Conheça o projeto Meninas Campeãs: celeiro de atletas cearenses na seleção brasileira É com olhar atento às instruções da treinadora que garotas de seis anos começam a entender os fundamentos do futebol. No projeto "Meninas Campeãs", em Fortaleza, cidadãs são formadas por meio de conversas e ensinamentos com a bola no pé. O esporte desabrocha em desenvolvimento pessoal. Com essa reportagem, o Globo Esporte CE inaugura a série "O Jogo por Elas", de olho na Copa Feminina. Amandinha é eleita a melhor do mundo no futsal pela oitava vez Escuta, cuidado e oportunidade. É com esses três pilares que o projeto "Meninas Campeãs" transforma vidas há mais de 20 anos. Antes chamado Menina Olímpica, o projeto mudou de nome em 2023, mas manteve o objetivo de promover protagonismo e empoderamento feminino entre garotas de 6 a 17 anos. As cearenses Katrine Costa e Fátima Dutra, do futebol, e Amandinha, melhor do mundo oito vezes no futsal e referência na modalidade, passaram pelo projeto. + Do início em projeto social à convocação: lateral realiza sonho na Seleção e ao lado de Marta Uma das treinadoras do projeto, Luana Black, passou por todas as etapas ao lado das Meninas Campeãs. Ex-jogadora de futebol profissional, formada em Educação Física e com licença B da CBF, ela se tornou exemplo dentro da equipe e hoje contribui para a formação de novas atletas. A gente conversa muito sobre a importância dos estudos. Algumas mães falam que as filhas só querem saber de futebol, mas, o tempo todo, eu lembro a elas que a ‘tia Luana’ só está aqui porque estudou. Hoje eu estou no projeto como professora, fiz minha formação acadêmica e só estou no projeto porque consegui me formar. Para elas chegarem aonde querem, precisam dos estudos”. Projeto Meninas Campeãs leva empoderamento feminino, por meio do futebol, a meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM Copa do Mundo em Fortaleza Em parceria com a Federação Cearense de Futebol, atletas e colaboradores da equipe devem participar de um intercâmbio durante os jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027. Nos nove jogos que a Arena Castelão receberá na competição, as meninas devem participar do staff de organização da Fifa. Ver as seleções de perto será um sonho realizado também pela técnica. Para mim e para elas está sendo um sonho realizado. A gente vai ter uma seletiva, e algumas dessas meninas estarão nos jogos como gandulas ou na organização da Fifa. Isso vai ficar marcado na vida delas, como na minha também. Eu falo para elas que agarrem as oportunidades, como a Copa do Mundo, que está vindo para expandir mais o futebol feminino. As lutas que temos diariamente, elas também sabem. A Copa vai servir para mostrar a elas aonde podem chegar um dia.” Ex-zagueira, Luana Black hoje é treinadora no projeto Meninas Campeãs Yuri Vasconcellos Mais do que assistir aos jogos, as meninas acreditam que um dia podem, sim, vestir a camisa da Seleção. E isso acontece porque existem projetos que abraçam seus sonhos e caminham ao lado delas. Para além da inspiração em craques como Marta, Formiga, Cristiane e Kerolin, as Meninas Campeãs seguem com o desejo enraizado de superação por meio do futebol. A semente plantada em 2006 por Chagas Ferreira, idealizador e coordenador do projeto, tem colhido bons frutos. O fortalecimento do futebol feminino se tornou uma ponte para transformar a rotina das meninas. A nossa ideia é que essas meninas estudem, que cheguem até a faculdade. A Luana [Black] saiu do futebol profissional e foi para a faculdade. Ela se formou e se especializou graças ao projeto que a abraçou no começo. As Meninas Campeãs proporcionam entretenimento e ajudam nessa questão de a menina ser inserida na sociedade, por meio da ferramenta poderosa que é o esporte, que transforma vidas." O que começou com 25 jovens no campo da Emlurb (Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização) ganhou novas dimensões ao longo dos anos. Chagas Ferreira expandiu a iniciativa, que chegou à marca de dez núcleos e atende diretamente 640 atletas. Além de Fortaleza, as Meninas Campeãs estão presentes nos municípios cearenses Maracanaú, Caucaia, Maranguape, Pacatuba, Itaitinga, Pacajus e Bela Cruz. Projeto Meninas Campeãs trabalha com meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM Extrapolando as fronteiras do Ceará, a equipe também conta com campos de treinamento em Brasilândia, em São Paulo, além de Pinheirinhos e Boqueirão, no Paraná. Das Meninas Olímpicas à Seleção Chagas Ferreira conta com orgulho as histórias de jogadoras que passaram pelo projeto e alcançaram o futebol profissional, dentro e fora do Brasil. Drika (Grêmio-RS), Larissa (Vasco-RJ), Ray Coutinho (Palmeiras-SP), Daí Silva (Atlético-MG) e Marta Cintra (Fenerbahçe-TUR) são alguns exemplos. Três atletas que despontaram na Seleção Brasileira, no futebol de campo e no futsal, também passaram pela equipe: as cearenses Katrine Costa, Fátima Dutra e Amandinha. - Participar do Menina Olímpica foi o passo mais importante da minha vida. Tive que decidir se era realmente o futebol que queria. Deixei tudo que tinha e fui atrás desse projeto. Lá disputei o Campeonato Brasileiro Sub-20, me destaquei e segui minha carreira. Sou eternamente grata, eles abriram as portas para mim, acreditaram no meu potencial - lembrou Fátima, em entrevista ao ge. Fátima, que está na Ferroviária, e Katrine, no Santos, atuam na lateral esquerda e foram convocadas para a Seleção. Já Amandinha faz história no futsal, sendo eleita oito vezes a melhor jogadora do mundo. Natural de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, Fátima surgiu no projeto em 2016, quando a equipe ainda era conhecida como Menina Olímpica. Depois disso, passou por Ceará, 3B da Amazônia, Torreense-POR e Sporting-POR. Fátima Dutra em treino com a seleção brasileira Lívia Villas Boas/CBF Desejo de jogar em grandes estádios Com o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira, a atacante Camila Carvalho, de 16 anos, não falta aos treinos no núcleo das Meninas Campeãs em Pacajus. - Eu me interessei pelo futebol com meus 10 anos, mas comecei a treinar com 12, me apaixonei e é isso que eu quero para a minha vida. Quero me tornar profissional um dia. Dizem para mim que eu me destaco pelos dribles e pela finalização, que sempre apareço para o jogo e estou sempre fazendo gol - contou a atacante Camila Carvalho. Camila já participa de competições e acredita que vai alcançar o que confidencia aos mais próximos: vestir a camisa da Seleção. Em casa, toda a família incentiva a prática esportiva, com apoio direto da mãe e dos irmãos, que acompanham treinos e jogos. Lá em Pacajus não tem tanta visibilidade para o futebol feminino. Quando o projeto Meninas Campeãs chegou, foi uma felicidade para mim e para as outras meninas, porque é uma forma de a gente fazer o que gosta, de sermos vistas. Foi muito bom para a visibilidade do futebol feminino na nossa cidade.” A meia-atacante Maria Sophia, de 12 anos, tem o desejo de jogar em grandes estádios, como Arena Castelão, Maracanã e Neo Química Arena. Ela não descarta nem mesmo a possibilidade de brilhar na Europa. A vontade de conhecer mais sobre o esporte também veio do exemplo dentro de casa. - Eu comecei com sete anos e me inspirei no meu irmão, que era goleiro. Desde então, eu me apaixonei pelo futebol e venho caminhando, porque sonho em ser jogadora profissional - destaca Maria Sophia. Para conhecer mais do projeto e participar, clique aqui. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Projeto Meninas Olímpicas trabalha com meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM
"O Jogo por Elas": projeto cearense é celeiro de atletas da Seleção
Conheça o projeto Meninas Campeãs: celeiro de atletas cearenses na seleção brasileira É com olhar atento às instruções da treinadora que garotas de seis anos começam a entender os fundamentos do futebol. No projeto "Meninas Campeãs", em Fortaleza, cidadãs são formadas por meio de conversas e ensinamentos com a bola no pé. O esporte desabrocha em desenvolvimento pessoal. Com essa reportagem, o Globo Esporte CE inaugura a série "O Jogo por Elas", de olho na Copa Feminina. Amandinha é eleita a melhor do mundo no futsal pela oitava vez Escuta, cuidado e oportunidade. É com esses três pilares que o projeto "Meninas Campeãs" transforma vidas há mais de 20 anos. Antes chamado Menina Olímpica, o projeto mudou de nome em 2023, mas manteve o objetivo de promover protagonismo e empoderamento feminino entre garotas de 6 a 17 anos. As cearenses Katrine Costa e Fátima Dutra, do futebol, e Amandinha, melhor do mundo oito vezes no futsal e referência na modalidade, passaram pelo projeto. + Do início em projeto social à convocação: lateral realiza sonho na Seleção e ao lado de Marta Uma das treinadoras do projeto, Luana Black, passou por todas as etapas ao lado das Meninas Campeãs. Ex-jogadora de futebol profissional, formada em Educação Física e com licença B da CBF, ela se tornou exemplo dentro da equipe e hoje contribui para a formação de novas atletas. A gente conversa muito sobre a importância dos estudos. Algumas mães falam que as filhas só querem saber de futebol, mas, o tempo todo, eu lembro a elas que a ‘tia Luana’ só está aqui porque estudou. Hoje eu estou no projeto como professora, fiz minha formação acadêmica e só estou no projeto porque consegui me formar. Para elas chegarem aonde querem, precisam dos estudos”. Projeto Meninas Campeãs leva empoderamento feminino, por meio do futebol, a meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM Copa do Mundo em Fortaleza Em parceria com a Federação Cearense de Futebol, atletas e colaboradores da equipe devem participar de um intercâmbio durante os jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027. Nos nove jogos que a Arena Castelão receberá na competição, as meninas devem participar do staff de organização da Fifa. Ver as seleções de perto será um sonho realizado também pela técnica. Para mim e para elas está sendo um sonho realizado. A gente vai ter uma seletiva, e algumas dessas meninas estarão nos jogos como gandulas ou na organização da Fifa. Isso vai ficar marcado na vida delas, como na minha também. Eu falo para elas que agarrem as oportunidades, como a Copa do Mundo, que está vindo para expandir mais o futebol feminino. As lutas que temos diariamente, elas também sabem. A Copa vai servir para mostrar a elas aonde podem chegar um dia.” Ex-zagueira, Luana Black hoje é treinadora no projeto Meninas Campeãs Yuri Vasconcellos Mais do que assistir aos jogos, as meninas acreditam que um dia podem, sim, vestir a camisa da Seleção. E isso acontece porque existem projetos que abraçam seus sonhos e caminham ao lado delas. Para além da inspiração em craques como Marta, Formiga, Cristiane e Kerolin, as Meninas Campeãs seguem com o desejo enraizado de superação por meio do futebol. A semente plantada em 2006 por Chagas Ferreira, idealizador e coordenador do projeto, tem colhido bons frutos. O fortalecimento do futebol feminino se tornou uma ponte para transformar a rotina das meninas. A nossa ideia é que essas meninas estudem, que cheguem até a faculdade. A Luana [Black] saiu do futebol profissional e foi para a faculdade. Ela se formou e se especializou graças ao projeto que a abraçou no começo. As Meninas Campeãs proporcionam entretenimento e ajudam nessa questão de a menina ser inserida na sociedade, por meio da ferramenta poderosa que é o esporte, que transforma vidas." O que começou com 25 jovens no campo da Emlurb (Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização) ganhou novas dimensões ao longo dos anos. Chagas Ferreira expandiu a iniciativa, que chegou à marca de dez núcleos e atende diretamente 640 atletas. Além de Fortaleza, as Meninas Campeãs estão presentes nos municípios cearenses Maracanaú, Caucaia, Maranguape, Pacatuba, Itaitinga, Pacajus e Bela Cruz. Projeto Meninas Campeãs trabalha com meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM Extrapolando as fronteiras do Ceará, a equipe também conta com campos de treinamento em Brasilândia, em São Paulo, além de Pinheirinhos e Boqueirão, no Paraná. Das Meninas Olímpicas à Seleção Chagas Ferreira conta com orgulho as histórias de jogadoras que passaram pelo projeto e alcançaram o futebol profissional, dentro e fora do Brasil. Drika (Grêmio-RS), Larissa (Vasco-RJ), Ray Coutinho (Palmeiras-SP), Daí Silva (Atlético-MG) e Marta Cintra (Fenerbahçe-TUR) são alguns exemplos. Três atletas que despontaram na Seleção Brasileira, no futebol de campo e no futsal, também passaram pela equipe: as cearenses Katrine Costa, Fátima Dutra e Amandinha. - Participar do Menina Olímpica foi o passo mais importante da minha vida. Tive que decidir se era realmente o futebol que queria. Deixei tudo que tinha e fui atrás desse projeto. Lá disputei o Campeonato Brasileiro Sub-20, me destaquei e segui minha carreira. Sou eternamente grata, eles abriram as portas para mim, acreditaram no meu potencial - lembrou Fátima, em entrevista ao ge. Fátima, que está na Ferroviária, e Katrine, no Santos, atuam na lateral esquerda e foram convocadas para a Seleção. Já Amandinha faz história no futsal, sendo eleita oito vezes a melhor jogadora do mundo. Natural de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, Fátima surgiu no projeto em 2016, quando a equipe ainda era conhecida como Menina Olímpica. Depois disso, passou por Ceará, 3B da Amazônia, Torreense-POR e Sporting-POR. Fátima Dutra em treino com a seleção brasileira Lívia Villas Boas/CBF Desejo de jogar em grandes estádios Com o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira, a atacante Camila Carvalho, de 16 anos, não falta aos treinos no núcleo das Meninas Campeãs em Pacajus. - Eu me interessei pelo futebol com meus 10 anos, mas comecei a treinar com 12, me apaixonei e é isso que eu quero para a minha vida. Quero me tornar profissional um dia. Dizem para mim que eu me destaco pelos dribles e pela finalização, que sempre apareço para o jogo e estou sempre fazendo gol - contou a atacante Camila Carvalho. Camila já participa de competições e acredita que vai alcançar o que confidencia aos mais próximos: vestir a camisa da Seleção. Em casa, toda a família incentiva a prática esportiva, com apoio direto da mãe e dos irmãos, que acompanham treinos e jogos. Lá em Pacajus não tem tanta visibilidade para o futebol feminino. Quando o projeto Meninas Campeãs chegou, foi uma felicidade para mim e para as outras meninas, porque é uma forma de a gente fazer o que gosta, de sermos vistas. Foi muito bom para a visibilidade do futebol feminino na nossa cidade.” A meia-atacante Maria Sophia, de 12 anos, tem o desejo de jogar em grandes estádios, como Arena Castelão, Maracanã e Neo Química Arena. Ela não descarta nem mesmo a possibilidade de brilhar na Europa. A vontade de conhecer mais sobre o esporte também veio do exemplo dentro de casa. - Eu comecei com sete anos e me inspirei no meu irmão, que era goleiro. Desde então, eu me apaixonei pelo futebol e venho caminhando, porque sonho em ser jogadora profissional - destaca Maria Sophia. Para conhecer mais do projeto e participar, clique aqui. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Projeto Meninas Olímpicas trabalha com meninas de 6 a 17 anos Samuel Conrado/SVM
