A Torcida Coral e o mar de gente levando o Santa Cruz de volta à série B | Andre Gallindo O Santa Cruz chega ao jogo contra o Floresta, no sábado, em Fortaleza, pelo quadrangular da Série C, podendo confirmar matematicamente o acesso com uma vitória. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Santa Cruz no WhatsApp + Veja mais notícias do Santa Cruz no ge Também pode subir com um empate, desde que o Maringá perca para o Botafogo-PB. E, mesmo sem depender de combinação de resultados para manter a liderança, já sabe que dois pontos nas três partidas restantes são suficientes para garantir a classificação. Cristian de Souza confirma ausências de Eurico e Ronald no jogo do Santa Cruz contra o Floresta É uma posição confortável na tabela, mas que cria um novo desafio para Cristian de Souza: saber jogar com o regulamento sem deixar que o regulamento mude a forma de atuar do Santa Cruz. A campanha no quadrangular foi construída justamente sobre a capacidade de manter a organização independentemente do cenário. Foram três vitórias por 1 a 0, contra Botafogo-PB, Maringá e o próprio Floresta. O Santa Cruz não precisou dominar os adversários durante os 90 minutos para vencer. Soube sofrer, resistir à pressão e esperar o momento para atacar. + De capitão para capitão: William Alves está a um jogo de superar marca de Danny Morais no Santa Para o comentarista Cabral Neto, essa característica defensiva é a principal explicação para o momento do Tricolor e pode voltar a ser decisiva no sábado: “A melhor forma de explicar o bom momento do Santa Cruz é a sua capacidade de se defender. Na primeira fase, o Santa Cruz já tinha a defesa menos vazada da Série C. E, na fase decisiva, essa característica ganhou ainda mais peso: são três partidas de quadrangular e nenhum gol sofrido.” Desafio: torcedores do Santa Cruz tentam repetir lance milagroso de Matheus Vinícius A consistência defensiva, portanto, não é uma característica que apareceu apenas agora. Ela acompanha o Santa Cruz desde a primeira fase e foi potencializada justamente quando a competição entrou no momento decisivo. - Cristian de Souza conseguiu transformar organização defensiva em resultado. A equipe tem mostrado capacidade de suportar momentos de pressão sem perder a estrutura. Jogadores do Santa Cruz antes de partida contra o Floresta, na Arena de Pernambuco Rafael Vieira/AGIF É uma característica especialmente importante diante do cenário que o Santa Cruz encontrará no Presidente Vargas. O Floresta precisa reagir na classificação e, jogando em casa, tende a assumir uma postura mais agressiva. O time cearense tem três pontos, contra nove do Tricolor e seis do Maringá, e precisa vencer para continuar vivo na disputa pelo acesso. + Ronald e Eurico seguem fora do Santa Cruz na partida contra o Floresta Por isso, o Santa terá de lidar com um tipo de partida diferente das três primeiras rodadas. Não necessariamente porque precisará atacar mais, mas porque terá de administrar uma vantagem que agora permite jogar também de acordo com o resultado. “Isso muda também a natureza do jogo de sábado. O Santa Cruz não precisa mais fazer gol para subir. Basta não sofrer.” Santa Cruz terá 6 mil ingressos para jogo contra o Floresta É justamente aí que está a armadilha. Ter o regulamento a favor não significa abrir mão da iniciativa. Um Santa Cruz excessivamente recuado pode transformar a partida em um jogo de pressão permanente do Floresta. Ao mesmo tempo, tentar buscar o gol de maneira precipitada pode oferecer ao adversário os espaços que ele precisa. Cabral Neto aponta para esse equilíbrio como um dos principais desafios: - O grande desafio será administrar a vantagem sem confundir segurança com passividade. O Floresta, agora em casa, precisando reagir na classificação, tende a assumir mais riscos. Isso pode gerar mais pressão sobre a defesa coral, mas também espaços para o Santa Cruz explorar. "A equipe não precisa se lançar ao ataque: pode jogar com inteligência, proteger o resultado e esperar o momento certo para atacar.” Cristian de Souza, técnico do Santa Cruz, em jogo contra o Floresta Marlon Costa/AGIF E, para Cabral, a defesa pode novamente assumir o protagonismo no momento mais importante da temporada. Desde que saiba interpretar o jogo: "No jogo mais importante do ano, a exigência ofensiva será menor, sua competência defensiva é que pode fazer a diferença. Mas isso não significa que o Santa deva se resumir a marcar, precisa também saber valorizar a posse de bola e buscar alternativas ofensivas. Priorizar a marcação, mas sempre de olho na busca por equilíbrio", diz o comentarista. Esse equilíbrio talvez seja a palavra-chave para o jogo de sábado. Com quase 45 mil pessoas na Arena, Santa Cruz vence Floresta e se aproxima do acesso O Santa Cruz não precisa mudar aquilo que o trouxe até aqui. Precisa apenas compreender que, pela primeira vez no quadrangular, o contexto oferece a possibilidade de jogar também com o relógio, com a tabela e com o regulamento. “Se defender como vem defendendo, controlar emocionalmente os momentos de pressão e entender que, neste sábado, o zero no placar do adversário pode valer tanto quanto um gol marcado.” É uma mudança importante de perspectiva. Nas três primeiras partidas, o Santa Cruz precisou encontrar um gol para vencer. Agora, pode ser justamente a capacidade de impedir que o adversário marque que conduza a equipe à Série B. A defesa que sustentou a campanha até aqui pode, mais uma vez, ser o caminho para o acesso. Mas, para isso, o Tricolor terá de fazer algo que parece simples e, ao mesmo tempo, será seu maior desafio: jogar pelo resultado sem deixar de jogar como Santa Cruz. 🎙️ Ouça o podcast Embolada 🎧 Assista: tudo sobre o Santa Cruz no ge, na Globo e no sportv