Abandonado: veja o que restou do antigo estádio Godofredo Cruz, do Americano Em um território que historicamente foi hostil, o Americano terá o desafio de reverter um placar desfavorável na decisão da Série A2, diante do Resende, no sábado, às 14h45, para voltar à primeira divisão do Campeonato Carioca. Há sete anos, a tradicional equipe de Campos não figura na elite do estado. Depois de uma grande campanha nas fases iniciais, a equipe campista foi derrotada no primeiro jogo da final, por 1 a 0, no estádio do Trabalhador, e precisa construir uma vitória por dois gols de diferença para ficar com o título. A apaixonada torcida campista esgotou os ingressos e vai lotar o estádio Ary de Oliveira e Souza, o Aryzão, que pertence ao Goytacaz, rival histórico da cidade. As duas equipes compõem o principal clássico do interior do estado. + Ruínas e mato: veja o que sobrou de um dos maiores estádios do Rio + Americano x Resende: onde assistir ao vivo, horário e prováveis escalações Torcida do Americano, no estádio Aryzão Divulgação: Americano FC Antiga casa do clube, o Godofredo Cruz foi negociado e demolido. Um novo estádio está em construção, mas ainda não há previsão para entrega. Por isso, a parceria com o Goytacaz, selada em março, foi um marco na relação dos dois rivais, em um momento em que o Americano não conta com um estádio próprio. O Cano mandou seus jogos no Aryzão e terminou a fase de grupos da A2 com a melhor campanha, o que lhe rendeu a Taça Santos Dumont. Na semifinal, o Americano superou outra equipe tradicional, o América, e se garantiu na decisão com o Resende. — Nosso projeto é trazer o Americano de volta à primeira divisão, de onde jamais deveria ter saído. E acima de tudo respeitar a instituição e sua história — afirmou ao ge, o gestor de futebol do Americano, André Vitor. Americano precisa da vitória em casa se quiser levar a vaga na primeira divisão. Rodrigo Ifanger. Potência estadual Por muitos anos, o Americano foi uma das potências interioranas do futebol do estado. Em 2002, realizou o feito de conquistar a Taça Guanabara e a Taça Rio, e em seguida chegou à final contra o Fluminense, quando acabou derrotado. Entre as décadas de 1980 e 2000, o Americano contava com a torcida e o apadrinhamento do Carlos Viana, o Caixa D´Água, que foi presidente da Ferj por mais de 20 anos. Por muitas vezes, o polêmico dirigente foi acusado por outros clubes de favorecer a equipe campista. Ele ainda estava no comando da entidade quando morreu em 2006. Dez anos depois da melhor campanha em cariocas, em 2012, o Americano viveu um dos piores anos de sua história, ao sofrer o primeiro rebaixamento no campeonato estadual. Em 2018, o Americano conseguiu o acesso para o Cariocão do ano seguinte, mas novamente foi rebaixado. Desde então, não voltou a figurar na primeira divisão. Nova gestão O momento de reviravolta do Americano coincide com a chegada do Boston City Group em sociedade com o ex-jogador e comentarista do sportv Felipe Melo, que assumiram a gestão do futebol do clube em 2025. Voltar a figurar em uma divisão do Campeonato Brasileiro e jogar a Copa do Brasil também estão no horizonte do Americano. Antes, a equipe vai dedicar todo foco ao jogo deste sábado, uma vitória que pode transportar o Americano ao lugar dos melhores dias.

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