talentosíssima, possivelmente a melhor de sua história, com jogadores vivendo o auge de suas carreiras em alguns dos principais clubes da Europa. Já não é o caso de Cristiano Ronaldo, que oscila entre momentos de discrição, como na última Euro, em que não fez nenhum gol, e outros de maior destaque, caso da conquista da Nations League, na qual foi o vice-goleador, com oito gols em nove partidas (atrás apenas de Gyokeres, da Suécia). Às vezes parece haver um descompasso entre o jogo português (de conexões e movimentos permanentes entre jogadores muito ágeis) e o camisa 7. Contra a Croácia, ele foi substituído quando a partida ainda estava 1 a 1. Saiu de campo bastante contrariado. Gonçalo Ramos, o jogador que ocupou sua função como atacante mais centralizado, faria o gol da vitória logo depois. Antes disso, porém, o próprio Cristiano Ronaldo, de pênalti, havia empatado a partida – logo depois de ter um gol anulado por impedimento. Cristiano Ronaldo cobra falta com esparadrapo no pulso Reuters/John E Sokolowski A seleção portuguesa está entre as melhores da Copa, embora seja inferior, por exemplo, à França e à Espanha, sua próxima adversária, a quem superou nos pênaltis na decisão da Nations League há um ano. Ela tem chances de ser campeã. Para isso, precisa administrar o gigantismo de um ídolo movido por obsessão. Ter Cristiano Ronaldo a seu favor em vez de jogar a favor de Cristiano Ronaldo tornará Portugal ainda mais forte. E poderá dar ao craque o título que ele tanto merece em sua despedida das Copas.
Portugal 2 x 1 Croácia | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026 Portugal 2 x 1 Croácia foi o grande jogo da Copa do Mundo até agora, em boa medida pela injeção de drama que o mata-mata costuma oferecer às partidas. Teve de tudo: virada, bolas na trave, gol anulado aos 58 do segundo tempo por desvio quase imperceptível. E teve a saga de Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante caminha sobre uma corda bamba. Cada jogo de Copa pode ser o último, como foi para Modric nesta quinta-feira. Em seu sexto Mundial, um dos maiores jogadores da história tem a chance derradeira de conquistar a taça que mais importa, a taça que falta. E isso contamina a seleção portuguesa – para o bem e para o mal. + França desponta com o melhor futebol da Copa + Virada sobre o Japão é o batismo que coloca o Brasil na Copa Cristiano Ronaldo manda homem entregar camisa para irmã na arquibancada Reuters A ascendência de Cristiano Ronaldo sobre o elenco é evidente. Um lance contra a Croácia foi ilustrativo. No começo do segundo tempo, quando a partida ainda estava 0 a 0, o lateral-esquerdo Nuno Mendes recebeu em condições de finalizar cruzado para o gol. Era uma chance clara. Mas preferiu cruzar para Cristiano Ronaldo. A zaga croata cortou. Portugal tem uma geração talentosíssima, possivelmente a melhor de sua história, com jogadores vivendo o auge de suas carreiras em alguns dos principais clubes da Europa. Já não é o caso de Cristiano Ronaldo, que oscila entre momentos de discrição, como na última Euro, em que não fez nenhum gol, e outros de maior destaque, caso da conquista da Nations League, na qual foi o vice-goleador, com oito gols em nove partidas (atrás apenas de Gyokeres, da Suécia). Às vezes parece haver um descompasso entre o jogo português (de conexões e movimentos permanentes entre jogadores muito ágeis) e o camisa 7. Contra a Croácia, ele foi substituído quando a partida ainda estava 1 a 1. Saiu de campo bastante contrariado. Gonçalo Ramos, o jogador que ocupou sua função como atacante mais centralizado, faria o gol da vitória logo depois. Antes disso, porém, o próprio Cristiano Ronaldo, de pênalti, havia empatado a partida – logo depois de ter um gol anulado por impedimento. Cristiano Ronaldo cobra falta com esparadrapo no pulso Reuters/John E Sokolowski A seleção portuguesa está entre as melhores da Copa, embora seja inferior, por exemplo, à França e à Espanha, sua próxima adversária, a quem superou nos pênaltis na decisão da Nations League há um ano. Ela tem chances de ser campeã. Para isso, precisa administrar o gigantismo de um ídolo movido por obsessão. Ter Cristiano Ronaldo a seu favor em vez de jogar a favor de Cristiano Ronaldo tornará Portugal ainda mais forte. E poderá dar ao craque o título que ele tanto merece em sua despedida das Copas.
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