Laura Pigossi é campeã na Espanha e volta ao top 200 no tênis Coco Gauff opinou sobre a nova política de elegibilidade para o circuito feminino profissional. A ex-top 2 do mundo apoiou a medida como forma de "proteger a justiça", mas alertou que o tema tem sido usado como forma de atacar a comunidade trans. Atual número quatro no ranking mundial, a americana de 22 anos falou sobre a decisão da entidade na quarta-feira (5), após derrotar a compatriota Kayla Day em sets diretos, por 6/2 e 7/5, no confronto válido pela segunda rodada do WTA 1000 de Toronto. Coco Gauff Wimbledon REUTERS/Andrew Couldridge — Então, sim, acho que concordo de certa forma com a tentativa de proteger a justiça nos esportes femininos, mas também não gosto dos ataques que isso está gerando — comentou. Para a tenista, a decisão da entidade máxima do tênis - em acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e também adotada por órgãos de outras modalidades, como atletismo, boxe e esqui - tem provocado reações para além do campo esportivo. — Pessoas que não se importam de verdade, mas que só querem usar isso como motivo para atacar a comunidade trans. Então, eu realmente não sou muito fã disso também — finalizou. Política da WTA foi alterada após mudança do COI Até julho, a então política de elegibilidade vigente na WTA havia sido introduzida em 2024. Ela permitia que atletas trans jogassem no circuito profissional feminino desde que reduzissem o nível de testosterona a 2.5 nmol/L constantemente por dois anos antes da liberação. Com a mudança, o teste de gênero no tênis vai ser feito apenas uma vez na vida por cada tenista através de uma coleta de sangue ou swab de saliva. O exame busca detectar a presença do gene SRY, parte do cromossomo Y que causa o desenvolvimento de características masculinas. Tenistas que testarem positivo vão passar por uma avaliação médica completa antes de serem liberadas para voltar ao circuito da WTA. + João Fonseca x Casper Ruud na terceira rodada do Masters 1000 de Montreal; horário e onde assistir + Admirado por ícone country e fã de golfe: conheça Casper Ruud, próximo rival de João Fonseca + Carlos Alcaraz desiste do Masters 1000 de Cincinnati, e afastamento das quadras chega a quatro meses + Novak Djokovic sugere mudanças no sistema de pontuação do tênis: "Melhor para todo mundo" + Serena e Venus Williams recebem convite de Cincinnati e reeditam dupla pela primeira vez desde 2022 A nova política da WTA segue o direcionamento do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima do Movimento Olímpico anunciou em março deste ano que vai exigir teste genético de gênero para as atletas inscritas nas Olimpíadas. A medida valerá para todas as competições oficiais do COI, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, vetando a participação de mulheres trans. O COI sugeriu que essa política fosse "adotada pelas Federações Internacionais e outros órgãos dirigentes do esporte, como os Comitês Olímpicos Nacionais, as Federações Nacionais e as Associações Continentais, ao exercerem sua responsabilidade na implementação das regras de elegibilidade relativas apenas a eventos do COI". A WTA foi a terceira entidade a seguir a orientação.
Ex-top 2 apoia teste de gênero na WTA, mas faz alerta sobre ataques à comunidade trans
Laura Pigossi é campeã na Espanha e volta ao top 200 no tênis Coco Gauff opinou sobre a nova política de elegibilidade para o circuito feminino profissional. A ex-top 2 do mundo apoiou a medida como forma de "proteger a justiça", mas alertou que o tema tem sido usado como forma de atacar a comunidade trans. Atual número quatro no ranking mundial, a americana de 22 anos falou sobre a decisão da entidade na quarta-feira (5), após derrotar a compatriota Kayla Day em sets diretos, por 6/2 e 7/5, no confronto válido pela segunda rodada do WTA 1000 de Toronto. Coco Gauff Wimbledon REUTERS/Andrew Couldridge — Então, sim, acho que concordo de certa forma com a tentativa de proteger a justiça nos esportes femininos, mas também não gosto dos ataques que isso está gerando — comentou. Para a tenista, a decisão da entidade máxima do tênis - em acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e também adotada por órgãos de outras modalidades, como atletismo, boxe e esqui - tem provocado reações para além do campo esportivo. — Pessoas que não se importam de verdade, mas que só querem usar isso como motivo para atacar a comunidade trans. Então, eu realmente não sou muito fã disso também — finalizou. Política da WTA foi alterada após mudança do COI Até julho, a então política de elegibilidade vigente na WTA havia sido introduzida em 2024. Ela permitia que atletas trans jogassem no circuito profissional feminino desde que reduzissem o nível de testosterona a 2.5 nmol/L constantemente por dois anos antes da liberação. Com a mudança, o teste de gênero no tênis vai ser feito apenas uma vez na vida por cada tenista através de uma coleta de sangue ou swab de saliva. O exame busca detectar a presença do gene SRY, parte do cromossomo Y que causa o desenvolvimento de características masculinas. Tenistas que testarem positivo vão passar por uma avaliação médica completa antes de serem liberadas para voltar ao circuito da WTA. + João Fonseca x Casper Ruud na terceira rodada do Masters 1000 de Montreal; horário e onde assistir + Admirado por ícone country e fã de golfe: conheça Casper Ruud, próximo rival de João Fonseca + Carlos Alcaraz desiste do Masters 1000 de Cincinnati, e afastamento das quadras chega a quatro meses + Novak Djokovic sugere mudanças no sistema de pontuação do tênis: "Melhor para todo mundo" + Serena e Venus Williams recebem convite de Cincinnati e reeditam dupla pela primeira vez desde 2022 A nova política da WTA segue o direcionamento do Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade máxima do Movimento Olímpico anunciou em março deste ano que vai exigir teste genético de gênero para as atletas inscritas nas Olimpíadas. A medida valerá para todas as competições oficiais do COI, a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, vetando a participação de mulheres trans. O COI sugeriu que essa política fosse "adotada pelas Federações Internacionais e outros órgãos dirigentes do esporte, como os Comitês Olímpicos Nacionais, as Federações Nacionais e as Associações Continentais, ao exercerem sua responsabilidade na implementação das regras de elegibilidade relativas apenas a eventos do COI". A WTA foi a terceira entidade a seguir a orientação.
