Marina Rodriguez detalha a decisão de atuar como empresária de lutadores Uma verdadeira pedra no sapato. A ex-lutadora do UFC Marina Rodriguez, que foi uma dos principais nomes da organização entre 2018 e 2025, foi a última lutadora a vencer Natália Silva, que disputa o cinturão do peso-mosca neste sábado, em Salt Lake City, nos EUA. Em duelo de brasileiras, Marina Rodriguez vence Mackenzie Dern no UFC Natália vem de 14 vitórias seguidas, contando UFC e outros eventos. Antes dessa sequência invicta, lá em 2017 ela foi derrotada e dominada por Marina em luta do Thunder Fight 14, por decisão unânime. Na época, as duas se enfrentaram pelo peso-palha, que é até 52kg. Atualmente, Natália está no peso-mosca, que é de até 57kg. Naquele embate, ambas viviam a expectativa de entrar para o UFC. Porém, 10 anos mais velha que a sua oponente, Marina se demonstrou mais pronta naquele momento. — Não era uma luta de cinturão, mas eu precisava mostrar algo e conquistar algo diferente naquela luta. Tendo em vista que a gente já almejava que após lutar com a Natália, eu teria 9-0 e já tava pronta para numa grande oportunidade, que era entrar no UFC — relembra Marina. Marina Rodriguez foi a última lutadora a bater Natália Silva, do UFC Arquivo pessoal Para a ex-lutadora, desde aquela luta em 2017 até a disputa pelo cinturão em 2026, no UFC 332, Natália demonstrou evolução e maturidade. — Eu dominei a luta inteira, bati nela em todos os rounds, a todo momento, eu não estive em perigo em nenhum momento. E o que eu enxerguei de diferente é isso, ela não foi nocauteada, apesar de eu ter batido muito nela, ela não desistiu da luta, apesar de se jogar no chão, que eu acredito que era para o árbitro ter interrompido a luta, porque ela tava fugindo da luta, mas ela aguentou muita porrada e eu vi que ela era dura, uma atleta muito dura. E ao decorrer dos anos ela chegou no UFC — conta Marina Rodriguez. Vitória de Marina Rodriguez sobre Natália Silva no Thunder Fight, em 2017 Arquivo pessoal E para Marina, o caminho para a lutadora mineira conquistar o cinturão contra Wang Chong neste sábado é claro: agressividade. — No UFC ela mostrou que se tornou uma atleta muito forte. Para mim ela ainda não é uma atleta muito agressiva, de ir para frente, mas o jogo dela de taekwondo, que é bater e machucar com os chutes, ela anda fazendo isso muito bem. Ela tem muitas chances de vencer e se tornar uma campeã se ela conseguir lutar nesse sábado de uma forma um pouco mais agressiva — analisou Marina. Encarada de Marina Rodriguez e Natália Silva no Thunder Fight, em 2017 Arquivo Pessoal — Eu sempre falo em conversas aqui, que quando você tá para pegar um cinturão, para tentar agarrar esse cinturão, você não pode pontuar na luta, bater e sair, bater e sair. Para o cinturão você tem que ir buscar, como se o cinturão estivesse atrás da sua adversária. Se ela for mais agressiva, ela conquista com certeza esse cinturão e vai se tornar a primeira brasileira campeã dos 57 kg, do peso mosca do UFC — finalizou. Início tardio e ascensão meteórica no UFC Natural de Bagé, Rio Grande do Sul, Marina começou a competir profissionalmente apenas em 2015, aos 27 anos de idade. A lutadora foi descoberta após acumular nove vitórias rápidas no início da carreira, brilhando logo na primeira edição do Dana White's Contender Series Brasil em 2018, garantindo vaga no Ultimate. + Marina Rodriguez detalha decisão de se aposentar e inicia carreira como empresária Marina Rodriguez Mackenzie Dern UFC Getty Images Ela estreou no UFC em setembro de 2018 contra Randa Markos. Marina também já foi pedra no sapato de Mackenzie Dern, vencendo a atual detentora do cinturão do peso-palha do UFC. A vitória aconteceu na luta principal do UFC Fight Night, em outubro de 2021. Além de Dern, ela somou vitórias expressivas contra Amanda Ribas por nocaute, Michelle Waterson-Gomez e Yan Xiaonan. Em sua carreira no esporte, ela somou 17 vitórias, seis derrotas e dois empates. Ela se aposentou em maio do ano passado. Atualmente ela reside em Florianópolis e é empresária de lutadores. Entre seus atletas empresariados está Nicolle Caliari, que está no peso-palha do UFC. Marina Rodriguez detalha decisão de se aposentar Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc