O uso da biometria palmar avança como solução tecnológica de autenticação e prevenção de fraudes no transporte público brasileiro. 🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify 🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer 🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts Em entrevista ao Podcast Canaltech desta terça-feira (2), o CEO da Biostation, Leonardo Araújo, explicou que, por validar o padrão de veias sob a pele em menos de um segundo, o fluxo contínuo nas catracas é otimizado. "Uma vez que a biometria está mais focada no que você é e não no que você tem, você pode eliminar o celular por completo". - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - O hardware projeta uma luz infravermelha que interage com as células desoxigenadas do sangue. Esse desenho vascular subcutâneo é único para cada indivíduo, incluindo gêmeos univitelinos. A tecnologia mitiga prejuízos aos cofres públicos ao impedir que usuários repassem credenciais de benefícios tarifários para terceiros. Araújo contextualizou que o modelo elimina fricções diárias: "para você poder simplesmente ir do ponto A para o ponto B sem ter que depender de pegar o cartão ou celular". Criptografia pós-quântica e privacidade Para mitigar o receio de vazamento de dados permanentes, o sistema adota o conceito de privacy by design (privacidade por design, em inglês). Os dados são protegidos por criptografia matematicamente irreversível e tecnologia pós-quântica (PQC), resistente a computadores quânticos. "Mesmo se um dia, por um acaso, alguma loucura da vida acontecer, que esses dados sejam vazados, eles seriam inutilizáveis". O executivo apontou que, ao contrário do rosto — que é uma biometria exposta e vulnerável a fraudes por deepfakes —, o mapa venoso palmar fica oculto sob a pele e gera um modelo matemático incompreensível para humanos. O principal gargalo para a expansão está no primeiro cadastro, que exige a presença do usuário diante do dispositivo para coletar o padrão venoso, impossível de capturar por fotos comuns. De acordo com Araújo, a viabilidade em larga escala no Brasil esbarra em fatores culturais. "O problema não é infraestrutura tecnológica, é muito mais de letramento digital também". A consolidação nacional demanda a unificação e higienização das bases de dados de diferentes repartições públicas. Leia a matéria no Canaltech.

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