Atualização do Linux melhora o acesso a arquivos do Windows
A versão 7.1 do kernel Linux foi liberada por Linus Torvalds neste domingo (14). O pacote se destaca pelo novo driver NTFS, que renova o acesso a arquivos em partições do Windows, e pela solução do bug de áudio do Steam Deck OLED. Seu PC não suporta o Windows 11? 5 distribuições Linux que você precisa conhecer O Linux é realmente uma alternativa ao Windows 11 para o dia a dia? Entenda As atualizações do kernel expandem o suporte a dispositivos mais recentes e levam melhorias ao núcleo de sistemas operacionais como Ubuntu, Fedora e demais distribuições. Parte dos destaques se concentra no novo driver nativo para partições NTFS, usadas em instalações do Windows. O update auxilia quem faz dual boot no computador e dá sequência à saga do suporte ao formato iniciada em anos atrás. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - A compatibilidade com partições NTFS iniciou ainda nos anos 1990. Na ocasião, o kernel recebeu um componente original para acessar os arquivos, mas apenas com a capacidade de leitura – ou seja, não era possível adicionar, excluir e modificar os documentos, fotos e afins. Anos depois, veio o NTFS-3G com permissão de escrita. Contudo, por não ser nativo e rodar fora do núcleo do sistema, o mecanismo era mais lento e mais instável. A solução veio em 2021, quando a versão 5.15 recebeu o NTFS3, doado pela Paragon Software, com suporte completo e nativo à leitura e escrita em partições do Windows, sem depender de soluções externas. Contudo, as questões relacionadas à manutenção geraram preocupações na comunidade. Agora, o Linux 7.1 traz uma modernização do driver original que começou a ser desenvolvida por Namjae Jeon há quatro anos. Entre as novidades, estão o suporte à escrita e as melhorias internas de desempenho. O novo componente também se mostrou mais confiável nos testes de conformidade. Solução de bugs, Intel FRED e mais A atualização traz outras novidades. No caso do Steam Deck OLED, o novo pacote resolve um bug que deixa o console portátil sem áudio ao rodar uma distribuição diferente do SteamOS. O Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery) também passa a ser habilitado por padrão na versão 7.1. O recurso melhora a forma como o processador alterna entre tarefas do sistema e do usuário, com ganhos de desempenho em CPUs Intel Panther Lake e futuras gerações. Além disso, processadores AMD passam a alternar automaticamente entre perfis de desempenho conforme o notebook está na tomada ou na bateria, algo que antes dependia de ferramentas externas ou configuração manual. O kernel ainda adiciona suporte a novos notebooks da Lenovo, além de corrigir um bug de duplo toque no trackpoint de ThinkPads. MacBooks com Apple Silicon rodando o kernel mainline, por sua vez, passam a reportar corretamente as métricas de bateria, graças ao novo driver Apple SMC. Já o suporte a processadores i486, arquitetura lançada pela Intel em 1989, foi removido na nova versão. O Linux 7.1 já está disponível para download. A liberação da atualização em versões atuais de sistemas operacionais, no entanto, varia de acordo com o cronograma das distribuições. Leia a matéria no Canaltech.
A versão 7.1 do kernel Linux foi liberada por Linus Torvalds neste domingo (14). O pacote se destaca pelo novo driver NTFS, que renova o acesso a arquivos em partições do Windows, e pela solução do bug de áudio do Steam Deck OLED. Seu PC não suporta o Windows 11? 5 distribuições Linux que você precisa conhecer O Linux é realmente uma alternativa ao Windows 11 para o dia a dia? Entenda As atualizações do kernel expandem o suporte a dispositivos mais recentes e levam melhorias ao núcleo de sistemas operacionais como Ubuntu, Fedora e demais distribuições. Parte dos destaques se concentra no novo driver nativo para partições NTFS, usadas em instalações do Windows. O update auxilia quem faz dual boot no computador e dá sequência à saga do suporte ao formato iniciada em anos atrás. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - A compatibilidade com partições NTFS iniciou ainda nos anos 1990. Na ocasião, o kernel recebeu um componente original para acessar os arquivos, mas apenas com a capacidade de leitura – ou seja, não era possível adicionar, excluir e modificar os documentos, fotos e afins. Anos depois, veio o NTFS-3G com permissão de escrita. Contudo, por não ser nativo e rodar fora do núcleo do sistema, o mecanismo era mais lento e mais instável. A solução veio em 2021, quando a versão 5.15 recebeu o NTFS3, doado pela Paragon Software, com suporte completo e nativo à leitura e escrita em partições do Windows, sem depender de soluções externas. Contudo, as questões relacionadas à manutenção geraram preocupações na comunidade. Agora, o Linux 7.1 traz uma modernização do driver original que começou a ser desenvolvida por Namjae Jeon há quatro anos. Entre as novidades, estão o suporte à escrita e as melhorias internas de desempenho. O novo componente também se mostrou mais confiável nos testes de conformidade. Solução de bugs, Intel FRED e mais A atualização traz outras novidades. No caso do Steam Deck OLED, o novo pacote resolve um bug que deixa o console portátil sem áudio ao rodar uma distribuição diferente do SteamOS. O Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery) também passa a ser habilitado por padrão na versão 7.1. O recurso melhora a forma como o processador alterna entre tarefas do sistema e do usuário, com ganhos de desempenho em CPUs Intel Panther Lake e futuras gerações. Além disso, processadores AMD passam a alternar automaticamente entre perfis de desempenho conforme o notebook está na tomada ou na bateria, algo que antes dependia de ferramentas externas ou configuração manual. O kernel ainda adiciona suporte a novos notebooks da Lenovo, além de corrigir um bug de duplo toque no trackpoint de ThinkPads. MacBooks com Apple Silicon rodando o kernel mainline, por sua vez, passam a reportar corretamente as métricas de bateria, graças ao novo driver Apple SMC. Já o suporte a processadores i486, arquitetura lançada pela Intel em 1989, foi removido na nova versão. O Linux 7.1 já está disponível para download. A liberação da atualização em versões atuais de sistemas operacionais, no entanto, varia de acordo com o cronograma das distribuições. Leia a matéria no Canaltech.
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