Mbappé garante França nas quartas e se aproxima de Messi na artilharia das Copas A França encara nas quartas de final da Copa um velho conhecido. Adversário desta quinta-feira, às 17h (de Brasília), Marrocos não é apenas o mesmo rival da semifinal do Mundial de 2022, mas também uma seleção com ligações maiores do que o Mar Mediterrâneo pode separar. VEJA TAMBÉM: + 🔍 adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Veja a tabela da Copa do Mundo Kylian Mbappe abraça Achraf Hakimi após França x Marrocos REUTERS/Hannah Mckay Marrocos foi um protetorado francês de 1912 a 1956, ou seja, a França anexou diretamente como parte do território país. Hoje, a comunidade marroquina na França é uma das maiores do país europeu, somando bem mais de 1 milhão de pessoas. E as conexões profundas também estão no futebol. No total dos dois elencos para a Copa, são 29 jogadores nascidos na França. De um lado, o elenco francês tem 23 dos 26 convocados, mas muitos jogadores de ascendência africana. Ao norte do continente, franceses com laços fortes com a Argélia -- como Kylian Mbappé, por parte de mãe, e o jovem Rayan Cherki, com dupla nacionalidade -- enquanto na África subsaariana as ligações dos atletas são com Mali, Senegal, Camarões e outros. Os únicos três nascidos fora do território francês são Michael Olise (Inglaterra), Marcus Thuram (Itália) e Brice Samba (RD Congo). – Quando vejo a seleção francesa , é magnífica, com tanta diversidade e tantas histórias diferentes. É isso que torna a França forte hoje – disse Cherki. França x Senegal Mbappe comemora com Upamecano, Kounde e Cherki Reuters Seleção multifacetada De outro lado, a seleção de Marrocos, em 2026, é composta por muitos jogadores nascidos na diáspora europeia: 19 dos 26 convocados são de fora do país. O atual técnico é Mohamed Ouahbi, que nasceu em Schaerbeek, na região de Bruxelas, na Bélgica, filho de imigrantes marroquinos. E mais: seis deles são franceses de nascimento, incluindo a principal joia marroquina do momento. O meio-campista Ayyoub Bouaddi, de 18 anos, um dos destaques de Marrocos, chegou a ser capitão da seleção francesa sub-21 e, pouco antes da Copa de 2026, após um forte trabalho de convencimento da federação marroquina, optou por defender os africanos no Mundial. – Ele fez uma escolha, e nós a respeitamos. Sei que estou me repetindo, mas ele é um jogador muito bom. E como muitos outros jogadores, ele escolheu representar outro país. Não é a primeira vez e não será a última – disse o auxiliar Guy Stéphan sobre Bouaddi, formado nas categorias de base do Lille, da França. Além de Bouaddi, Marrocos tem Gessime Yassine, Issa Diop, Neil El Aynaoui, Redouane Halhal e Samir El Mourabet nascidos na França. Ayyoub Bouaddi, destaque de Marrocos, em partida contra o Brasil na Copa do Mundo Rich Graessle/Icon Sportswire via Getty Images O reencontro Até hoje, as seleções principais se enfrentaram apenas uma vez na história das Copas do Mundo. Mas foi um jogo gigante. O único duelo aconteceu na histórica semifinal do Mundial do Catar, em 2022. A França venceu Marrocos com um gol de Theo Hernández, ainda hoje titular da seleção, e outro de Randal Kolo Muani. Após o apito final que decretou a classificação francesa para a decisão contra a Argentina, Mbappé foi consolar o amigo de Paris Saint-Germain, o astro marroquino Hakimi. – Ele é o melhor lateral-direito do mundo, eu digo isso sempre. Jogar contra ele e contra o seu país é difícil porque o Marrocos demonstrou uma energia e uma qualidade que merecem o respeito de todos. Eles não chegaram ali por sorte, eles jogam um futebol de elite – disse Mbappé em 2022. Quatro anos depois, o reencontro promete ir muito além das duas seleções em campo. Marrocos vence o Canadá e enfrenta a França nas quartas

Full article body is being fetched in the background. Refresh in a moment to see the complete paragraphs. For now this page shows a summary and AI analysis.