Aos 48 min do 1º tempo - gol de cabeça de David Duarte do Bahia contra o Corinthians O Bahia enfrenta o Vasco às 16h (de Brasília) deste domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, no Dia dos Pais. E foi neste clima que David Duarte - e seu filho Joaquim, de seis anos - abriram as portas de casa e receberam o ge e a TV Bahia para uma entrevista em que o jogador se dividiu entre o papel de zagueiro e de pai coruja. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Bahia David Duarte, do Bahia, abraça o filho Joaquim em entrevista ao ge TV Bahia Entre trocas de carinho e declarações de amor entre pai e filho, DVD revelou lado caseiro e churrasqueiro, disse que costuma levar visitas a lugares turísticos de Salvador, elegeu companheiros de zaga como colegas mais próximos do elenco e exaltou Marcos Victor, que, para ele, será um dos melhores zagueiros do Brasil em breve. "Marcos Victor vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil", exaltou David. - Ele é muito bom, tem muita qualidade. Conversamos sempre entre nós, os zagueiros mais experientes, a gente sabe da qualidade dele. Daqui a alguns anos ele vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil - concluiu Mas o momento de David Duarte também é tão bom que dificulta a ascensão de Marcos Victor ao time titular. Zagueiro do Bahia com mais gols na era Grupo City com oito tentos, ele acredita que vive o melhor momento ofensivo da carreira e creditou o sucesso ao início como atacante enquanto garoto. David Duarte em entrevista ao ge TV Bahia - [Meu melhor momento] Não só no Bahia, mas na minha carreira toda. Se pegar a média de gols por jogo, deve ser a maior. Uma assistência também, contra a Chapecoense. Estou participando mais de gols, me considero um bom cabeceador ofensivamente, já fui atacante na época de base. Virei zagueiro com 17 anos. Tenho um pouco de facilidade na frente do gol. Fico muito feliz pelo momento que estou vivendo no Bahia. Joaquim interrompeu a entrevista para mostrar que tinha trocado de camisa e escolhido uma do Bahia. Em poucos minutos, o garoto também afirmou que quer ser goleiro, citou os nomes dos cinco gatos (todos com referências a macarrão) e disse que, mesmo na Fonte Nova, não assiste ao pai porque está sempre brincando com os amigos. +🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Mas David quer que Joaquim ganha uma nova companhia além dos gatos. Aos 31 anos, ele revelou que quer ter uma filha baiana para completar uma família multicultural, com pais gaúchos e um filho goiano. David Duarte comemora gol em Bahia x Corinthians Letícia Martins / EC Bahia - Sempre [sonhei em ser pai]. Quero uma menina também. Um casal seria top. Eu e minha esposa somos gaúchos, o Joaquim goiano... Ia ser massa nascer uma baiana. De volta ao futebol, o Bahia de David Duarte defende invencibilidade como mandante diante do Vasco desde a inauguração da Arena Fonte Nova. Quando perguntado sobre a marca, o zagueiro foi sincero e declarou que se apega números tão qual um torcedor. - Somos iguais o torcedor, nos apegamos aos números. Sabemos da importância do jogo. Se vencermos, nos mantivemos no topo, perto do nosso objetivo, que é ir para a vaga direta da Libertadores. No Dia dos Pais, quem sabe mais um golzinho para consagrar esse dia - projetou. Leia a entrevista na íntegra: ge: Com três gols na Série A, você acha que está vivendo uma das melhores fases da carreira no Bahia? David Duarte: Não só no Bahia, mas na minha carreira toda. Se pegar a média de gols por jogo, deve ser a maior. Uma assistência também, contra a Chapecoense. Estou participando mais de gols, me considero um bom cabeceador ofensivamente, já fui atacante na época de base. Virei zagueiro com 17 anos. Tenho um pouco de facilidade na frente do gol. Fico muito feliz pelo momento que estou vivendo no Bahia. ge: Que história é essa de começar a carreira como atacante? DD: Todo mundo quer ser atacante. Até que meu antigo empresário me olhou pelo tamanho e sugeriu treinar um pouco na zaga. Era um time de base. No meu primeiro mês como zagueiro surgiu a oportunidade de fazer um teste no Goiás. Eu fui e o resto é história. David Duarte e Ramos Mingo em Bahia x Palmeiras Rafael Rodrigues / EC Bahia / Divulgação ge: Você é o zagueiro do Bahia com mais gols da era Grupo City. Como é ter uma marca tão histórica nessa nova fase do Bahia? DD: Surreal, muito feliz. Pretendo ficar aqui mais tempo e, quem sabe, me tornar o zagueiro com mais gols pelo Bahia. ge: Como é o trabalho de bola aérea? Mais treino ou talento? DD: Muito treino. A bola parada é mais com Charles. Fizemos hoje um treino intensivo, defensivamente também. Fazemos algumas jogadas, não vem ao caso falar, mas vem dando certo. ge: O que aprender com as eliminações no primeiro semestre para terminar a Série A no G-4. DD: Querendo ou não, tem tempo, mas todo mundo remoe. Era um ano muito esperado pelo torcedor e por nós. A forma que a gente saiu das duas competições serviu de aprendizado, mas não queríamos aprender assim. No segundo turno, a parada da Copa serviu para recarregar forças e mudar a atitude. O torcedor está vendo a nossa virada de chave, o comportamento está diferente. ge: Como a família lidou com a pressão do momento ruim no primeiro semstre? DD: Recarrego minhas energias em casa. A gente sabe o quanto o jogdador é pressionado. Passei por dificuldades na minha chegada, entre 2023 e 2024, suportamos muitas coisas. A energia do meu filho e da minha esposa... Não tem nada melhor nos momentos de frustrações. ge: Sente que a titularidade está garantida? DD: Tem disputa saudável. No último jogo que eu não joguei, contra o Fluminense, Marcos Victor fez uma partidaça, ele e Ronaldo foram os melhores em campo. A gente sabe que a qualquer momento, se você não der seu máximo, alguém está ali. E quem ganha é o Bahia, não é só o Marcos Victor, tem o Fredi, Luiz Gustavo, Kanu. Se a gente não treinar e abdicar de algumas coisas, alguém vai assumir a posição. ge: Marcos Victor tem sido elogiado por Rogério Ceni em entrevistas coletivas. Você conversa com os zagueiros mais novos? DD: Marcos Victor vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil. Ele é muito bom, tem muita qualidade. Conversamos sempre entre nós, os zagueiros mais experientes, a gente sabe da qualidade dele. Daqui a alguns anos ele vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil. Marcos Victor em treino do Bahia Rafael Rodrigues/EC Bahia ge: Já teve alguma conversa longa com Marco Moreno? DD: Não, porque ele chegou e ficou um pouco separado. Ultimamente estamos tendo mais contato. A gente vê nos treinamentos que é um grande jogador e vai chegar para ajudar a equipe. ge: O Bahia nunca perdeu para o Vasco como mandante desde a inauguração da Arena Fonte Nova em 2013. Como vocês enxergam essa partida? DD: Somos iguais ao torcedor, nos apegamos aos números. Sabemos da importância do jogo. Se vencermos, nos mantivemos no topo, perto do nosso objetivo, que é ir para a vaga direta da Libertadores. No Dia dos Pais, quem sabe mais um golzinho para consagrar esse dia. ge: O que você sente quando não pode jogar, como foi contra o Fluminense? DD: Sinto muita falta, a gente fica mais nervoso do que quando está dentro de campo. Quem joga sabe. Às vezes sabemos que não faríamos nada de diferente, mas só de saber que poderia estar dentro de campo, ajudando, você se sente: "caraca, eu não podia ter tomado cartão". Fico mais nervoso fora do que dentro de campo. ge: E tem uma visão diferente vendo de fora. DD: De fora todo mundo é bom, dá para ver os espaços no campo. Mas a gente sabe a real dificuldade dentro de campo. Pela TV é mais fácil [risos]. ge: Qual foi sua sensação ao saber que a esposa estava grávida e no nascimento do filho, há seis anos? DD: O Joaquim é o maior presente da minha vida. Ele nasceu numa fase meio conturbada, numa época de pandemia. A gente teve dificuldade com familiares, estávamos morando em Goiânia, e todos os nossos familiares são do Rio Grande do Sul. Vivemos essa dificuldade de traze, ajudar, só podia entrar uma pessoa no hospital. Mas foi um momento marcante, muito feliz com a vida e a saúde dele e com a criança que ele está se tornando. ge: Você sempre sonhou em ser pai? DD: Sempre. Quero uma menina também. Um casal seria top. ge: Já pensou em nascer uma baiana? DD: Eu e minha esposa somos gaúchos, o Joaquim goiano... Ia ser massa nascer uma baiana. Neste momento da entrevista, Joaquim voltou à gravação vestindo uma camisa do Bahia. David Duarte com o filho em entrevista ao ge TV Bahia ge: Por que você mudou sua roupa? Joaquim: Não sei. ge: Para ficar bonito de Bahia? J: Sim. ge: Você pensa em ser jogador de futebol igual a seu papai? J: Sim. ge: Quer jogar como zagueiro também? J: Não. ge: Quer jogar em que posição? J: Goleiro! ge: Você vai estar na Fonte Nova no domingo? J: Vou! ge: Como é estar num estádio com um monte de torcedor vendo seu pai jogar? J: Mas eu não assisto, eu brinco no estádio. ge: Se seu papai fizer um gol você não vai ver? J: Aí acaba o lance! ge: O que você gosta de fazer com seu pai? J: Brincar de tudo! ge: Quantos gatos você tem em casa? Consegue lembrar o nome de todos? J: Cinco. Consigo lembrar facinho! Capelletti, Parafuso, Barilla, Miojo e Massinha. ge: Você quer ter mais gatinhos? J: Sim! ge: E seu pai sabe disso? J: Sabe. DD: Já tem muito gato J: Quero ter um milhão! ge: Você gosta tanto assim de gato? J: Sim. De cachorro também. ge: Você quer ter os dois em casa então? J: Sim. Um milhão de gatos e um milhão de cachorros. ge: Como você vai fazer para ter dois milhões de bichos em casa? J: É só botar um para dormir com minha mãe, outro para dormir com minha vó e um para dormir comigo. ge: Qual mensagem você quer falar para seu pai no Dia dos Pais? Já pensou no que vai dar para ele no domingo? J: Difícil. Não sei qual. ge: Você brinca muito com ele em casa? Como concilia a rotina? DD: Tá vendo o campinho ali, né? Chego do treino e tenho que jogar mais um pouquinho de futebol. Mas ele é bem compromissado, joga futebol também, terça e quinta tem jiu-jitsu. Do que você gosta mais, futebol ou jiu-jitsu? J: Futebol. David Duarte e o filho Joaquim em entrevista ao ge TV Bahia ge: Por que? J: Porque eu posso fazer gol e ganhar medalha. ge: Ele sempre tem essa energia dentro de casa? DD: Sempre. Não gosta de dormir. O que você não gosta de fazer? J: Eu gosto de ficar acordado a noite toda! ge: É com ele que você recarrega a energia quando chega em casa? DD: É. Com ele e minha esposa. J: Eu só gosto de dormir quando estou com o olho bem fechadinho. ge: Como é saber que ele está te assistindo em campo? DD: Responsabilidade. Ele corneta bastante. "Por que não defendeu? Por que não fez isso?". Ele estava me cobrando bastante porque eu não estava fazendo gols. Agora, ultimamente... Funcionou a cobrança. ge: Você já entrou em campo com seu pai? J: Muitas vezes. ge: E como é pisar no gramado para você que quer ser jogador de futebol. J: É igual gramado de verdade! ge: E você se sente um jogador de verdade? J: Sim, sim, sim, sim. ge: E você incentiva seu pai quando entra com ele? J: Peço um gol todo dia. ge: Como você define seus companheiros de posição em uma palavra? Kanu, por exemplo. DD: Seriedade. Ele é muito sério, dá medo. Ele é mais firme. ge: Marcos Victor? DD: Alegria. Ele é alegre demais, faz todo mundo rir, brinca com todo mundo. Só é tímido na frente das câmeras, porque fora é outra pessoa. ge: Tem alguém que você tem um contato especial no elenco? Não precisa ser um zagueiro. DD: Kanu. A gente tem um contato fora de campo. A gente se encontra, sai para jantar, nossas esposas são amigas. Gabriel Xavier também, que recentemente saiu, o pessoal mais antigo. Mas o grupo é unido, fechado. A gente se encontra de vez em quando, quando tem semanas abertas, fazemos o jantar da equipe. Todo mundo aqui se gosta. ge: Vocês tomam muitos puxões de orelha de Rogério Ceni? DD: O Rogério Ceni é... O Bahia posta de vez em quando que ele é pai, é isso aí mesmo. Paizão. Bota regra. ge: Você conhece Salvador? Alguma parte que você gosta mais? DD: A gente não sai muito, aqui é um pouco mais distante. Mas a gente gosta bastante de ir para o Farol da Barra. Quando tem alguma visita, alguns amigos nossos, fazemos esse caminho. Farol da Barra, Pelourinho, que é o tradicional daqui. Todo mundo que vem a gente leva para lá. Praia do Forte também, que é um pouco mais perto daqui, gostamos bastante. Mas eu gosto muito de ficar em casa, fazer churrasco. Em dia de folga, você já sabe que eu estou aqui fazendo churrasco e ouvindo música sertaneja. ge: Já fez churrasco para amigos do elenco? DD: Para alguns, já. Para todos, não. É muita gente. Tem gente que gosta de carne bem passada, mal passada. Quem come carne bem passada não é convidado, não vou fazer churrasco para quem come bem passado. ge: Tem apostas de gols e assistências valendo churrasco? DD: Não rolou comigo porque eu não dou muita assistência. Mas entre os atacantes tem bastante. Pulga, Ademir, que dão muitas assistências. É justo para Willian José, Everaldo e Veliz cobrar eles. ge: Você gosta do churrasco do seu pai? J: Sim. Adoro. Melhor churrasco do mundo. ge: Você gosta quando ele está em casa e faz muito churrasco? J: Sim. ge: Como você definiria seu papai? Tem alguma palavra especial? J: Maravilhoso. ge: Você ama muito seu papai? J: Amo. ge: Ele costuma ser meigo assim no dia a dia? DD: Muito. Corneteiro mas amoroso. Corneteiro só depois dos jogos. ge: Você é mais puxado para o lado de seu pai ou de sua mãe? J: Os dois. ge: Prefere dormir grudado em quem? J: Mamãe. DD: Vai dormir sozinho agora. Ele começou a dormir sozinho agora. ge: Você gosta de dormir sozinho? J: Sim. ge: Tem algum recado que você quer passar? DD: Aproveitem seus pais. Em dia de jogo do Bahia não tem união mais perfeita do que isso. Levar seu pai para o estádio nos apoiar. Vai ser um ambiente de festa, maravilhoso. A gente vai entregar nosso máximo para todo mundo vai ser feliz.
David Duarte se declara ao filho e exalta companheiro no Bahia: "Vai ser um dos melhores do Brasil"
Aos 48 min do 1º tempo - gol de cabeça de David Duarte do Bahia contra o Corinthians O Bahia enfrenta o Vasco às 16h (de Brasília) deste domingo, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, no Dia dos Pais. E foi neste clima que David Duarte - e seu filho Joaquim, de seis anos - abriram as portas de casa e receberam o ge e a TV Bahia para uma entrevista em que o jogador se dividiu entre o papel de zagueiro e de pai coruja. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Bahia David Duarte, do Bahia, abraça o filho Joaquim em entrevista ao ge TV Bahia Entre trocas de carinho e declarações de amor entre pai e filho, DVD revelou lado caseiro e churrasqueiro, disse que costuma levar visitas a lugares turísticos de Salvador, elegeu companheiros de zaga como colegas mais próximos do elenco e exaltou Marcos Victor, que, para ele, será um dos melhores zagueiros do Brasil em breve. "Marcos Victor vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil", exaltou David. - Ele é muito bom, tem muita qualidade. Conversamos sempre entre nós, os zagueiros mais experientes, a gente sabe da qualidade dele. Daqui a alguns anos ele vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil - concluiu Mas o momento de David Duarte também é tão bom que dificulta a ascensão de Marcos Victor ao time titular. Zagueiro do Bahia com mais gols na era Grupo City com oito tentos, ele acredita que vive o melhor momento ofensivo da carreira e creditou o sucesso ao início como atacante enquanto garoto. David Duarte em entrevista ao ge TV Bahia - [Meu melhor momento] Não só no Bahia, mas na minha carreira toda. Se pegar a média de gols por jogo, deve ser a maior. Uma assistência também, contra a Chapecoense. Estou participando mais de gols, me considero um bom cabeceador ofensivamente, já fui atacante na época de base. Virei zagueiro com 17 anos. Tenho um pouco de facilidade na frente do gol. Fico muito feliz pelo momento que estou vivendo no Bahia. Joaquim interrompeu a entrevista para mostrar que tinha trocado de camisa e escolhido uma do Bahia. Em poucos minutos, o garoto também afirmou que quer ser goleiro, citou os nomes dos cinco gatos (todos com referências a macarrão) e disse que, mesmo na Fonte Nova, não assiste ao pai porque está sempre brincando com os amigos. +🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Mas David quer que Joaquim ganha uma nova companhia além dos gatos. Aos 31 anos, ele revelou que quer ter uma filha baiana para completar uma família multicultural, com pais gaúchos e um filho goiano. David Duarte comemora gol em Bahia x Corinthians Letícia Martins / EC Bahia - Sempre [sonhei em ser pai]. Quero uma menina também. Um casal seria top. Eu e minha esposa somos gaúchos, o Joaquim goiano... Ia ser massa nascer uma baiana. De volta ao futebol, o Bahia de David Duarte defende invencibilidade como mandante diante do Vasco desde a inauguração da Arena Fonte Nova. Quando perguntado sobre a marca, o zagueiro foi sincero e declarou que se apega números tão qual um torcedor. - Somos iguais o torcedor, nos apegamos aos números. Sabemos da importância do jogo. Se vencermos, nos mantivemos no topo, perto do nosso objetivo, que é ir para a vaga direta da Libertadores. No Dia dos Pais, quem sabe mais um golzinho para consagrar esse dia - projetou. Leia a entrevista na íntegra: ge: Com três gols na Série A, você acha que está vivendo uma das melhores fases da carreira no Bahia? David Duarte: Não só no Bahia, mas na minha carreira toda. Se pegar a média de gols por jogo, deve ser a maior. Uma assistência também, contra a Chapecoense. Estou participando mais de gols, me considero um bom cabeceador ofensivamente, já fui atacante na época de base. Virei zagueiro com 17 anos. Tenho um pouco de facilidade na frente do gol. Fico muito feliz pelo momento que estou vivendo no Bahia. ge: Que história é essa de começar a carreira como atacante? DD: Todo mundo quer ser atacante. Até que meu antigo empresário me olhou pelo tamanho e sugeriu treinar um pouco na zaga. Era um time de base. No meu primeiro mês como zagueiro surgiu a oportunidade de fazer um teste no Goiás. Eu fui e o resto é história. David Duarte e Ramos Mingo em Bahia x Palmeiras Rafael Rodrigues / EC Bahia / Divulgação ge: Você é o zagueiro do Bahia com mais gols da era Grupo City. Como é ter uma marca tão histórica nessa nova fase do Bahia? DD: Surreal, muito feliz. Pretendo ficar aqui mais tempo e, quem sabe, me tornar o zagueiro com mais gols pelo Bahia. ge: Como é o trabalho de bola aérea? Mais treino ou talento? DD: Muito treino. A bola parada é mais com Charles. Fizemos hoje um treino intensivo, defensivamente também. Fazemos algumas jogadas, não vem ao caso falar, mas vem dando certo. ge: O que aprender com as eliminações no primeiro semestre para terminar a Série A no G-4. DD: Querendo ou não, tem tempo, mas todo mundo remoe. Era um ano muito esperado pelo torcedor e por nós. A forma que a gente saiu das duas competições serviu de aprendizado, mas não queríamos aprender assim. No segundo turno, a parada da Copa serviu para recarregar forças e mudar a atitude. O torcedor está vendo a nossa virada de chave, o comportamento está diferente. ge: Como a família lidou com a pressão do momento ruim no primeiro semstre? DD: Recarrego minhas energias em casa. A gente sabe o quanto o jogdador é pressionado. Passei por dificuldades na minha chegada, entre 2023 e 2024, suportamos muitas coisas. A energia do meu filho e da minha esposa... Não tem nada melhor nos momentos de frustrações. ge: Sente que a titularidade está garantida? DD: Tem disputa saudável. No último jogo que eu não joguei, contra o Fluminense, Marcos Victor fez uma partidaça, ele e Ronaldo foram os melhores em campo. A gente sabe que a qualquer momento, se você não der seu máximo, alguém está ali. E quem ganha é o Bahia, não é só o Marcos Victor, tem o Fredi, Luiz Gustavo, Kanu. Se a gente não treinar e abdicar de algumas coisas, alguém vai assumir a posição. ge: Marcos Victor tem sido elogiado por Rogério Ceni em entrevistas coletivas. Você conversa com os zagueiros mais novos? DD: Marcos Victor vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil. Ele é muito bom, tem muita qualidade. Conversamos sempre entre nós, os zagueiros mais experientes, a gente sabe da qualidade dele. Daqui a alguns anos ele vai ser um dos melhores zagueiros do Brasil. Marcos Victor em treino do Bahia Rafael Rodrigues/EC Bahia ge: Já teve alguma conversa longa com Marco Moreno? DD: Não, porque ele chegou e ficou um pouco separado. Ultimamente estamos tendo mais contato. A gente vê nos treinamentos que é um grande jogador e vai chegar para ajudar a equipe. ge: O Bahia nunca perdeu para o Vasco como mandante desde a inauguração da Arena Fonte Nova em 2013. Como vocês enxergam essa partida? DD: Somos iguais ao torcedor, nos apegamos aos números. Sabemos da importância do jogo. Se vencermos, nos mantivemos no topo, perto do nosso objetivo, que é ir para a vaga direta da Libertadores. No Dia dos Pais, quem sabe mais um golzinho para consagrar esse dia. ge: O que você sente quando não pode jogar, como foi contra o Fluminense? DD: Sinto muita falta, a gente fica mais nervoso do que quando está dentro de campo. Quem joga sabe. Às vezes sabemos que não faríamos nada de diferente, mas só de saber que poderia estar dentro de campo, ajudando, você se sente: "caraca, eu não podia ter tomado cartão". Fico mais nervoso fora do que dentro de campo. ge: E tem uma visão diferente vendo de fora. DD: De fora todo mundo é bom, dá para ver os espaços no campo. Mas a gente sabe a real dificuldade dentro de campo. Pela TV é mais fácil [risos]. ge: Qual foi sua sensação ao saber que a esposa estava grávida e no nascimento do filho, há seis anos? DD: O Joaquim é o maior presente da minha vida. Ele nasceu numa fase meio conturbada, numa época de pandemia. A gente teve dificuldade com familiares, estávamos morando em Goiânia, e todos os nossos familiares são do Rio Grande do Sul. Vivemos essa dificuldade de traze, ajudar, só podia entrar uma pessoa no hospital. Mas foi um momento marcante, muito feliz com a vida e a saúde dele e com a criança que ele está se tornando. ge: Você sempre sonhou em ser pai? DD: Sempre. Quero uma menina também. Um casal seria top. ge: Já pensou em nascer uma baiana? DD: Eu e minha esposa somos gaúchos, o Joaquim goiano... Ia ser massa nascer uma baiana. Neste momento da entrevista, Joaquim voltou à gravação vestindo uma camisa do Bahia. David Duarte com o filho em entrevista ao ge TV Bahia ge: Por que você mudou sua roupa? Joaquim: Não sei. ge: Para ficar bonito de Bahia? J: Sim. ge: Você pensa em ser jogador de futebol igual a seu papai? J: Sim. ge: Quer jogar como zagueiro também? J: Não. ge: Quer jogar em que posição? J: Goleiro! ge: Você vai estar na Fonte Nova no domingo? J: Vou! ge: Como é estar num estádio com um monte de torcedor vendo seu pai jogar? J: Mas eu não assisto, eu brinco no estádio. ge: Se seu papai fizer um gol você não vai ver? J: Aí acaba o lance! ge: O que você gosta de fazer com seu pai? J: Brincar de tudo! ge: Quantos gatos você tem em casa? Consegue lembrar o nome de todos? J: Cinco. Consigo lembrar facinho! Capelletti, Parafuso, Barilla, Miojo e Massinha. ge: Você quer ter mais gatinhos? J: Sim! ge: E seu pai sabe disso? J: Sabe. DD: Já tem muito gato J: Quero ter um milhão! ge: Você gosta tanto assim de gato? J: Sim. De cachorro também. ge: Você quer ter os dois em casa então? J: Sim. Um milhão de gatos e um milhão de cachorros. ge: Como você vai fazer para ter dois milhões de bichos em casa? J: É só botar um para dormir com minha mãe, outro para dormir com minha vó e um para dormir comigo. ge: Qual mensagem você quer falar para seu pai no Dia dos Pais? Já pensou no que vai dar para ele no domingo? J: Difícil. Não sei qual. ge: Você brinca muito com ele em casa? Como concilia a rotina? DD: Tá vendo o campinho ali, né? Chego do treino e tenho que jogar mais um pouquinho de futebol. Mas ele é bem compromissado, joga futebol também, terça e quinta tem jiu-jitsu. Do que você gosta mais, futebol ou jiu-jitsu? J: Futebol. David Duarte e o filho Joaquim em entrevista ao ge TV Bahia ge: Por que? J: Porque eu posso fazer gol e ganhar medalha. ge: Ele sempre tem essa energia dentro de casa? DD: Sempre. Não gosta de dormir. O que você não gosta de fazer? J: Eu gosto de ficar acordado a noite toda! ge: É com ele que você recarrega a energia quando chega em casa? DD: É. Com ele e minha esposa. J: Eu só gosto de dormir quando estou com o olho bem fechadinho. ge: Como é saber que ele está te assistindo em campo? DD: Responsabilidade. Ele corneta bastante. "Por que não defendeu? Por que não fez isso?". Ele estava me cobrando bastante porque eu não estava fazendo gols. Agora, ultimamente... Funcionou a cobrança. ge: Você já entrou em campo com seu pai? J: Muitas vezes. ge: E como é pisar no gramado para você que quer ser jogador de futebol. J: É igual gramado de verdade! ge: E você se sente um jogador de verdade? J: Sim, sim, sim, sim. ge: E você incentiva seu pai quando entra com ele? J: Peço um gol todo dia. ge: Como você define seus companheiros de posição em uma palavra? Kanu, por exemplo. DD: Seriedade. Ele é muito sério, dá medo. Ele é mais firme. ge: Marcos Victor? DD: Alegria. Ele é alegre demais, faz todo mundo rir, brinca com todo mundo. Só é tímido na frente das câmeras, porque fora é outra pessoa. ge: Tem alguém que você tem um contato especial no elenco? Não precisa ser um zagueiro. DD: Kanu. A gente tem um contato fora de campo. A gente se encontra, sai para jantar, nossas esposas são amigas. Gabriel Xavier também, que recentemente saiu, o pessoal mais antigo. Mas o grupo é unido, fechado. A gente se encontra de vez em quando, quando tem semanas abertas, fazemos o jantar da equipe. Todo mundo aqui se gosta. ge: Vocês tomam muitos puxões de orelha de Rogério Ceni? DD: O Rogério Ceni é... O Bahia posta de vez em quando que ele é pai, é isso aí mesmo. Paizão. Bota regra. ge: Você conhece Salvador? Alguma parte que você gosta mais? DD: A gente não sai muito, aqui é um pouco mais distante. Mas a gente gosta bastante de ir para o Farol da Barra. Quando tem alguma visita, alguns amigos nossos, fazemos esse caminho. Farol da Barra, Pelourinho, que é o tradicional daqui. Todo mundo que vem a gente leva para lá. Praia do Forte também, que é um pouco mais perto daqui, gostamos bastante. Mas eu gosto muito de ficar em casa, fazer churrasco. Em dia de folga, você já sabe que eu estou aqui fazendo churrasco e ouvindo música sertaneja. ge: Já fez churrasco para amigos do elenco? DD: Para alguns, já. Para todos, não. É muita gente. Tem gente que gosta de carne bem passada, mal passada. Quem come carne bem passada não é convidado, não vou fazer churrasco para quem come bem passado. ge: Tem apostas de gols e assistências valendo churrasco? DD: Não rolou comigo porque eu não dou muita assistência. Mas entre os atacantes tem bastante. Pulga, Ademir, que dão muitas assistências. É justo para Willian José, Everaldo e Veliz cobrar eles. ge: Você gosta do churrasco do seu pai? J: Sim. Adoro. Melhor churrasco do mundo. ge: Você gosta quando ele está em casa e faz muito churrasco? J: Sim. ge: Como você definiria seu papai? Tem alguma palavra especial? J: Maravilhoso. ge: Você ama muito seu papai? J: Amo. ge: Ele costuma ser meigo assim no dia a dia? DD: Muito. Corneteiro mas amoroso. Corneteiro só depois dos jogos. ge: Você é mais puxado para o lado de seu pai ou de sua mãe? J: Os dois. ge: Prefere dormir grudado em quem? J: Mamãe. DD: Vai dormir sozinho agora. Ele começou a dormir sozinho agora. ge: Você gosta de dormir sozinho? J: Sim. ge: Tem algum recado que você quer passar? DD: Aproveitem seus pais. Em dia de jogo do Bahia não tem união mais perfeita do que isso. Levar seu pai para o estádio nos apoiar. Vai ser um ambiente de festa, maravilhoso. A gente vai entregar nosso máximo para todo mundo vai ser feliz.
