Ponte Preta é vice-lanterna da Série B; Guarani segue líder da Série C A caminhada de Maurício Antônio até a liderança da Série C pelo Guarani passou por diferentes continentes, clubes, frustrações e encontros com alguns dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Aos 34 anos, o zagueiro acredita que toda essa bagagem pode ser decisiva para ajudar o Bugre na missão de voltar à Série B. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge De volta ao time após cumprir suspensão na derrota para o Confiança, Maurício será titular no domingo, às 11h, diante do Figueirense, no Orlando Scarpelli. O defensor entende que o tropeço em Aracaju precisa servir como aprendizado para um elenco que segue na ponta da competição. - Foi um jogo ruim, uma derrota é sempre ruim. A gente quer ganhar sempre. Mas isso também nos deixa em alerta. Mostra que não estamos 100% equilibrados e que existem aspectos para melhorar. O futebol tem uma coisa muito boa: um jogo acontece logo depois do outro. Então você consegue aprender com os erros e dar uma resposta. Nosso objetivo continua sendo terminar em primeiro, conquistar o acesso e também ser campeão da Série C - afirmou. Maurício Antônio, zagueiro do Guarani Raphael Silvestre/Guarani FC 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google A experiência de Maurício para lidar com momentos de pressão começou cedo. Formado nas categorias de base do São Paulo, ele dividiu vestiário com jogadores que anos depois se tornariam protagonistas, como Lucas Moura e Casemiro. Ao mesmo tempo, também foi presença constante nas seleções brasileiras de base, convivendo com Neymar, Coutinho, Alisson e outros nomes que decolaram. Foram cerca de dez convocações entre as categorias sub-14 e sub-18, além de dois títulos sul-americanos. Maurício Antônio, zagueiro do Guarani Raphael Silvestre/Guarani - É sempre muito bom assistir à Seleção. Eu tive a felicidade de jogar com Neymar, Casemiro, Lucas Moura, Alisson, Coutinho... Fico feliz por ter participado um pouco da construção desses jogadores. Me arrependo um pouco de não ter aproveitado mais aquele momento, porque a gente é jovem e às vezes acha tudo muito normal. Hoje eu mostro essas fotos para as minhas filhas, e elas querem mostrar para os amiguinhos porque eles nem acreditam que eu joguei com o Neymar. No fim das contas, o dinheiro passa. O que fica são as histórias que você construiu na carreira - relembrou. Apesar da trajetória promissora, a primeira grande decepção veio justamente no clube que o revelou. Maurício alimentava a expectativa de subir ao elenco profissional do São Paulo, mas acabou buscando oportunidades fora do país antes mesmo de estrear pela equipe principal. Portugal foi o primeiro destino. No Porto B, a adaptação aconteceu de maneira relativamente tranquila por causa do idioma. Depois vieram passagens por clubes de Portugal, Itália e Romênia até surgir uma oportunidade que mudaria sua carreira: o futebol japonês. Mauricio Antonio, Wydad Casablanca x Urawa Reds REUTERS/Matthew Childs Foi no Urawa Reds que Maurício viveu o auge profissional. Além da conquista da Liga dos Campeões da Ásia, o zagueiro disputou o Mundial de Clubes e teve a missão de marcar um dos maiores jogadores da história: Cristiano Ronaldo. - Foi a realização de um sonho. Não é qualquer jogador que tem uma oportunidade dessas. Entrei muito focado para conseguir anular o Cristiano Ronaldo e, felizmente, consegui. Ele não marcou naquele jogo, e isso ficou muito marcado para mim. É uma partida que vou guardar para sempre - contou. Maurício Antônio enfrentou Cristiano Ronaldo quando atuou no futebol da Arábia Saudita Arquivo Pessoal Lições para a Série C A longa caminhada pelo futebol também ensinou Maurício a enxergar derrotas de outra maneira. Para ele, o revés diante do Confiança precisa servir como combustível para o Guarani na sequência da Série C. - Não é uma derrota que vai acabar com todo o trabalho. Ela mostra que precisamos voltar a ficar em alerta. Os dois jogos que perdemos tiveram algo parecido: faltou concentração em alguns momentos, principalmente na bola parada. Nossa equipe normalmente é muito forte nisso. Agora é corrigir para não acontecer de novo, principalmente pensando no quadrangular final. Maurício Antônio em treino do Guarani Raphael Silvestre/Guarani FC - A experiência ajuda muito. O que procuro fazer é dar tranquilidade para todo mundo. Nosso treinador trabalha muito durante a semana, prepara bastante os jogos e acredito que, quando conseguimos igualar a vontade do adversário, a nossa qualidade técnica aparece. Meu papel é manter o grupo concentrado, cobrar no dia a dia e fazer com que todo mundo esteja preparado para os desafios. Maurício ainda destacou o entrosamento criado ao lado de Jonathan Costa, formando a dupla de zaga titular do Guarani. - Eu e o Jonathan nos encaixamos muito bem. Eu tenho uma característica mais técnica, ele é mais rápido e agressivo. A gente acaba se completando. Mas temos outros grandes jogadores no elenco, e quem entra também tem qualidade. O importante é que o grupo esteja preparado para responder quando for necessário. Veja também: + Ex-Corinthians espera por nova chance para reconquistar espaço no Bugre Líder da Série C, o Guarani tenta deixar para trás o tropeço em Sergipe e defender a primeira colocação diante do Figueirense, domingo, às 11h, no Orlando Scarpelli. O Bugre soma 21 pontos, mesma pontuação do Brusque, mas leva vantagem no saldo de gols e segue dependendo apenas de si para terminar a primeira fase na liderança.

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