O mercado de controles para Android e iOS mudou bastante nos últimos anos. O que antes era visto como um acessório adaptativo para poucos usuários agora se consolidou como uma categoria própria de hardware, com soluções voltadas para diferentes perfis de jogadores. Para que serve uma TV Box? Entenda como elas podem dar vida nova à sua TV antiga Windows Hello: biometria no PC vai muito além de evitar senhas O apresentador Adriano Ponte destacou essa evolução durante o CNN Tech. Segundo ele, a transformação passa tanto pela ergonomia dos dispositivos quanto pelas tecnologias de conexão e pela forma como os jogos lidam com controles externos. Enquanto as soluções mais antigas apenas simulavam toques na tela, os produtos atuais se dividem principalmente em duas categorias. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - De um lado estão os gamepads tradicionais, que priorizam a versatilidade e funcionam em diferentes plataformas. Do outro, os grips telescópicos, que envolvem o smartphone e oferecem uma experiência mais próxima da encontrada em consoles portáteis. Caixa do GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) G8 Galileo é o novo joystick mobile da GameSir (Jones Oliveira/Canaltech) Esquema de cores do GameSir G8 Galileo é um ponto controverso (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhe da alavanca, botões de ação e conector USB-C flexível do GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhe dos controladores analógico e digital do GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) Faceplates do GameSir G8 Galileo são facilmente removíveis, não precisando de ferramentas para trocar analógicos e fazer manutenção (Jones Oliveira/Canaltech) Parte traseira do GameSir G8 Galileo; empunhaduras texturizadas e botões adicionais que podem ser mapeados sem uso de software (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhes dos botões de ação em membrana, analógico direito e botões de start e Home com marca da galinha (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhe do conector USB-C flexível do GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) GameSir G8 Galileo conta com portas USB-C para carregamento e de áudio, ambas com passthrough (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhe do encaixe do telefone no GameSir G8 Galileo; vão não deixa câmera "ralar" na parte inferior (Jones Oliveira/Canaltech) Detalhe dos botões de ombro e gatilho do GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) GameSir G8 Galileo em ação (Jones Oliveira/Canaltech) GameSir G8 Galileo (Jones Oliveira/Canaltech) O fim do atraso nos comandos A escolha do modelo ideal depende de alguns fatores importantes. Os controles com Bluetooth convencional atendem bem quem joga casualmente, mas a latência pode se tornar um problema em partidas competitivas, nas quais qualquer atraso entre o comando e a resposta do jogo faz diferença. Para contornar essa limitação, fabricantes apostam em conexões USB-C diretas, que reduzem a latência e garantem respostas mais rápidas. Alguns modelos avançados também utilizam adaptadores proprietários de 2,4 GHz, tecnologia que busca reproduzir no ambiente móvel a mesma estabilidade encontrada em PCs. Durante o programa, Adriano apresentou um controle tradicional que oferece diferentes opções de conectividade. O modelo conta com um botão traseiro para alternar entre Bluetooth, conexão direta e adaptador sem fio, além de suportes que permitem acoplar o smartphone acima dos analógicos. Controles mobile oferecem versatilidade multi plataforma (Imagem: Divulgação/GameSir) O desafio da compatibilidade Apesar da evolução do hardware, a compatibilidade continua sendo um dos principais desafios da categoria. Durante uma demonstração de Brawl Stars, por exemplo, o controle apresentou falhas de resposta mesmo estando pareado e com o mapeamento ativado. O episódio serviu para ilustrar uma limitação comum do mercado. Nem todos os jogos para celular oferecem suporte nativo a controles externos, o que obriga muitos usuários a recorrerem a aplicativos de terceiros para mapear os botões físicos sobre os comandos virtuais exibidos na tela. Essa camada extra de software pode causar falhas, travamentos e inconsistências durante a jogatina. Como exemplo de implementação mais refinada, Adriano citou Zenless Zone Zero, que já conta com suporte nativo para diferentes layouts de controle e oferece uma experiência mais fluida. Qual modelo comprar? Os modelos mais completos de marcas consolidadas costumam custar cerca de R$ 400, especialmente no segmento dos grips telescópicos com componentes magnéticos e acabamento mais sofisticado. Quem deseja gastar menos encontra alternativas importadas na faixa de R$ 100 a R$ 150. Embora normalmente apresentem construção mais simples e menor durabilidade, esses modelos podem ser uma boa porta de entrada para quem ainda não sabe qual tipo de conexão ou formato prefere utilizar. A recomendação do especialista é começar por um equipamento mais acessível e avaliar a compatibilidade com os jogos mais utilizados. Caso a experiência seja positiva, o investimento em um modelo mais avançado passa a fazer mais sentido e reduz as chances de arrependimento na compra. Leia a matéria no Canaltech.

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