Migrar do ChatGPT para o Google Gemini pode valer a pena para quem usa Gmail, Drive, Docs e Sheets no trabalho, já que a IA é integrada ao ecossistema do Google e consegue acessar arquivos e informações para facilitar várias tarefas, como resumir e-mails, organizar documentos e extrair ações sem precisar copiar e colar conteúdo. Como conectar o Gemini ao Gmail, Google Drive e Agenda 5 novidades do Gemini para Documentos, Planilhas e Apresentações No entanto, antes da migração, é preciso configurar o Gemini para receber respostas melhores e aproveitar todos os recursos de IA no Google Workspace. 4 ajustes para fazer antes de migrar para o Gemini Segundo uma lista publicada pelo Android Police, alguns ajustes simples podem deixar o Gemini mais eficiente e evitar frustrações comuns durante a transição. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - 1. Adapte o seu estilo de escrita para o Gemini Assim como acontece em outros assistentes, o Gemini pode responder com um tom formal demais ou com explicações longas que atrapalham a produtividade. Para corrigir isso, vale definir instruções fixas que o modelo deve seguir em todas as conversas. Para configurar: Vá em “Configurações e ajuda”; Entre em “Contexto pessoal”; No campo “Suas instruções para o Gemini”, você pode pedir respostas mais diretas, evitar repetições da pergunta, manter formatação técnica e limitar o tamanho de explicações quando a dúvida for simples. No Gemini, é possível definir instruções de respostas para todas as conversas. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech) 2. Refaça seus GPTs personalizados como Gems Quem usa GPTs personalizados para tarefas repetitivas pode fazer algo parecido no Gemini usando os Gems, que são assistentes configuráveis para funções específicas. Eles não têm uma loja tão grande quanto a do ChatGPT, mas são fáceis de criar e funcionam bem dentro dos apps do Google. O ideal é estruturar o Gem com quatro pontos: persona (quem ele é), tarefa (o que deve fazer), contexto (o cenário em que trabalha) e formato (como deve entregar a resposta). Veja o passo a passo para criar: Na barra lateral do Gemini, cesse o menu de “Gems”; Clique em “Novo Gem”; Defina as instruções do seu Gem e clique em “Salvar”. Os Gemini Gems são o equivalente aos GPTs personalizados do ChatGPT. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech) 3. Organize projetos no NotebookLM para dar contexto contínuo ao Gemini Um problema comum ao usar IA em projetos longos é que o histórico de conversas vira uma bagunça e informações importantes se perdem. Para resolver isso, o Google aposta na integração do Gemini com o NotebookLM, que permite organizar chats e documentos em um espaço de projeto dedicado. O passo a passo é simples: Abra uma conversa útil no Gemini; Toque no menu de opções (ícone “+”); Selecione “NotebookLM”; Escolha um notebook e clique em “Adicionar”. O Gemini tem integração com o NotebookLM. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech) A partir daí, você pode incluir PDFs, arquivos do Drive e textos no mesmo caderno, fazendo com que o Gemini responda com base naquele conjunto de dados, como se fosse uma memória real do projeto. 4. Conecte o Gemini aos aplicativos do Google O grande diferencial do Gemini é a integração com o Google Workspace, mas isso precisa ser ativado manualmente para funcionar de forma completa. Com essa conexão, o assistente pode acessar documentos e e-mails, resumir conteúdos e identificar tarefas em arquivos de trabalho. Para ativar: Vá em “Configurações e ajuda”; Entre em “Aplicativos conectados” Procure por “Google Workspace” e habilite o recurso. A integração do Gemini com o Google Workspace é opcional e precisa ser ativada. (Imagem: Captura de tela/Viviane França/Canaltech) Depois disso, você pode usar o comando @ no prompt para selecionar o Drive, Docs, Sheets ou Gmail, facilitando pedidos como “resuma o e-mail mais recente” ou “extraia os pontos principais daquele documento de reunião”. Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse em saber o que o Gemini consegue fazer em cada dispositivo, da TV ao carro. Leia a matéria no Canaltech.

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