E se em vez do milionário Memphis Depay quem batesse o pênalti contra o Estudiantes fosse um bom jogador formado na base do Corinthians, com mais ligação afetiva com o clube e com mais sede de "fazer a vida"? Nunca saberemos se seria gol ou não... Mas, antes que alguém insinue referir-se ao blogueiro como engenheiro de obra pronta, lembro que meu ponto é: se fosse um garoto egresso da base e perdesse, seria muito mais barato. Perder pênalti é do jogo: Pelé perdeu, Zico perdeu, Platini perdeu, Messi acaba de perder. O que não se justifica é: se não é para decidir, pra que gastar milhões de reais, dólares, euros, encalacrar e inviabilizar economicamente um clube que tem a segunda maior torcida do país, com um contrato inicial que nem a senhora mãe de Memphis seria capaz de bolar para o filho? Neste post falarei de dois jogadores do time sub-17 do Timão, que poderiam muito bem, se tivessem tido a chance, dar à equipe principa a chance de avançar na Libertadores profissional nos pênalti: Lucca Caramico (artilheiro até aqui do Brasileiro e convocado para a seleção brasileira da categoria)e Léo Amistá. Corinthians 2 x 1 Atlético-MG | Gols | 17ª rodada | Brasileirão sub-17 Comentei na tarde desta quarta-feira para o Sportv, algumas horas antes de Memphis jogar longe a única chance de título do Corinthians no ano, o duelo entre Corinthians e Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro sub-17, na Fazendinha, em São Paulo. O Galo vinha de uma recuperação incrível, comandada pelo técnico Rafael Paiva (que mandou muito bem em 2024 à frente do time profissional do Vasco): nos primeiros dez jogos, havia vencido apenas um, mas vencera seguidamente os últimos 6, voltando a ter chances de classificação. Mas eu atribuí favoritismo ao Corinthians porque, além de ter mais time e jogar em casa, é uma equipe com DNA ofensivo: em 33 jogos em 2026, fez gols em 31!! (só não balançou a rede nas derrotas para o Flamengo no Brasileiro e o São José no Paulistinha). E deu o favorito, vitória de 2 a 1 que quebrou a bela sequência dos mineiros e praticamente garantiu o Corinthians nas quartas. O primeiro gol saiu no primeiro tempo, aos 20 minutos. Uma das grandes promessas citadas aqui, Léo Amistá, recebeu por dentro e bateu no gol. O oportunista Tupã não conseguiu explicar se atacou a bola ou se tentou desviar-se dela, fato é que ele desviou a trajetória e ela morreu nas redes do Galo. O time mineiro sentiu o gol por cinco minutos, mas fechou o primeiro tempo com boa atuação na marcação, com coragem de contra-atacar, mas sem ninguém para falar a mesma língua de talento e criação de seu camisa 10, Vinícius Rodrigues. No segundo tempo, Rafael Paiva tentou jogar seu time para frente, colocando uma primeira linha com três homens (dois laterais de ofício) e quatro no meio. Ideia boa, execução ruim. A segunda linha ficou distante e os meias corintianos tomaram conta do espaço e poderiam ter matado o jogo - empilharam chances desperdiçadas. Paiva detectou o erro, refaz a última linha defensiva com quatro, mas aos 34 minutos, seis jogadores do Galo não conseguiram bloquear uma jogada do Corinthians (que tinha apenas três atacantes no lance) e Pedro Moscardo fez o segundo de cabeça. O Galo continuou lutando e no finzinho ainda fez seu gol de honra, mas o Timão venceu com autoridade. Fica a reflexão para as próximas eleições do Corinthians: se o clube quer viver numa inútil fantasia esportiva e financeira, ou se quer seguir o exemplo do rival Palmeiras multicampeão do profissional, fruto do trabalho de excelência na base, que lhe garante, não fantasias, mas conquistas esportivas e financeiras ano após ano. E quase sempre sem depender de pênaltis...
Sub-17 aponta caminhos ao Corinthians
E se em vez do milionário Memphis Depay quem batesse o pênalti contra o Estudiantes fosse um bom jogador formado na base do Corinthians, com mais ligação afetiva com o clube e com mais sede de "fazer a vida"? Nunca saberemos se seria gol ou não... Mas, antes que alguém insinue referir-se ao blogueiro como engenheiro de obra pronta, lembro que meu ponto é: se fosse um garoto egresso da base e perdesse, seria muito mais barato. Perder pênalti é do jogo: Pelé perdeu, Zico perdeu, Platini perdeu, Messi acaba de perder. O que não se justifica é: se não é para decidir, pra que gastar milhões de reais, dólares, euros, encalacrar e inviabilizar economicamente um clube que tem a segunda maior torcida do país, com um contrato inicial que nem a senhora mãe de Memphis seria capaz de bolar para o filho? Neste post falarei de dois jogadores do time sub-17 do Timão, que poderiam muito bem, se tivessem tido a chance, dar à equipe principa a chance de avançar na Libertadores profissional nos pênalti: Lucca Caramico (artilheiro até aqui do Brasileiro e convocado para a seleção brasileira da categoria)e Léo Amistá. Corinthians 2 x 1 Atlético-MG | Gols | 17ª rodada | Brasileirão sub-17 Comentei na tarde desta quarta-feira para o Sportv, algumas horas antes de Memphis jogar longe a única chance de título do Corinthians no ano, o duelo entre Corinthians e Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro sub-17, na Fazendinha, em São Paulo. O Galo vinha de uma recuperação incrível, comandada pelo técnico Rafael Paiva (que mandou muito bem em 2024 à frente do time profissional do Vasco): nos primeiros dez jogos, havia vencido apenas um, mas vencera seguidamente os últimos 6, voltando a ter chances de classificação. Mas eu atribuí favoritismo ao Corinthians porque, além de ter mais time e jogar em casa, é uma equipe com DNA ofensivo: em 33 jogos em 2026, fez gols em 31!! (só não balançou a rede nas derrotas para o Flamengo no Brasileiro e o São José no Paulistinha). E deu o favorito, vitória de 2 a 1 que quebrou a bela sequência dos mineiros e praticamente garantiu o Corinthians nas quartas. O primeiro gol saiu no primeiro tempo, aos 20 minutos. Uma das grandes promessas citadas aqui, Léo Amistá, recebeu por dentro e bateu no gol. O oportunista Tupã não conseguiu explicar se atacou a bola ou se tentou desviar-se dela, fato é que ele desviou a trajetória e ela morreu nas redes do Galo. O time mineiro sentiu o gol por cinco minutos, mas fechou o primeiro tempo com boa atuação na marcação, com coragem de contra-atacar, mas sem ninguém para falar a mesma língua de talento e criação de seu camisa 10, Vinícius Rodrigues. No segundo tempo, Rafael Paiva tentou jogar seu time para frente, colocando uma primeira linha com três homens (dois laterais de ofício) e quatro no meio. Ideia boa, execução ruim. A segunda linha ficou distante e os meias corintianos tomaram conta do espaço e poderiam ter matado o jogo - empilharam chances desperdiçadas. Paiva detectou o erro, refaz a última linha defensiva com quatro, mas aos 34 minutos, seis jogadores do Galo não conseguiram bloquear uma jogada do Corinthians (que tinha apenas três atacantes no lance) e Pedro Moscardo fez o segundo de cabeça. O Galo continuou lutando e no finzinho ainda fez seu gol de honra, mas o Timão venceu com autoridade. Fica a reflexão para as próximas eleições do Corinthians: se o clube quer viver numa inútil fantasia esportiva e financeira, ou se quer seguir o exemplo do rival Palmeiras multicampeão do profissional, fruto do trabalho de excelência na base, que lhe garante, não fantasias, mas conquistas esportivas e financeiras ano após ano. E quase sempre sem depender de pênaltis...
