"Desfrutei ao máximo, penso que todos desfrutaram dentro da equipa. Foi um dia incrível. Acima de tudo, espero continuar com esta camisola o máximo que consiga", admitiu o ciclista português da Bahrain Victorious, em declarações enviadas pela assessoria de imprensa da sua equipa à agência Lusa.

O figueirense de 24 anos cumpriu hoje os 142 quilómetros da sexta etapa, que ligou Paestum e Nápoles, com a `maglia rosa` vestida, naquele que foi o 18.º dia em que um português liderou o Giro.

Um dia após ter-se tornado no terceiro corredor nacional a chegar à liderança da Volta a Itália, depois de Acácio da Silva (1989) e João Almeida (2020), Eulálio confessou ainda estar a assimilar o seu `boom` de popularidade em Portugal.

"A verdade é que o meu telemóvel estava completamente a explodir. Basicamente, tentei ligar às pessoas mais próximas, à minha família, à minha namorada, e tentar desligar um pouco do resto", revelou.

O figueirense é também o primeiro ciclista da Bahrain Victorious a vestir a `maglia` rosa, algo que descreve como "perfeito".

"Agora, está nos livros. Ser o primeiro ciclista da equipa a ter a camisola rosa, é muito bom, porque vou ficar aqui, pelo menos, até 2028. Estamos a trabalhar juntos, a equipa acredita em mim", disse, referindo-se à sua renovação de contrato.

Após uma primeira jornada tranquila como líder do Giro, o também camisola da juventude da 109.ª edição tem na sexta-feira o seu primeiro grande teste, nos longuíssimos 244 quilómetros entre Formia e o alto do Blockhaus, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria à qual os ciclistas chegam após 13,6 quilómetros a subir, com uma pendente média de inclinação de 8,4%.

"[O plano] vai ser tentar o máximo que conseguir. Nem eu mesmo me conheço, vai ser dar tudo o que tenho e não tenho, e tentar chegar, pelo menos, ao dia de descanso", na segunda-feira, como líder, antecipou.

Eulálio manteve hoje a diferença para os perseguidores na geral, tendo o espanhol Igor Arrieta (UAE Emirates) na segunda posição, a 02.51 minutos, e o italiano Christian Scaroni (XDS Astana) na terceira, a 03.34,

Mais importante do que a distância para os homens que o acompanham no pódio é a diferença que o luso tem para os favoritos ao triunfo final, que estão todos a mais de seis minutos, nomeadamente Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), que é 15.º classificado, a 06.22.

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