O Sistema de Alertas de Desmatamento Mata Atlântica, desenvolvido pela SOS Mata Atlântica em cooperação com outras organizações não governamentais, desde 2022, registou uma redução de 28% na destruição florestal em comparação com o período anterior.
A área desmatada passou de 53.303 hectares para 38.385 hectares, no menor índice dos quatro anos de acompanhamento, informou na quarta-feira a SOS Mata Atlântica.
Já o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, produzido pela ONG e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) desde 1985, confirmou a tendência de desaceleração.
A supressão de florestas maduras caiu 40%, passando de 14.366 hectares para 8.668 hectares, ou seja, uma área equivalente a cerca de 87 quilómetros quadrados, o que corresponde a aproximadamente a 87% da área do município de Lisboa.
Pela primeira vez em quatro décadas de monitoramento, informou a SOS Mata Atlântica, o desmatamento anual ficou abaixo da marca de 10 mil hectares.
Segundo a SOS Mata Atlântica, "a redução está relacionada com pressão pública, mobilização social, políticas ambientais e ações de fiscalização".
Entre as medidas apontadas pela organização estão a Operação Mata Atlântica em Pé, embargos remotos e restrições de crédito para áreas ilegalmente desmatadas.
O levantamento apontou para uma redução das áreas derrubadas em 11 dos 17 estados brasileiros onde o bioma está presente.
Baía e Piauí, no Nordeste brasileiro, destacaram-se entre os estados com maior recuo do desmatamento, embora continuem entre os principais responsáveis pelas perdas florestais.
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Baía e Piauí concentraram juntos 89% da área total desmatada.
Segundo os dados divulgados, 96% das áreas destruídas foram convertidas para uso agropecuário, "grande parte com indício de ilegalidade".
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