O Bahia confirmou a má fase neste momento do Brasileirão não apenas por causa do quinto empate consecutivo, e sim pelo desempenho ruim apresentado na Arena Condá. O 3 a 3 diante da Chapecoense, neste domingo, mostrou que o Tricolor ainda tem dificuldade de criar chances de gol, apesar do elevado número de bolas nas redes e do maior volume ofensivo diante de um adversário vulnerável. Além disso, ao menos nesta partida da 23ª rodada, o time de Rogério Ceni se defendeu muito mal contra o lanterna, que até então tinha o pior ataque da competição. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Jean Lucas em Chapecoense x Bahia Catarina Brandão/EC Bahia Lado esquerdo melhora Com o retorno de Erick Pulga no lugar de Willian José, o Bahia voltou a ter três atacantes na fase ofensiva, com dois pontas abertos. Kauê Furquim foi a escolha para o lado direito no lugar de Ademir. + Veja mais notícias sobre o Bahia + Veja a tabela completa do Brasileirão O time teve intensidade para marcar no ataque, além de posse no campo ofensivo e um lado esquerdo produtivo, com Juba pelo meio e Pulga mais aberto. Foi ele que aproveitou sobra na área depois de cruzamento e sofreu pênalti convertido por Alejo Veliz, aos 12 minutos. O Bahia se manteve defensivamente no 4-4-2 e sofreu o empate mesmo com sete jogadores dentro da área. Na jogada, um cruzamento do lado esquerdo de defesa pegou Giovanni Augusto no mano a mano com Roman Gomez, na direita, antes de o meia fazer o gol. No lance, Kauê Furquim não fecha a segunda linha de quatro tricolor e fica fora da área. Depois do empate, o Tricolor se manteve com posse de bola e confirmou a baixa produtividade pela direita. Jean Lucas e Kauê Furquim tiveram o apoio de Roman Gomez, mas faltaram ultrapassagens e lances de um contra um. Com isso, o Bahia concentrou as jogadas pela esquerda e criou boa troca de passes com Acevedo, Nestor e Pulga para marcar o segundo depois de cruzamento do próprio Pulga e desvio em Kauan. Mais do mesmo O problema é que o Bahia repetiu cenário da primeira etapa e sofreu o empate no início do segundo tempo em jogada de bola aérea na qual Mingo não fez o corte de cabeça e Juba foi driblado facilmente pelo finalizador Marcinho. O padrão se repetiria mais uma vez, com o Tricolor novamente em vantagem na segunda etapa e sofrendo o empate pouco depois. Acevedo marcou em chute de fora da área, num momento em que o time de Rogério Ceni havia voltado a fazer pressão. Túlio, entretanto, deixou tudo igual em lance de bobeira do Bahia depois de cobrança de lateral. O lado esquerdo marcou mal e não evitou o cruzamento, e David Duarte também ficou distante do atacante da Chapecoense [veja todos os gols abaixo]. - Fizemos um bom jogo com a bola e realmente falhamos muito. Bolas alçadas para a área foram um pesadelo para a gente. Terceiro gol sai de cobrança de lateral, desatenção na marcação. Segundo gol também - disse Ceni em entrevista coletiva. Chapecoense 3 x 3 Bahia | Gols | 23ª rodada | Brasileirão 2026 Neste momento da partida, o treinador já havia trocado Roman Gomez, Luciano Juba, Jean Lucas e Kauê Furquim por Caio Alexandre (Acevedo jogou de lateral-direito), Zé Guilherme, Erick e Sanabria, nesta ordem, mas o Tricolor ainda demorou de assimilar o golpe do último empate (Michel Araujo também entraria na vaga de Nestor). Mesmo assim, o Bahia ainda pressionou e teve uma ótima chance de vencer em cabeçada de Erick da pequena área, já nos minuto finais. Ao todo, contudo, o Tricolor só finalizou ao alvo quatro vezes entre 17 tentativas. Apesar da posse perto do gol, ainda há dificuldade para criar oportunidades claras e muito uso de cruzamentos que não dão em nada. Rogério Ceni agora tem clássico pela frente para fazer o Bahia recuperar o caminho dos resultados positivos. O Tricolor visita o Vitória, no Barradão, em jogo da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília). 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google