Rogério Ceni comenta dificuldade do Bahia contra rivais do topo do Brasileiro O Bahia vai para a última Data Fifa com a frustração da derrota para o Cruzeiro e mais um resultado negativo contra equipes do G-6, mas sem motivo para desânimo. Na sexta posição e colado nos rivais diretos, o Tricolor continua firme na luta por vaga na Libertadores. Por isso, a pausa no Campeonato Brasileiro pode ser crucial para Rogério Ceni e seus comandados fazerem os últimos ajustes de olho nos quatro jogos finais da temporada. Siga o ge Bahia nos Canais do WhatsApp Bahia sofre virada do Cruzeiro em confronto direto por Libertadores Na sexta posição, com 53 pontos e a quatro de distância do G-4, o Bahia volta a campo somente no dia 18 deste mês, quando encara o Grêmio, em Porto Alegre. O ge, então, listou alguns ajustes que o técnico Rogério Ceni pode fazer no time durante os mais de dez dias de preparação. Últimos jogos do Bahia no Brasileiro: Grêmio x Bahia - quarta-feira, 18 de novembro Bahia x Coritiba - sábado, 21 de novembro Botafogo x Bahia - previsto para 29 de novembro Bahia x Atlético-MG - previsto para 2 de dezembro Definir zagueiro titular Kanu em treino do Bahia Catarina Brandão/EC Bahia Um dos pontos que preocupam no Bahia e merecem a atenção durante a Data Fifa é a indefinição de um zagueiro titular. Depois da saída de Ramos Mingo, Kanu parecia ser o substituto natural, mas, entre idas e vindas nas escalações, o camisa 4 revezou com o espanhol Marco Moreno nas últimas partidas e mantém a vaga ao lado de David Duarte em aberto. Não só isso, Ceni parece não encontrar o encaixe ideal, já que, com um zagueiro ou com outro, o Bahia passou a sofrer muitos gols. No recorte dos últimos 10 jogos, o Tricolor foi vazado 17 vezes, média de 1,7 gol por partida. A única em que saiu ileso foi na vitória diante do Mirassol por 1 a 0, justamente na estreia de Marco Moreno, com direito a pênalti perdido pelo adversário no último minuto. Depois desse duelo contra o Mirassol, o Bahia sofreu nove dos 17 gols em apenas quatro jogos, seja com Kanu ou Marco Moreno. A equipe baiana tem a décima defesa do campeonato, com 45 gols sofridos, posição que não condiz com a sexta colocação na tabela. A título de comparação, o ataque do Tricolor é o sexto melhor do Brasileirão. Últimos quatro jogos do Bahia: Bahia 0 x 3 Flamengo - Marco Moreno e David Duarte na zaga;❌ Santos 1 x 1 Bahia - Kanu e David Duarte;🔄 Bahia 3 x 2 São Paulo - Marco Moreno e David Duarte;✅ Cruzeiro 3 x 2 Bahia - Kanu e David Duarte.❌ Manter ou retomar sistema David Duarte e Rogério Ceni em treino do Bahia Rafael Rodrigues/EC Bahia Outra dúvida que pode ser eliminada durante a Data Fifa é em relação ao sistema de jogo. Rogério Ceni desfez o 4-3-3 que vinha sendo utilizado e escalou um Bahia diferente contra o Cruzeiro, com Everton Ribeiro na vaga de Erick Pulga. Na teoria, a ideia do 4-4-2 era ter mais qualidade com a bola nos pés e um meio-campo mais povoado. Na prática, o que se viu foi um Bahia ainda com dificuldades para criar e, ao mesmo tempo, dando muita liberdade para o adversário trabalhar desde a saída de bola, com pouca pressão alta. Mas o 4-3-3 também já mostrou falhas em alguns momentos, a exemplo da derrota para o Flamengo por 3 a 0, na Arena Fonte Nova, em que o Tricolor foi dominado. Resta a Rogério Ceni quebrar a cabeça sobre manter o 4-4-2 ou voltar ao 4-3-3 durante a Data Fifa. - Não é o sistema defensivo, é a maneira como a gente se defende. A gente consegue fazer coisas boas durante o jogo, mas se desconecta um pouco defensivamente. E não estou falando da linha de defesa, mas a maneira que defendemos. Mudamos a forma como nos defendemos, com os pontas baixando, com três homens por dentro, com dois homens à frente e não deixar o adversário tão próximo do nosso gol. A gente vem encontrando dificuldade nesse balanço defensivo, deixando um pouco mais de espaço que o normal. Fico pensando se não podemos voltar ao modelo que a gente vinha usando antes com três jogadores consistentes pelo meio ou no que podemos melhorar nesse 4-4-2 quando a gente defende linha baixa - ponderou o treinador depois da derrota para o Cruzeiro. Sequência para Everton? Everton Ribeiro em treino pelo Bahia Catarina Brandão / EC Bahia Essa mudança de sistema é fruto da volta de Everton Ribeiro ao time titular do Bahia depois de quase seis meses - a última vez que ele começou no onze inicial foi na derrota por 3 a 2 para o Coritiba, no dia 25 de maio, em jogo válido pela 17ª rodada. Principal referência técnica da equipe, Everton se recuperou de sucessivos problemas físicos e pode aproveitar a Data Fifa para confirmar a plena adaptação ao novo sistema de jogo e à intensidade das partidas nesta reta final de Campeonato Brasileiro. - Acho que, nos últimos jogos, fora de casa, quando a gente tem os pontas, começou a fazer muito jogo de transição que não foi favorável. Eu tentei diminuir o jogo de transição. [...] Nós temos que manter a personalidade de ter a bola quando tem um homem a mais. Às vezes a gente faz com Juba, às vezes com Everton. Mas aí eu perco velocidade. E aí você tem que fazer escolhas. Nós vamos pensar, analisar o Grêmio, que ora joga com três zagueiros, ora com linha de quatro. Vamos olhar para ver o que se encaixa melhor. Mas gostei do Everton nessa função. Ele foi bem nos 30 primeiros minutos. Depois, no segundo tempo, foi cansando, e aí fomos perdendo o controle do jogo - avaliou Ceni, em Belo Horizonte. Mental mais forte Jogadores do Bahia comemoram gol no Mineirão Catarina Brandão/EC Bahia O torcedor do Bahia tem se acostumado com frustrações recentes do time de Rogério Ceni em momentos-chave de Copa do Brasil, Libertadores e Campeonato Brasileiro. A última delas foi a derrota por 3 a 2 para o Cruzeiro em confronto direto na última quinta-feira, depois de sair na frente do placar. Na briga por vaga na Libertadores, o Tricolor vai precisar se impor nessa reta final decisiva para garantir vaga na competição continental. Não só isso, é importante trabalhar o mental para a equipe se manter constante durante os jogos, já que foi perceptível quedas de rendimento contra Santos, São Paulo e Cruzeiro, por exemplo, duelos em que o Bahia passou aperto e viu os adversários reagirem. Acertar a pontaria Kike Olivera em ação contra o Cruzeiro Catarina Brandão/EC Bahia - Não é impressão, é uma realidade. Nosso ataque não é tão efetivo. Mas hoje nós não tivemos, nem tantas oportunidades para mostrar se somos efetivos ou não. Nos jogos anteriores, tivemos muitas chances e fizemos poucos gols perto da expectativa - avisou Rogério Ceni logo depois da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, em jogo da 31ª rodada do Brasileirão. É verdade que, de lá para cá, o Bahia parece ter melhorado o desempenho ofensivo, já que foram marcados seis gols nas três rodadas seguintes, mas a efetividade lá na frente merece atenção especial na Data Fifa. Não à toa, o centroavante titular Alejo Véliz voltou a balançar as redes nos acréscimos da partida contra o Cruzeiro, depois de sete jogos de seca. Até agora, o Bahia marcou 50 gols no Campeonato Brasileiro (dois deles foram gols contra) e passou em branco em cinco rodadas. Vale lembrar que, de acordo com o Gato Mestre, o Tricolor faz um gol a cada 9,46 finalizações. A equipe é a sétima neste ranking da Série A, atrás de todos os primeiros cinco colocados e também do Santos. Esse levantamento leva em conta os 48 gols marcados propriamente pelo Bahia (sem contar gols contra) e as 454 finalizações da equipe no campeonato. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Com essa cartilha na mão, o Bahia tem tudo para aproveitar a Data Fifa e voltar vivo para a disputa por uma vaga na Libertadores do ano que vem. O próximo compromisso do Tricolor está marcado para as 21h30 do dia 18 de novembro (horário de Brasília), contra o Grêmio, em Porto Alegre, pela 35ª rodada do Brasileirão.