Brasileirão é obrigação? "Torcedor do Flamengo está mal acostumado" O Flamengo divulgou o balancete do terceiro trimestre de 2026, com os resultados de julho, agosto e setembro. Apesar de ainda faltarem os números dos últimos três meses do ano, a janela de transferências fechou no período analisado, o que já permite saber o tamanho do investimento rubro-negro em atletas na temporada: foram R$ 667,7 milhões, recorde do clube em sua história. + Bastidores: Bap admite erros e avisa que mudará postura do Flamengo no mercado em 2027 Só no terceiro trimestre, foram gastos R$ 172,6 milhões, entre reforços e renovações de contrato. O Flamengo ainda divulgou os valores das duas contratações que fez na última janela: Freitas teve um custo total de R$ 66,7 milhões, sendo R$ 63,4 milhões entre luvas e pagamento ao River Plate (Argentina), e R$ 3,3 milhões de intermediação. Freitas e Anthony Valencia no Maracanã antes de jogo do Flamengo Rodrigo Cerqueira / ge Por sua vez, Anthony Valencia custou R$ 43,9 milhões, com R$ 40,9 milhões entre luvas e pagamento ao Royal Antwerp (Bélgica), e R$ 3 milhões de comissão. O maior investimento do ano foi disparada a contratação de Paquetá, no início da temporada, ao preço total de R$ 315,7 milhões, somando o valor da transferência ao West Ham (Inglaterra), impostos, luvas e intermediação a empresário. ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Flamengo no WhatsApp Já as saídas de jogadores geraram uma receita bruta de R$ 174,7 milhões nos nove meses (abaixo da meta de cerca de R$ 250 milhões). O maior resultado foi justamente no terceiro trimestre, com R$ 67,8 milhões. Os maiores lucros do período foram com as vendas de Wallace Yan ao Bragantino, por R$ 30,7 milhões, e de Lorran ao Sharjah FC (Emirados Árabes) por R$ 6,7 milhões. Houve ainda mais R$ 27,8 milhões obtidos em mecanismo de solidariedade, participações em revendas e empréstimos. Ex-Flamengo, Wallace Yan marca golaço pelo Bragantino Superávit no período O Flamengo teve um superávit de R$ 38,3 milhões e recuperou o déficit de R$ 33,8 milhões acumulados no primeiro semestre, fechando setembro com R$ 4,5 milhões no azul (embora a previsão é que o ano termine no vermelho). Somando os nove meses até aqui, a receita recorrente (sem contar vendas de jogadores) aumentou 11,3% e já bateu R$ 1,17 bilhão, recorde rubro-negro comparado ao mesmo período de outros anos. Já a receita total bruta atingiu R$ 1,34 bilhão, a segunda maior da história do clube no mesmo recorte das outras temporadas. Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. Jorge Rodrigues/AGIF Segundo o relatório, o crescimento ocorreu em quase todas as linhas de receita, com destaque para licenciamento, patrocínio e publicidade (alta de 42,9%), e para as operações de jogos (alta de 27,6%), sendo um aumento de 20,6% de bilheteria, 28,4% do programa de sócio-torcedor e 37,3% em receitas do estádio. O mês de setembro foi fechado com R$ 84,1 milhões de caixa livre consolidado. Desse total, R$ 50,8 milhões estão sob gestão direta do Flamengo, e R$ 33,3 milhões são administrados pela Fla-Flu Serviços S.A., que administra o Maracanã. Já o endividamento operacional líquido fechou o período em R$ 376,1 milhões, 23% abaixo do pico de R$ 488,1 milhões em março. Porém, com um aumento de 25,5% em relação aos R$ 280,2 milhões do segundo trimestre. No documento, intitulado "Relatório de Transparência Econômico-financeiro", a diretoria deixou um recado para a torcida: "A Nação Rubro-Negra pode seguir contando com um Flamengo que investe para vencer, sem abrir mão da responsabilidade e disciplina financeira que garantem sua solidez e sustentam sua grandeza, dentro e fora de campo". 🗞️ Leia mais notícias do Flamengo 🎧 Ouça o podcast ge Flamengo Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv