Como parar Erling Haaland, o gigante da Noruega? Na Copa do Mundo de 1998, a Noruega chocou o planeta ao derrotar o favorito Brasil, por 2 a 1, pela fase de grupos. A vitória foi conquistada com um gol aos 44 minutos do segundo tempo, marcado por Kjetil Rekdal. Até os dias de hoje, aquele resultado em Marselha, na França, é encarado como um dos maiores feitos esportivos do país nórdico. Dos 26 noruegueses convocados para a disputa do Mundial 2026, apenas nove eram nascidos quando Kjetil Rekdal converteu o pênalti contra Taffarel e deu a vitória no dia 23 junho daquele ano. Destes, apenas o goleiro Orjan Nyland, que veio ao mundo em 1990, tem idade suficiente para ter alguma lembrança daquela partida. Júnior Baiano e Tore André Flo durante Brasil x Noruega em 1998 Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images Da épica vitória na França até o confronto eliminatório deste domingo, a partir das 17h (horário de Brasília), são 28 anos de ausência da Noruega nos Mundiais. Os hoje principais jogadores do país europeu conhecem as histórias daquela partida pelos vídeos e pelos relatos dos mais velhos. — Cresci ouvindo histórias da batalha entre Brasil e Noruega em Marselha. Vi vídeos e ouvi muitas coisas sobre o jogo. Essa deve ser a única lembrança que tenho da Noruega na Copa do Mundo — relatou Odegaard, capitão da atual geração, ao documentário "Noruega: o retorno que promete", disponível na Netflix. Novamente no caminho da seleção brasileira em uma jornada de Copa do Mundo, a Noruega versão 2026 conta com o nono elenco mais jovem de toda a competição, com média de idade de 26,3 anos. A título de comparação, o Brasil é o sexto mais velho com média de 28,7 anos. Por lá, o sentimento é de que o dever desta geração já foi cumprido. Afinal, o país voltou aos Mundiais, foi sólido na fase de grupos com uma campanha de duas vitórias e uma derrota, venceu seu primeiro mata-mata e agora pode refazer a história ao cruzar com o Brasil. Odegaard, capitão da Noruega, sequer era nascido quando seu país venceu o Brasil na Copa do Mundo de 1998, na França Reuters/Caean Couto — Rapazes, vocês da seleção fizeram história. Não apenas na história do futebol do país, mas na história da Noruega como um todo. Isso é algo enorme, nunca mais vai acontecer. Nunca mais vamos viver algo assim repetidas vezes. E esses 28 anos de dor, tudo o que as pessoas sentem por todo este país, o que eu sinto aqui, o que vocês sentem… Acabou. Nunca mais — discursou o técnico Stale Solbakken aos seus jogadores após o triunfo sobre a Costa do Marfim. Em Nova Jersey, Brasil e Noruega medem forças por uma vaga na fase quarats de final da Copa do Mundo. Em caso de empate no tempo normal, haverá prorrogação. Permanecendo a igualdade, o vencedor do embate será definido nas cobranças de pênaltis.

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