Operação Penalidade Máxima: como funciona o esquema de manipulação de jogos de futebol A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tem maioria para rejeitar dois recursos e manter trancada a ação penal que tem como réu o lateral Igor Cariús, acusado de forçar um cartão amarelo para beneficiar apostadores. O caso foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes, que votou por negar os embargos. Ele foi acompanhado pelo ministros Dias Toffoli e André Mendonça. Os ministros Luix Fux e Kássio Nunes Marques ainda não votaram – a sessão virtual termina às 23h59 desta terça. Ao rejeitar os embargos, um do Ministério Público Federal, outro do Ministério Público de Goiás – que investigou o caso na Operação Penalidade Máxima –, o Supremo mantém entendimento de que a atitude de Cariús não bastou para manipular uma partida de futebol. De acordo com as investigações, o atleta recebeu R$ 30 mil para forçar a advertência em jogo do Cuiabá contra o Atlético-MG, em 2022. Há um ano, quando caso foi julgado, prevaleceu o entendimento de Gilmar Mendes de que a conduta de Cariús não era explícita como crime. Segundo a tese da defesa, o atleta não teve a intenção de alterar o resultado da partida ou do campeonato, mas o de promover o êxito de uma aposta esportiva – o que, nessa perspectiva, não é criminalizado pela Lei Geral do Esporte. Árbitro Anderson Daronco aplica cartão amarelo Marcos Ribolli Os recursos citavam, por exemplo, que cartões amarelos são critério de desempate no Brasileiro e que o trancamento da ação é “prematuro”, pois a instrução processual poderia demonstrar existência de dolo ou o impacto da advertência na classificação final. Os argumentos não foram acolhidos. Após o trancamento da ação, em dezembro do ano passado, outros jogadores processados por casos semelhantes, como zagueiro Paulo Miranda e o lateral Pedrinho, pediram que a decisão se estendesse a eles.
STF tem maioria para negar recursos e manter entendimento sobre manipulação com cartões
Operação Penalidade Máxima: como funciona o esquema de manipulação de jogos de futebol A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tem maioria para rejeitar dois recursos e manter trancada a ação penal que tem como réu o lateral Igor Cariús, acusado de forçar um cartão amarelo para beneficiar apostadores. O caso foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes, que votou por negar os embargos. Ele foi acompanhado pelo ministros Dias Toffoli e André Mendonça. Os ministros Luix Fux e Kássio Nunes Marques ainda não votaram – a sessão virtual termina às 23h59 desta terça. Ao rejeitar os embargos, um do Ministério Público Federal, outro do Ministério Público de Goiás – que investigou o caso na Operação Penalidade Máxima –, o Supremo mantém entendimento de que a atitude de Cariús não bastou para manipular uma partida de futebol. De acordo com as investigações, o atleta recebeu R$ 30 mil para forçar a advertência em jogo do Cuiabá contra o Atlético-MG, em 2022. Há um ano, quando caso foi julgado, prevaleceu o entendimento de Gilmar Mendes de que a conduta de Cariús não era explícita como crime. Segundo a tese da defesa, o atleta não teve a intenção de alterar o resultado da partida ou do campeonato, mas o de promover o êxito de uma aposta esportiva – o que, nessa perspectiva, não é criminalizado pela Lei Geral do Esporte. Árbitro Anderson Daronco aplica cartão amarelo Marcos Ribolli Os recursos citavam, por exemplo, que cartões amarelos são critério de desempate no Brasileiro e que o trancamento da ação é “prematuro”, pois a instrução processual poderia demonstrar existência de dolo ou o impacto da advertência na classificação final. Os argumentos não foram acolhidos. Após o trancamento da ação, em dezembro do ano passado, outros jogadores processados por casos semelhantes, como zagueiro Paulo Miranda e o lateral Pedrinho, pediram que a decisão se estendesse a eles.
