Departamento jurídico do Inter usa áudio falso do VAR na defesa de Victor Gabriel O Internacional recebeu com choque o uso de um áudio falso do VAR na defesa do zagueiro Victor Gabriel durante julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Internamente, o episódio causou desconforto pela gravidade da situação e pela relação construída ao longo de quase 20 anos com o escritório Cravo, Pastl e Balbuena Advogados Associados. A intenção inicial é manter a parceria. + 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Daniel Cravo e Rogério Pastl têm longa relação com o Inter. Ambos têm trânsito nos bastidores e prestam serviços desde o fim da década de 90 e início dos anos 2000. Por isso, há uma relação de confiança do clube com os advogados. O clube, por exemplo, valorizou a manifestação do escritório, em nota conjunta, para reconhecer a falha. A parceria entre clube e escritório é considerada bem-sucedida nos bastidores e, por isso, a descoberta do uso do material que não era autêntico surpreendeu os colorados. O conteúdo apresentado como comunicação entre a cabine do VAR e o árbitro era, na verdade, uma paródia criada por um perfil no Instagram. – Pela assunção da responsabilidade, a grandeza e lisura do escritório, de tratar de forma aberta e responsável. Temos a confiança no escritório, há anos presta servços, passou por diversas gestões e possui a confiança, se não de todo o Coselho Deliberativo, acredito de grande parte, porque também fizeram parte da história – comentou o vice-presidente jurídico Jorge Oliveira Filho para a Rádio Gaúcha. Mais sobre o caso + Criadores do vídeo zoam o Inter em post; veja + Inter se manifesta sobre uso de áudio em julgamento + Zagueiro é suspenso até Gabriel Pec voltar a treinar + Defesa do Inter usa áudio falso de VAR; ouça Henrique Fernandes discorda da punição aplicada a Victor Gabriel A nota conjunta foi resultado de uma série de reuniões feitas ao longo da terça-feira no Beira-Rio com a presença do presidente Alessandro Barcellos e áreas envolvidas. Logo após o ocorrido, as poucas respostas ao ge eram de incredulidade ao fato. – Preciso estar aqui com o pedido de desculpas à torcida pela exposição da imagem do clube e tratar da melhor maneira a resolução deste caso – completou Filho. No comunicado, escritório e Inter reconheceram a falha, destacaram os 19 anos de serviços prestados ao clube e reiteraram que não houve intenção de praticar qualquer ato motivado por má-fé. Também informaram que o pedido de retirada do áudio dos autos foi feito assim que o erro foi percebido. O discurso adotado pelo vice-presidente jurídico Jorge Oliveira Filho é de aprimoramento dos processos. Nas primeiras manifestações, não há indicativo de mudanças no departamento. No entanto, o presidente Alessandro Barcellos ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter STJD questiona prova apresentada pelo Inter no caso Victor Gabriel Por que o Inter não sabia do áudio? O Inter – e a maioria dos clubes, diga-se – contrata escritórios de advocacia tidos como referências para cuidar das ações de cada especalidade do direito. E mantém uma equipe para gerenciar os contatos com cada um e formular as teses de defesa. Ou seja, escritórios diferentes atuam em ações trabalhistas, cíveis ou esportivas, como foi o caso do julgamento de Victor Gabriel. Antes de cada processo, o diretor-executivo da área se reúne com os advogados responsáveis para formular a tese central da defesa, a linha a ser seguida. Victor Gabriel pega 6 jogos de suspensão por expulsão Com a estratégia traçada e os elementos reunidos, cada um dos escritórios dá andamento às ações. O clube reúne provas, mas também cada equipe busca evidêncas para apresentar nos julgamentos. Por exemplo, no caso do julgamento de Victor Gabriel, o Inter entende que não houve prejuízo ao zagueiro com o áudio falso porque a principal prova a sustentar a defesa da tese era uma conversa privada entre o jogador colorado com o atacante Gabriel Pec, que fraturou a perna no lance. O Inter só tomou conhecimento do uso do áudio no momento do julgamento, ao vivo. A surpresa foi porque a prova foi juntada depois do processo feito em conjunto com o departamento jurídico do clube. Autores do áudio paródia usado pelo Inter na defesa de Victor Gabriel brincam com situação Durante o julgamento, a veracidade do áudio foi questionada por uma auditora do STJD. Após o alerta, a defesa pediu que a prova não fosse considerada e afirmou que não houve dolo ou má-fé na apresentação do material. Apesar do desgaste provocado pelo episódio, o foco do clube agora está nos desdobramentos esportivos do caso. Victor Gabriel foi suspenso pelo prazo mínimo de seis partidas ou até o retorno de Gabriel Pec aos treinamentos, com limite máximo de 180 dias. O Inter irá recorrer da decisão e deve pedir efeito suspensivo da pena do zagueiro. O principal argumento é que não houve intenção nem maldae do jogador no lance com Pec. Victor Gabriel com o advogado Rogério Pastl ao fundo STJD/Divulgação 🎧 Ouça o podcast ge Inter 🎧 + Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV

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