Corinthians x São Paulo: o ataque mais positivo contra a defesa menos vazada na final A final do Brasileirão Feminino coloca frente a frente os dois times que mais pontuaram na competição. Corinthians e São Paulo disputaram a liderança até a última rodada da primeira fase, que terminou com as Soberanas no topo. Agora, os dois melhores desempenhos do campeonato se reencontram, dessa vez pela taça. Corinthians e São Paulo já sabem o que é decidir o Brasileirão Feminino entre si. Em 2024, as equipes fizeram a final da competição, com as Brabas levando a melhor após vencerem por 3 a 1 no Morumbis e por 2 a 0 na Neo Química Arena. Desta vez, o mando de campo do segundo jogo será do São Paulo, enquanto os primeiros 90 minutos da decisão estão marcados para este sábado, às 16h30, na casa do Timão. Jogadoras do São Paulo Matheus Sanches / @clickmj Ariel Godoi também reconheceu a regularidade do São Paulo durante a competição, mas ressaltou a confiança do Corinthians no próprio trabalho para a decisão. Para a jogadora, os detalhes podem definir o confronto. A atacante também fez uma avaliação da campanha corintiana. - É uma equipe que mostrou muita regularidade e objetividade durante a competição, então sabemos da qualidade que vamos enfrentar. Ao mesmo tempo, conhecemos o nosso trabalho e sabemos daquilo que podemos fazer dentro de campo. Vai ser uma final grande, decidida nos detalhes, e acho que isso torna os dois jogos ainda mais interessantes, mas confio plenamente no nosso trabalho, e como crescemos nesses últimos jogos - disse a jogadora corintiana ao ge. - Acho que, para quem vê de fora, pode parecer mais simples do que realmente é. Foi uma caminhada de muito trabalho, concentração e consistência. Tivemos que passar por jogos difíceis, manter a regularidade e saber lidar com diferentes momentos da competição. Então, chegar a mais uma final valoriza muito tudo o que foi construído até aqui. Agora é virar a chave e entender que começa uma nova história, porque final se decide em detalhes - completou. Ariel Godoi está na sua segunda temporada no Corinthians Reprodução/Instagram Dados em evidência O desempenho das equipes também reserva algumas diferenças que podem contribuir para dar um gás na final. O Corinthians chega à final como dono do melhor ataque do campeonato, com 48 gols em 21 partidas, média de 2,29 por jogo. Já o São Paulo, por sua vez, tem a defesa menos vazada da competição, com apenas 12 gols sofridos, e também apresenta números expressivos no setor ofensivo, com 37 gols marcados. As duas equipes também aparecem no topo em gols marcados de dentro da área. As Brabas balançaram as redes 26 vezes dessa maneira, contra 23 das Soberanas. Na criação das jogadas, a vantagem é corintiana: o Timão soma 39 passes para gol, contra 26 do São Paulo. As semifinais reforçaram essas características. Depois de vencer o Flamengo por 3 a 1 no jogo de ida, no Rio de Janeiro, o São Paulo administrou a vantagem na volta e venceu novamente, por 1 a 0, com gol de Késia. As Soberanas tiveram 77% de precisão nos passes e fizeram uma partida segura para confirmar a classificação sem sofrer gols. O Corinthians também venceu o primeiro jogo da semifinal por 1 a 0, contra o Bahia, e confirmou a vaga com o mesmo placar na partida de volta. Em casa, as Brabas impuseram volume ofensivo e finalizaram 23 vezes até chegar ao gol de Johnson. A classificação, porém, veio acompanhada de uma baixa importante: a zagueira e capitã Thaís Regina foi expulsa e está suspensa para o primeiro jogo da final. O equilíbrio entre Corinthians e São Paulo já havia aparecido no confronto entre as equipes na primeira fase. Jogando em casa, o Timão venceu por 2 a 1, mas teve menos posse de bola: 47%, contra 53% das Soberanas. O São Paulo também apresentou maior precisão nos passes, com 79%, diante de 76% do Corinthians, e finalizou mais vezes — 21 contra 12. O resultado, portanto, não conta sozinho a história de um confronto em que os números já apontavam para uma disputa equilibrada. Apesar da experiência do Corinthians em decisões, o Timão chega à sua 10ª final consecutiva e foi campeão brasileiro sobre o São Paulo em 2024, as Soberanas levam vantagem no encontro mais recente entre as equipes em uma final. Na Supercopa do Brasil do ano passado, disputada em jogo único no Morumbis, o São Paulo ficou com o título nos pênaltis, após empate sem gols no tempo regulamentar. Nas cobranças, as Soberanas converteram quatro, contra três das Brabas. Sonho do título inédito Do lado são-paulino, Robinha também vê a experiência recente em uma decisão entre as equipes como um aprendizado importante para a final. A jogadora destaca a preparação para lidar com a pressão de jogar fora de casa e a importância de construir uma vantagem no primeiro confronto. - Aquela experiência nos ajuda bastante, principalmente por termos saído com o título. Sabemos da intensidade que é um jogo como esse e da pressão que existe em uma final. Agora será um cenário diferente, fora de casa, com a torcida delas, mas estamos preparadas para não deixar isso nos afetar. Temos que manter a concentração, fazer o nosso jogo e aproveitar cada oportunidade para chegarmos ao Morumbis com um bom resultado e levar uma vantagem para o segundo jogo - afirmou Robinha ao ge. Robinha comemora primeiro gol do São Paulo na vitória sobre o Grêmio Rubens Chiri/São Paulo FC Faltando apenas um ano para a Copa do Mundo Feminina no Brasil, uma final de campeonato nacional disputado em excelência corrobora o crescimento da modalidade. É o que compreende a volante do São Paulo. - Uma final desse tamanho mostra o quanto o futebol feminino vem crescendo e ganhando espaço. Ter dois grandes clubes, com torcidas tão grandes, disputando o título também ajuda a dar ainda mais visibilidade para a modalidade. E, com a Copa do Mundo chegando ao Brasil, acho que é muito importante termos momentos como esse para mostrar a força do futebol feminino.
No topo das estatísticas, Corinthians e São Paulo decidem Brasileiro Feminino
Corinthians x São Paulo: o ataque mais positivo contra a defesa menos vazada na final A final do Brasileirão Feminino coloca frente a frente os dois times que mais pontuaram na competição. Corinthians e São Paulo disputaram a liderança até a última rodada da primeira fase, que terminou com as Soberanas no topo. Agora, os dois melhores desempenhos do campeonato se reencontram, dessa vez pela taça. Corinthians e São Paulo já sabem o que é decidir o Brasileirão Feminino entre si. Em 2024, as equipes fizeram a final da competição, com as Brabas levando a melhor após vencerem por 3 a 1 no Morumbis e por 2 a 0 na Neo Química Arena. Desta vez, o mando de campo do segundo jogo será do São Paulo, enquanto os primeiros 90 minutos da decisão estão marcados para este sábado, às 16h30, na casa do Timão. Jogadoras do São Paulo Matheus Sanches / @clickmj Ariel Godoi também reconheceu a regularidade do São Paulo durante a competição, mas ressaltou a confiança do Corinthians no próprio trabalho para a decisão. Para a jogadora, os detalhes podem definir o confronto. A atacante também fez uma avaliação da campanha corintiana. - É uma equipe que mostrou muita regularidade e objetividade durante a competição, então sabemos da qualidade que vamos enfrentar. Ao mesmo tempo, conhecemos o nosso trabalho e sabemos daquilo que podemos fazer dentro de campo. Vai ser uma final grande, decidida nos detalhes, e acho que isso torna os dois jogos ainda mais interessantes, mas confio plenamente no nosso trabalho, e como crescemos nesses últimos jogos - disse a jogadora corintiana ao ge. - Acho que, para quem vê de fora, pode parecer mais simples do que realmente é. Foi uma caminhada de muito trabalho, concentração e consistência. Tivemos que passar por jogos difíceis, manter a regularidade e saber lidar com diferentes momentos da competição. Então, chegar a mais uma final valoriza muito tudo o que foi construído até aqui. Agora é virar a chave e entender que começa uma nova história, porque final se decide em detalhes - completou. Ariel Godoi está na sua segunda temporada no Corinthians Reprodução/Instagram Dados em evidência O desempenho das equipes também reserva algumas diferenças que podem contribuir para dar um gás na final. O Corinthians chega à final como dono do melhor ataque do campeonato, com 48 gols em 21 partidas, média de 2,29 por jogo. Já o São Paulo, por sua vez, tem a defesa menos vazada da competição, com apenas 12 gols sofridos, e também apresenta números expressivos no setor ofensivo, com 37 gols marcados. As duas equipes também aparecem no topo em gols marcados de dentro da área. As Brabas balançaram as redes 26 vezes dessa maneira, contra 23 das Soberanas. Na criação das jogadas, a vantagem é corintiana: o Timão soma 39 passes para gol, contra 26 do São Paulo. As semifinais reforçaram essas características. Depois de vencer o Flamengo por 3 a 1 no jogo de ida, no Rio de Janeiro, o São Paulo administrou a vantagem na volta e venceu novamente, por 1 a 0, com gol de Késia. As Soberanas tiveram 77% de precisão nos passes e fizeram uma partida segura para confirmar a classificação sem sofrer gols. O Corinthians também venceu o primeiro jogo da semifinal por 1 a 0, contra o Bahia, e confirmou a vaga com o mesmo placar na partida de volta. Em casa, as Brabas impuseram volume ofensivo e finalizaram 23 vezes até chegar ao gol de Johnson. A classificação, porém, veio acompanhada de uma baixa importante: a zagueira e capitã Thaís Regina foi expulsa e está suspensa para o primeiro jogo da final. O equilíbrio entre Corinthians e São Paulo já havia aparecido no confronto entre as equipes na primeira fase. Jogando em casa, o Timão venceu por 2 a 1, mas teve menos posse de bola: 47%, contra 53% das Soberanas. O São Paulo também apresentou maior precisão nos passes, com 79%, diante de 76% do Corinthians, e finalizou mais vezes — 21 contra 12. O resultado, portanto, não conta sozinho a história de um confronto em que os números já apontavam para uma disputa equilibrada. Apesar da experiência do Corinthians em decisões, o Timão chega à sua 10ª final consecutiva e foi campeão brasileiro sobre o São Paulo em 2024, as Soberanas levam vantagem no encontro mais recente entre as equipes em uma final. Na Supercopa do Brasil do ano passado, disputada em jogo único no Morumbis, o São Paulo ficou com o título nos pênaltis, após empate sem gols no tempo regulamentar. Nas cobranças, as Soberanas converteram quatro, contra três das Brabas. Sonho do título inédito Do lado são-paulino, Robinha também vê a experiência recente em uma decisão entre as equipes como um aprendizado importante para a final. A jogadora destaca a preparação para lidar com a pressão de jogar fora de casa e a importância de construir uma vantagem no primeiro confronto. - Aquela experiência nos ajuda bastante, principalmente por termos saído com o título. Sabemos da intensidade que é um jogo como esse e da pressão que existe em uma final. Agora será um cenário diferente, fora de casa, com a torcida delas, mas estamos preparadas para não deixar isso nos afetar. Temos que manter a concentração, fazer o nosso jogo e aproveitar cada oportunidade para chegarmos ao Morumbis com um bom resultado e levar uma vantagem para o segundo jogo - afirmou Robinha ao ge. Robinha comemora primeiro gol do São Paulo na vitória sobre o Grêmio Rubens Chiri/São Paulo FC Faltando apenas um ano para a Copa do Mundo Feminina no Brasil, uma final de campeonato nacional disputado em excelência corrobora o crescimento da modalidade. É o que compreende a volante do São Paulo. - Uma final desse tamanho mostra o quanto o futebol feminino vem crescendo e ganhando espaço. Ter dois grandes clubes, com torcidas tão grandes, disputando o título também ajuda a dar ainda mais visibilidade para a modalidade. E, com a Copa do Mundo chegando ao Brasil, acho que é muito importante termos momentos como esse para mostrar a força do futebol feminino.
