Remo 1 x 2 Santos | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileirão 2026 A intensidade pode, por vezes, superar a técnica em um jogo de futebol. Contudo, quando essa intensidade é igualada, a qualidade sempre vai se sobressair. Foi o que ocorreu no jogo entre Remo e Santos, no último sábado, dia 19, no Mangueirão. O Leão mostrou muita disposição e pouco sofreu no primeiro tempo. O Peixe entrou no terço final do campo 14 vezes na etapa inicial. Nos 45 minutos finais, foram 38. Ou seja, a equipe santista teve dificuldade para levar a bola para a zona mais perigosa do campo no início, enquanto esse número mais que dobrou no final. Marcelinho lamenta derrota do Remo e comenta discussão entre Marllon e Alef Manga Na estreia do técnico Thiago Carpini, os donos da casa defenderam bem no primeiro tempo, melhor que em vários momentos das partidas em que o agora ex-treinador ainda comandava o time. Carpini pediu para a equipe pressionar o adversário no campo de defesa, e assim os jogadores azulinos fizeram em vários momentos do primeiro tempo. Sobre a parte ofensiva da equipe, o novo treinador promoveu algumas mudanças de peças e de funções. O ataque foi formado por Taliari, Galeano e Vitor Bueno. Rony comemora gol diante do Remo Reinaldo Campos/ Santos F.C. Taliari foi deslocado para a esquerda, Galeano para a direita e Bueno voltou ao time titular como um falso 9. No entanto, eles não conseguiram oferecer tanto perigo, apesar de o Remo ter finalizado mais em um jogo que teve um número maior de posse de bola que o adversário, algo que não é comum no Brasileirão. O ataque não se conectar e oferecer pouco perigo é normal. Afinal, destruir é mais fácil que construir. Estratégias de ataque costumam ser mais elaboradas e trabalhosas que as de defesa, e Carpini teve pouquíssimo tempo para treinar. O Remo não aproveitou a posse da bola, baixou a intensidade e precisou fazer alterações no segundo tempo, que não surtiram efeito de forma alguma. Mesmo sem estar desempenhando tão bem, Vitor Bueno deixar o campo para Alef Manga entrar deixa o time menos criativo e mais longo. Além de Bueno, Picco, Zé Ricardo, Galeano e Taliari precisaram deixar o gramado. Segundo Carpini, todos pediram para sair. As alterações não melhoraram o time de forma alguma. O que dá para destacar é que Jaderson, que estava sumido, e Pikachu entraram no meio de campo para explorar o espaço que fica entre o meio e as laterais do campo, algo que Condé não tentou. E tentar soluções diferentes não foi o problema para esse jogo. Contudo, tentar algo novo e apenas contar com a grande disposição dos jogadores não foi o suficiente. No momento em que o Remo perdeu o gás, a diferença de qualidade entre os dois times ficou evidente — e olha que o Santos não estava em um grande dia. Primeiro, o Rony fez uma boa tabela com Gabigol para marcar outro gol contra o ex-time nesse ano e depois o próprio camisa 9 aproveitou que a zaga do Remo nem ao menos pulou em uma bola levantada na área azulina e marcou o segundo do Peixe. O zagueiro Marllon até conseguiu empatar antes de Gabigol fazer o segundo do Santos, mas, no final, a equipe visitante venceu por 2 a 1, deixando o Remo em uma situação extremamente delicada. Mirassol e Vasco venceram na rodada, deixando o Leão a nove pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento. "A equipe acelerou, competiu e duelou mais", disse Carpini na coletiva de imprensa. Essa é a impressão mesmo, o que mostra que Léo Condé já não conseguia extrair quase nada do grupo, que um treinador que acabou de chegar conseguiu fazer o time jogar pelo menos o mesmo tanto (podendo afirmar que jogou mais) e que Condé ficou no Baenão por muito tempo. Agora o Brasileirão vai ser interrompido por conta da Data Fifa (jogos entre seleções). Sendo assim, Carpini terá um período sem jogos para tentar fazer a equipe assimilar suas ideias e evoluir.
Análise: Remo mostra que apenas vontade não basta e deixa claro que Condé ficou tempo demais
Remo 1 x 2 Santos | Melhores momentos | 28ª rodada | Brasileirão 2026 A intensidade pode, por vezes, superar a técnica em um jogo de futebol. Contudo, quando essa intensidade é igualada, a qualidade sempre vai se sobressair. Foi o que ocorreu no jogo entre Remo e Santos, no último sábado, dia 19, no Mangueirão. O Leão mostrou muita disposição e pouco sofreu no primeiro tempo. O Peixe entrou no terço final do campo 14 vezes na etapa inicial. Nos 45 minutos finais, foram 38. Ou seja, a equipe santista teve dificuldade para levar a bola para a zona mais perigosa do campo no início, enquanto esse número mais que dobrou no final. Marcelinho lamenta derrota do Remo e comenta discussão entre Marllon e Alef Manga Na estreia do técnico Thiago Carpini, os donos da casa defenderam bem no primeiro tempo, melhor que em vários momentos das partidas em que o agora ex-treinador ainda comandava o time. Carpini pediu para a equipe pressionar o adversário no campo de defesa, e assim os jogadores azulinos fizeram em vários momentos do primeiro tempo. Sobre a parte ofensiva da equipe, o novo treinador promoveu algumas mudanças de peças e de funções. O ataque foi formado por Taliari, Galeano e Vitor Bueno. Rony comemora gol diante do Remo Reinaldo Campos/ Santos F.C. Taliari foi deslocado para a esquerda, Galeano para a direita e Bueno voltou ao time titular como um falso 9. No entanto, eles não conseguiram oferecer tanto perigo, apesar de o Remo ter finalizado mais em um jogo que teve um número maior de posse de bola que o adversário, algo que não é comum no Brasileirão. O ataque não se conectar e oferecer pouco perigo é normal. Afinal, destruir é mais fácil que construir. Estratégias de ataque costumam ser mais elaboradas e trabalhosas que as de defesa, e Carpini teve pouquíssimo tempo para treinar. O Remo não aproveitou a posse da bola, baixou a intensidade e precisou fazer alterações no segundo tempo, que não surtiram efeito de forma alguma. Mesmo sem estar desempenhando tão bem, Vitor Bueno deixar o campo para Alef Manga entrar deixa o time menos criativo e mais longo. Além de Bueno, Picco, Zé Ricardo, Galeano e Taliari precisaram deixar o gramado. Segundo Carpini, todos pediram para sair. As alterações não melhoraram o time de forma alguma. O que dá para destacar é que Jaderson, que estava sumido, e Pikachu entraram no meio de campo para explorar o espaço que fica entre o meio e as laterais do campo, algo que Condé não tentou. E tentar soluções diferentes não foi o problema para esse jogo. Contudo, tentar algo novo e apenas contar com a grande disposição dos jogadores não foi o suficiente. No momento em que o Remo perdeu o gás, a diferença de qualidade entre os dois times ficou evidente — e olha que o Santos não estava em um grande dia. Primeiro, o Rony fez uma boa tabela com Gabigol para marcar outro gol contra o ex-time nesse ano e depois o próprio camisa 9 aproveitou que a zaga do Remo nem ao menos pulou em uma bola levantada na área azulina e marcou o segundo do Peixe. O zagueiro Marllon até conseguiu empatar antes de Gabigol fazer o segundo do Santos, mas, no final, a equipe visitante venceu por 2 a 1, deixando o Remo em uma situação extremamente delicada. Mirassol e Vasco venceram na rodada, deixando o Leão a nove pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento. "A equipe acelerou, competiu e duelou mais", disse Carpini na coletiva de imprensa. Essa é a impressão mesmo, o que mostra que Léo Condé já não conseguia extrair quase nada do grupo, que um treinador que acabou de chegar conseguiu fazer o time jogar pelo menos o mesmo tanto (podendo afirmar que jogou mais) e que Condé ficou no Baenão por muito tempo. Agora o Brasileirão vai ser interrompido por conta da Data Fifa (jogos entre seleções). Sendo assim, Carpini terá um período sem jogos para tentar fazer a equipe assimilar suas ideias e evoluir.
