Rodrigo França analisa as chances de Kimi Antonelli ser campeão da F1 em Interlagos A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) anunciou, nesta quinta-feira, que decidiu por não realizar a etapa da Arábia Saudita do Mundial de Rali de 2026. A decisão ocorre em meio à guerra e à instabilidade no Oriente Médio. A rodada encerraria o campeonato entre os dias 12 e 15 de novembro; agora, a temporada será concluída na Sardenha, na Itália, entre os dias 1º e 4 de outubro. Penúltima etapa da temporada 2026 da categoria foi no Chile Divulgação A etapa da Arábia Saudita encerraria o Mundial 2026 de Rali da FIA; sem ela, a Sardenha, antes a penúltima rodada do ano, passa a sediar a final do campeonato. A decisão vem em meio às incertezas que cercam a F1, que deve decidir nos próximos dias o futuro dos GPs do Catar e Abu Dhabi da atual temporada da categoria. Os questionamentos ganharam força diante do anúncio, nesta segunda, de uma rodada dupla inédita da Fórmula 2 no Azerbaijão; o campeonato de acesso também prevê etapas no Catar e em Abu Dhabi neste ano. FIA cancela etapa saudita do Mundial de Rali em meio à tensão no Oriente Médio Divulgação Esse é o terceiro evento promovido pela FIA que é afetado pelos conflitos no Golfo Persa; em março, o Mundial de Endurance (WEC) também deixou de realizar a abertura de seu campeonato no Catar. De igual modo, a F1 cancelou o GP da Arábia Saudita em abril, e decidiu posteriormente realizar o GP do Bahrein no Circuito de Sepang, na Malásia, em 4 de outubro. Na F1, Catar e Abu Dhabi seguem, a princípio, previstas para novembro e dezembro. Caso de fato não seja possível prosseguir com elas, a categoria pretende repetir o esquema adotado no GP do Bahrein na Malásia: um acordo de divisão de despesas e lucros com promoção e organização local, beneficiando ambas as partes e evitando a redução do campeonato. A nova sede seria Imola, na Itália. Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein REUTERS/Stringer - Existem algumas possibilidades em discussão, mas não acho correto fazer promessas ou antecipar certas coisas. Essa é a situação atual. Portanto, mesmo que eu realmente espere que não seja o caso, se a situação não nos permitir estar lá (no Oriente Médio), vamos encerrar o campeonato na Europa - declarou Stefano Domenicali, presidente da F1, em julho deste ano. Itália trabalha para sediar final da F1 se crise no Oriente Médio cancelar GPs O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã atinge várias regiões do Golfo Pérsico desde o começo deste ano. Países que recebem a F1, como o Bahrein, Arábia Saudita e Catar foram alvos de diversos ataques armados e registraram vítimas desde então.