Novorizontino vence o Fortaleza e conquista acesso inédito à Série A do Brasileirão Poderia ser em 2023, em 2024 ou em 2025. Mas o destino reservou 7 de novembro de 2026 como o dia do tão sonhado acesso do Grêmio Novorizontino. Depois de bater na trave em três edições seguidas de Série B, o Tigre do Vale enfim quebrou a maldição do "quase" e realizou o grande sonho deste projeto tão ambicioso e bem desenhado. O novato do Brasileirão 2027 será o time da cidade de Novo Horizonte, com seus 39 mil habitantes, que conquistou o acesso neste sábado em uma virada eletrizante sobre o Fortaleza. Quando o relógio marcava sete minutos do primeiro tempo, o fantasma parecia tomar forma: o Aurinegro tinha um jogador a menos com a expulsão de Nicolas Careca e perdia por 1 a 0 (com gol de Paulo Baya, autor do gol do Goiás que tirou o acesso do clube em 2024). O time teve resiliência, mostrou por que é o melhor desta divisão e foi buscar um 2 a 1, consumando o acesso com uma rodada de antecedência. O título pode vir na próxima rodada com um simples empate contra o Criciúma. Jogadores do Novorizontino comemoram gol do acesso contra o Fortaleza Rapha Marques Veja também + Novorizontino fatura sétimo acesso em 14 anos + Enderson cobra valorização após acesso com Novorizontino + Novorizontino 2x1 Fortaleza: como foi o jogo de acesso O Novorizontino sobe com méritos de sobra de um clube que soube curar as feridas dos acessos perdidos e voltar mais forte do que nunca na temporada 2026. E não foi só na Série B. A equipe já havia mostrado suas credenciais no Paulistão, quando eliminou Santos e Corinthians (nas quartas e nas semifinais) e só parou no campeão Palmeiras na finalíssima. Apesar do alto investimento da família Biasi, as cifras são menores que muitos dos seus concorrentes nesta segunda divisão. O Tigre tem menos camisa, menos torcida e condições logísticas muito delicadas. Mas tudo isso é minimizado quando se existe um projeto sólido de um clube de 16 anos com um CT moderno, uma gestão integrada e uma precisão imensa nas contratações: tanto da escolha do técnico Enderson Moreira, campeoníssimo e rei do acesso por onde passou, quanto do elenco. Méritos também para Edgard Montemor, executivo que chegou no começo do ano e montou um plantel fortíssimo. Os números provam o quanto a campanha do Tigre do Vale é maiúscula: oito vitórias na Série B foram por três ou mais gols de diferença. Tudo impulsionado por um ataque que anotou 66 gols na competição e 103 no ano (marca inferior apenas a Flamengo e Palmeiras). O saldo é de incríveis 34 gols, 11 a mais que o Juventude, o segundo no quesito. O destaque absoluto é da dupla Rômulo e Robson, que combinou para 29 gols e 14 assistências na Segundona. A sintonia entre gestão, comissão técnica e elenco foi tão grande que conseguiu amenizar até a falta de apoio da torcida em muitos momentos. Os torcedores compareceram em massa apenas nos dois jogos finais. Em uma das partidas, na oitava rodada, apenas 353 pessoas marcaram presença na vitória contra o Botafogo-SP. Mais de 7,5 mil torcedores do Novorizontino marcaram presença no jogo do acesso Rapha Marques Porém, a falta de público não pode ser usada de justificativa pelos mal humorados de plantão. Futebol não é uma competição de quem faz mais barulho. Há espaço para as gigantes e as pequenas torcidas entre os 20 da primeira divisão. Os torcedores têm muito impacto em uma partida de futebol, mas a gestão responsável e ambiciosa é o que realmente traz solidez aos clubes. Os papagaios já começaram a falar o mesmo que diziam ao Mirassol dois anos atrás: 'vai bater e voltar'; 'já temos o primeiro rebaixado de 2027'. Os jargões rasos não têm lugar neste debate. O futebol é o esporte mais apaixonante do mundo, porque é capaz de escrever histórias tão incríveis como esta: um clube de uma cidade de 39,5 mil habitantes chegou à elite e entrará em campo em estádios que, em sua maioria, cabem mais gente que sua própria população. O Novorizontino é mais uma prova que existe vida inteligente fora do universo das capitais e dos gigantes do futebol brasileiro.
Análise: Novorizontino quebra maldição e chega à Série A com méritos de sobra
Novorizontino vence o Fortaleza e conquista acesso inédito à Série A do Brasileirão Poderia ser em 2023, em 2024 ou em 2025. Mas o destino reservou 7 de novembro de 2026 como o dia do tão sonhado acesso do Grêmio Novorizontino. Depois de bater na trave em três edições seguidas de Série B, o Tigre do Vale enfim quebrou a maldição do "quase" e realizou o grande sonho deste projeto tão ambicioso e bem desenhado. O novato do Brasileirão 2027 será o time da cidade de Novo Horizonte, com seus 39 mil habitantes, que conquistou o acesso neste sábado em uma virada eletrizante sobre o Fortaleza. Quando o relógio marcava sete minutos do primeiro tempo, o fantasma parecia tomar forma: o Aurinegro tinha um jogador a menos com a expulsão de Nicolas Careca e perdia por 1 a 0 (com gol de Paulo Baya, autor do gol do Goiás que tirou o acesso do clube em 2024). O time teve resiliência, mostrou por que é o melhor desta divisão e foi buscar um 2 a 1, consumando o acesso com uma rodada de antecedência. O título pode vir na próxima rodada com um simples empate contra o Criciúma. Jogadores do Novorizontino comemoram gol do acesso contra o Fortaleza Rapha Marques Veja também + Novorizontino fatura sétimo acesso em 14 anos + Enderson cobra valorização após acesso com Novorizontino + Novorizontino 2x1 Fortaleza: como foi o jogo de acesso O Novorizontino sobe com méritos de sobra de um clube que soube curar as feridas dos acessos perdidos e voltar mais forte do que nunca na temporada 2026. E não foi só na Série B. A equipe já havia mostrado suas credenciais no Paulistão, quando eliminou Santos e Corinthians (nas quartas e nas semifinais) e só parou no campeão Palmeiras na finalíssima. Apesar do alto investimento da família Biasi, as cifras são menores que muitos dos seus concorrentes nesta segunda divisão. O Tigre tem menos camisa, menos torcida e condições logísticas muito delicadas. Mas tudo isso é minimizado quando se existe um projeto sólido de um clube de 16 anos com um CT moderno, uma gestão integrada e uma precisão imensa nas contratações: tanto da escolha do técnico Enderson Moreira, campeoníssimo e rei do acesso por onde passou, quanto do elenco. Méritos também para Edgard Montemor, executivo que chegou no começo do ano e montou um plantel fortíssimo. Os números provam o quanto a campanha do Tigre do Vale é maiúscula: oito vitórias na Série B foram por três ou mais gols de diferença. Tudo impulsionado por um ataque que anotou 66 gols na competição e 103 no ano (marca inferior apenas a Flamengo e Palmeiras). O saldo é de incríveis 34 gols, 11 a mais que o Juventude, o segundo no quesito. O destaque absoluto é da dupla Rômulo e Robson, que combinou para 29 gols e 14 assistências na Segundona. A sintonia entre gestão, comissão técnica e elenco foi tão grande que conseguiu amenizar até a falta de apoio da torcida em muitos momentos. Os torcedores compareceram em massa apenas nos dois jogos finais. Em uma das partidas, na oitava rodada, apenas 353 pessoas marcaram presença na vitória contra o Botafogo-SP. Mais de 7,5 mil torcedores do Novorizontino marcaram presença no jogo do acesso Rapha Marques Porém, a falta de público não pode ser usada de justificativa pelos mal humorados de plantão. Futebol não é uma competição de quem faz mais barulho. Há espaço para as gigantes e as pequenas torcidas entre os 20 da primeira divisão. Os torcedores têm muito impacto em uma partida de futebol, mas a gestão responsável e ambiciosa é o que realmente traz solidez aos clubes. Os papagaios já começaram a falar o mesmo que diziam ao Mirassol dois anos atrás: 'vai bater e voltar'; 'já temos o primeiro rebaixado de 2027'. Os jargões rasos não têm lugar neste debate. O futebol é o esporte mais apaixonante do mundo, porque é capaz de escrever histórias tão incríveis como esta: um clube de uma cidade de 39,5 mil habitantes chegou à elite e entrará em campo em estádios que, em sua maioria, cabem mais gente que sua própria população. O Novorizontino é mais uma prova que existe vida inteligente fora do universo das capitais e dos gigantes do futebol brasileiro.
