Opinião: vitória dá à Lusa classificação, fôlego e chance de se provar, não ilusão
As conversas entre a torcida rubro-verde na chegada ao Canindé não eram de um desespero pelos três pontos por algum risco matemático de ficar fora da segunda fase da Série D, mas de um anseio por algum sinal de confiança por parte da Portuguesa. Mais importante que a vitória em si era o que ela traria. Afinal, a Lusa vinha de uma derrota e de um empate que tiraram da torcida a pouca segurança que havia devido às fragilidades técnicas, aos erros repetidos exaustivamente e à postura atônita. No entanto, a chuva que caía sobre a cidade de São Paulo desde as primeiras horas do sábado já fazia qualquer um prever que o gramado do Canindé – absolutamente castigado no fim de semana anterior – estaria quase impraticável e prejudicaria. Nem era preciso esperar o apito inicial para prever que não daria para se fazer um diagnóstico muito claro de jogo jogado. Isso é importante para analisar tanto pontos positivos quanto pontos de alerta nessa vitória por 4 a 1 sobre o America-RJ. Os jogadores da Portuguesa mostraram, desde os primeiros minutos, algo que faltou sobretudo na etapa final do empate sem gols contra o Água Santa na rodada anterior: foco, concentração, entrega, empenho, vontade, dedicação, determinação. Também ficou claro algo que certamente partiu do técnico Ademir Fesan: saber jogar debaixo de chuva e em um gramado em péssimas condições. A Lusa apostou desde logo na velocidade, nas bolas cruzadas para a bagunça, nas tentativas de finalizar de longe. Sim, alguns atletas, aqui e acolá, demoraram alguns minutos para entrarem nessa, mas logo todos entenderam. Contribuiu, claro, o fato de o gol ter saído cedo. Aos dois minutos, Cadorini aproveitou de cabeça um bom cruzamento de Maceió: 1 a 0. Cadorini em Portuguesa x América-RJ Victor Bessa / Portuguesa SAF O America-RJ nitidamente ficou desnorteado e foram, na sequência, minutos em que praticamente só a Portuguesa ficou com a bola. Tanto que, aos 18 minutos, também após cruzamento à área, desta vez de João Vitor, Cadorini cabeceou: 2 a 0. Além da postura, vale destacar neste momento três jogadores que chamavam atenção. O primeiro, claro, Cadorini. Que obviamente voltou à titularidade, após uma rodada no banco, porque as características do jogo em lamaçal pediam uma referência na área. Acerto de Fesan. Os outros dois chamavam atenção mais pela presença do que pelo futebol. Os meias Denis e Thiaguinho voltavam a jogar após se recuperarem de lesão. A carência da Lusa no meio-campo era tão grande que a simples presença mudou o setor. Na verdade, não mudou. A real é que, com eles, a Portuguesa voltou a ter meio-campo. E olha que Denis nem jogou bem. Thiaguinho, entre os dois, foi o mais atuante, mesmo sem ser decisivo. Ainda não aguentavam tempo todo. Foram, porém, um alento. A mera presença deles em campo apenas comprovou que Portuga fica sobrecarregado quando sem a companhia de meias de fato, com algum mínimo de condição técnica. Serão a solução? Calma. Nenhum deles ainda mostrou nada que comprove isso. E, já que está feito aqui esse alerta, vamos a outro. A Portuguesa mal marcou o segundo gol e já quis se complicar. Aos 21 minutos, deu um presentaço ao America-RJ. Que facilidade a equipe alvirrubra teve para trabalhar a bola no campo rubro-verde! A bola chegou com extrema tranquilidade aos pés do lateral direito Julio César para que marcasse, também sem grandes barreiras, o gol que de certo modo recolocou o America-RJ no jogo – ainda que com severas reservas de limitações técnicas. Um gol totalmente evitável e que deu ao adversário o que ele não tinha até ali: pausa, respiro, despertar, noção de que dava para fazer algo além de correr atrás da bola. Aí está uma das razões para, dali até o intervalo, o jogo ter ficado mais difícil à Lusa. Veio o segundo tempo e, acertadamente, Ademir Fesan sacou Denis. Ao mesmo tempo em que claramente não aguentaria muito mais tempo naquele campo pesado, voltando de lesão, não estava bem. João Diogo entrou, mais uma vez, naquela função. O atacante pode não ser nenhum primor técnico, e vacilar repetidas vezes, mas vem se destacando não só pela ausência de outros nomes melhores, e sim também pela vontade, pelo empenho, pela correria, pelo foco. Acabou dando um novo gás ofensivo ao time. A mesma dificuldade de Denis também mostrava Thiaguinho. Uma descida do America-RJ pela esquerda, em que Thiaguinho só acompanhou, sem conseguir dar qualquer combate, deixando o adversário sair do meio-campo e entrar com espaço na área para tentar finalizar, claramente foi o alerta para Ademir Fesan trocá-lo. A entrada do volante Hudson gerou vaias e gritos de “burro” de alguns torcedores. Talvez por imaginar um recuo, ou algo do tipo, naquela altura. Mas, além de não haver qualquer outra opção nesse banco enxutíssimo, precisava mesmo de melhor contenção. As vaias parecem ter até dado uma injeção de ânimo a Hudson. Talvez tenha sido, nesta Série D, a única vez em que entrou relativamente bem. Porém, entrar bem foi mesmo o que fez João Diogo. Aos 13 minutos, cobrou com perfeição um escanteio pela direita. Igor Torres, dentro da área, cabeceou igualmente bem. Um belo gol: 3 a 1. Quando parecia que tudo estava resolvido veio mais um alerta. A dupla de zaga reserva, com Botteghin e Carlos Lima, substituindo o lesionado Gustavo Henrique e o suspenso por ainda mais dois jogos Biazus, até que vinha dando conta do recado. É verdade que ambos erram passes demais. Não a toa Fesan tem de deixar Portuga preso atrás para melhorar essa saída de bola. No entanto, vacilo mesmo ainda não havia rolado. Até que Carlos Lima fez a lambança que fez ao perder o controle da bola dentro da área, com certo espaço, e atingir o adversário ao tentar recuperá-la. Pênalti. Foi a segunda vez no mesmo jogo em que a Portuguesa, com tudo resolvido, tratou de se complicar e dar ao America-RJ a chance de ressuscitar. A sorte da Lusa é que, do outro lado, havia outra equipe tão obsessiva em perder chances de ouro quanto ela. Aos 22 minutos, o lateral esquerdo Arthur Vignoli foi para a cobrança. Como diziam os antigos, o goleiro Bertinato “telegrafou” onde o canhoto chutaria. Caiu para a esquerda com tranquilidade e fez uma bonita defesa. Que ajude Bertinato a recuperar a confiança. O America-RJ, que tinha a chance de incendiar a partida e complicar a vida da Lusa, acabou se perdendo completamente e de vez. Tanto que logo depois, aos 25 minutos, a equipe rubro-verde balançou as redes pela quarta e última vez para selar o 4 a 1. Na meia-lua da grande área, Maceió falhou uma tentativa de passe e, justamente por não contar com a falha, o defensor americano perdeu o tempo da bola. Sobrou açucarada para João Diogo, da entrada da área, soltar um tirambaço para o fundo das redes. A Lusa ainda poderia ter feito mais. Seja no pênalti claríssimo, de mão na bola, não assinalado pelo árbitro alagoano Márcio dos Santos Oliveira, seja pelas inúmeras chances perdidas. A mais nítida certamente foi aquela de Guilherme Santos. Aliás, falando nisso, ainda entre os pontos positivos, estiveram nesse jogo entradas que surtiram efeito. O que não vinha acontecendo. João Diogo, Hudson e Toró entraram bem. Esse último, aliás, em poucos toques na bola, mostra que tecnicamente é diferente dos demais. Estando bem fisicamente, parece ser uma rara esperança nesse elenco. Guilherme Santos, por outro lado, entrou muito mal. A atuação dele apenas serviu para explicar por que Igor Torres, por exemplo, é titular absoluto desse time. Maceió, desta vez, ao menos deu uma boa assistência para um dos gols. No entanto, seria exagerar na boa vontade dizer que voltou, acordou, entrou na Série D, etc. Falta bastante. Essa vitória, portanto, trouxe algumas notícias positivas. Só que, pela fragilidade do adversário, pela chuva e pela condição deplorável do gramado do Canindé, não dá para tirar grandes conclusões de evolução, de crescimento, de amadurecimento do time. O elenco da Lusa, nessa vitória, conquistou uma chance de se provar. Afinal, mostrou poder apresentar mais do que aquela pobreza dos últimos jogos. Além disso, teve brio. Agora, tecnicamente, algumas dúvidas ainda ficam. Não é porque se voltou a ter um meio-campo que se pode achar que a solução está aí. Precisa funcionar efetivamente. Por outro lado, não dá para cometer aqueles tipos de erro. Sobretudo em um jogo que se tornou tão simples e tão controlado. Ou controlável, já que a Portuguesa praticamente abdicou desse controle por duas vezes e teve a sorte de o America-RJ devolvê-lo. Uma vitória que mantém Ademir Fesan no cargo após duas rodadas bem negativas e uma semana nada tranquila interna e externamente. Uma goleada para, no mínimo, serenar os ânimos e dar alguma tranquilidade para... trabalhar e mostrar evolução. O que não se pode é cair na tentação de, por ter goleado, abraçar a ilusão. Bater no peito para festejar a classificação matemática à segunda fase da Série D e defender que era tudo exagero ou injusto. As incógnitas permanecem, sobretudo se as soluções estão mesmo dentro desse elenco. Vale repetir: o mata-mata exigirá muito mais. *Luiz Nascimento, 33, é jornalista da rádio CBN, documentarista do Acervo da Bola e escreve sobre a Portuguesa há 16 anos, sendo a maior parte deles no ge. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem as do site.
As conversas entre a torcida rubro-verde na chegada ao Canindé não eram de um desespero pelos três pontos por algum risco matemático de ficar fora da segunda fase da Série D, mas de um anseio por algum sinal de confiança por parte da Portuguesa. Mais importante que a vitória em si era o que ela traria. Afinal, a Lusa vinha de uma derrota e de um empate que tiraram da torcida a pouca segurança que havia devido às fragilidades técnicas, aos erros repetidos exaustivamente e à postura atônita. No entanto, a chuva que caía sobre a cidade de São Paulo desde as primeiras horas do sábado já fazia qualquer um prever que o gramado do Canindé – absolutamente castigado no fim de semana anterior – estaria quase impraticável e prejudicaria. Nem era preciso esperar o apito inicial para prever que não daria para se fazer um diagnóstico muito claro de jogo jogado. Isso é importante para analisar tanto pontos positivos quanto pontos de alerta nessa vitória por 4 a 1 sobre o America-RJ. Os jogadores da Portuguesa mostraram, desde os primeiros minutos, algo que faltou sobretudo na etapa final do empate sem gols contra o Água Santa na rodada anterior: foco, concentração, entrega, empenho, vontade, dedicação, determinação. Também ficou claro algo que certamente partiu do técnico Ademir Fesan: saber jogar debaixo de chuva e em um gramado em péssimas condições. A Lusa apostou desde logo na velocidade, nas bolas cruzadas para a bagunça, nas tentativas de finalizar de longe. Sim, alguns atletas, aqui e acolá, demoraram alguns minutos para entrarem nessa, mas logo todos entenderam. Contribuiu, claro, o fato de o gol ter saído cedo. Aos dois minutos, Cadorini aproveitou de cabeça um bom cruzamento de Maceió: 1 a 0. Cadorini em Portuguesa x América-RJ Victor Bessa / Portuguesa SAF O America-RJ nitidamente ficou desnorteado e foram, na sequência, minutos em que praticamente só a Portuguesa ficou com a bola. Tanto que, aos 18 minutos, também após cruzamento à área, desta vez de João Vitor, Cadorini cabeceou: 2 a 0. Além da postura, vale destacar neste momento três jogadores que chamavam atenção. O primeiro, claro, Cadorini. Que obviamente voltou à titularidade, após uma rodada no banco, porque as características do jogo em lamaçal pediam uma referência na área. Acerto de Fesan. Os outros dois chamavam atenção mais pela presença do que pelo futebol. Os meias Denis e Thiaguinho voltavam a jogar após se recuperarem de lesão. A carência da Lusa no meio-campo era tão grande que a simples presença mudou o setor. Na verdade, não mudou. A real é que, com eles, a Portuguesa voltou a ter meio-campo. E olha que Denis nem jogou bem. Thiaguinho, entre os dois, foi o mais atuante, mesmo sem ser decisivo. Ainda não aguentavam tempo todo. Foram, porém, um alento. A mera presença deles em campo apenas comprovou que Portuga fica sobrecarregado quando sem a companhia de meias de fato, com algum mínimo de condição técnica. Serão a solução? Calma. Nenhum deles ainda mostrou nada que comprove isso. E, já que está feito aqui esse alerta, vamos a outro. A Portuguesa mal marcou o segundo gol e já quis se complicar. Aos 21 minutos, deu um presentaço ao America-RJ. Que facilidade a equipe alvirrubra teve para trabalhar a bola no campo rubro-verde! A bola chegou com extrema tranquilidade aos pés do lateral direito Julio César para que marcasse, também sem grandes barreiras, o gol que de certo modo recolocou o America-RJ no jogo – ainda que com severas reservas de limitações técnicas. Um gol totalmente evitável e que deu ao adversário o que ele não tinha até ali: pausa, respiro, despertar, noção de que dava para fazer algo além de correr atrás da bola. Aí está uma das razões para, dali até o intervalo, o jogo ter ficado mais difícil à Lusa. Veio o segundo tempo e, acertadamente, Ademir Fesan sacou Denis. Ao mesmo tempo em que claramente não aguentaria muito mais tempo naquele campo pesado, voltando de lesão, não estava bem. João Diogo entrou, mais uma vez, naquela função. O atacante pode não ser nenhum primor técnico, e vacilar repetidas vezes, mas vem se destacando não só pela ausência de outros nomes melhores, e sim também pela vontade, pelo empenho, pela correria, pelo foco. Acabou dando um novo gás ofensivo ao time. A mesma dificuldade de Denis também mostrava Thiaguinho. Uma descida do America-RJ pela esquerda, em que Thiaguinho só acompanhou, sem conseguir dar qualquer combate, deixando o adversário sair do meio-campo e entrar com espaço na área para tentar finalizar, claramente foi o alerta para Ademir Fesan trocá-lo. A entrada do volante Hudson gerou vaias e gritos de “burro” de alguns torcedores. Talvez por imaginar um recuo, ou algo do tipo, naquela altura. Mas, além de não haver qualquer outra opção nesse banco enxutíssimo, precisava mesmo de melhor contenção. As vaias parecem ter até dado uma injeção de ânimo a Hudson. Talvez tenha sido, nesta Série D, a única vez em que entrou relativamente bem. Porém, entrar bem foi mesmo o que fez João Diogo. Aos 13 minutos, cobrou com perfeição um escanteio pela direita. Igor Torres, dentro da área, cabeceou igualmente bem. Um belo gol: 3 a 1. Quando parecia que tudo estava resolvido veio mais um alerta. A dupla de zaga reserva, com Botteghin e Carlos Lima, substituindo o lesionado Gustavo Henrique e o suspenso por ainda mais dois jogos Biazus, até que vinha dando conta do recado. É verdade que ambos erram passes demais. Não a toa Fesan tem de deixar Portuga preso atrás para melhorar essa saída de bola. No entanto, vacilo mesmo ainda não havia rolado. Até que Carlos Lima fez a lambança que fez ao perder o controle da bola dentro da área, com certo espaço, e atingir o adversário ao tentar recuperá-la. Pênalti. Foi a segunda vez no mesmo jogo em que a Portuguesa, com tudo resolvido, tratou de se complicar e dar ao America-RJ a chance de ressuscitar. A sorte da Lusa é que, do outro lado, havia outra equipe tão obsessiva em perder chances de ouro quanto ela. Aos 22 minutos, o lateral esquerdo Arthur Vignoli foi para a cobrança. Como diziam os antigos, o goleiro Bertinato “telegrafou” onde o canhoto chutaria. Caiu para a esquerda com tranquilidade e fez uma bonita defesa. Que ajude Bertinato a recuperar a confiança. O America-RJ, que tinha a chance de incendiar a partida e complicar a vida da Lusa, acabou se perdendo completamente e de vez. Tanto que logo depois, aos 25 minutos, a equipe rubro-verde balançou as redes pela quarta e última vez para selar o 4 a 1. Na meia-lua da grande área, Maceió falhou uma tentativa de passe e, justamente por não contar com a falha, o defensor americano perdeu o tempo da bola. Sobrou açucarada para João Diogo, da entrada da área, soltar um tirambaço para o fundo das redes. A Lusa ainda poderia ter feito mais. Seja no pênalti claríssimo, de mão na bola, não assinalado pelo árbitro alagoano Márcio dos Santos Oliveira, seja pelas inúmeras chances perdidas. A mais nítida certamente foi aquela de Guilherme Santos. Aliás, falando nisso, ainda entre os pontos positivos, estiveram nesse jogo entradas que surtiram efeito. O que não vinha acontecendo. João Diogo, Hudson e Toró entraram bem. Esse último, aliás, em poucos toques na bola, mostra que tecnicamente é diferente dos demais. Estando bem fisicamente, parece ser uma rara esperança nesse elenco. Guilherme Santos, por outro lado, entrou muito mal. A atuação dele apenas serviu para explicar por que Igor Torres, por exemplo, é titular absoluto desse time. Maceió, desta vez, ao menos deu uma boa assistência para um dos gols. No entanto, seria exagerar na boa vontade dizer que voltou, acordou, entrou na Série D, etc. Falta bastante. Essa vitória, portanto, trouxe algumas notícias positivas. Só que, pela fragilidade do adversário, pela chuva e pela condição deplorável do gramado do Canindé, não dá para tirar grandes conclusões de evolução, de crescimento, de amadurecimento do time. O elenco da Lusa, nessa vitória, conquistou uma chance de se provar. Afinal, mostrou poder apresentar mais do que aquela pobreza dos últimos jogos. Além disso, teve brio. Agora, tecnicamente, algumas dúvidas ainda ficam. Não é porque se voltou a ter um meio-campo que se pode achar que a solução está aí. Precisa funcionar efetivamente. Por outro lado, não dá para cometer aqueles tipos de erro. Sobretudo em um jogo que se tornou tão simples e tão controlado. Ou controlável, já que a Portuguesa praticamente abdicou desse controle por duas vezes e teve a sorte de o America-RJ devolvê-lo. Uma vitória que mantém Ademir Fesan no cargo após duas rodadas bem negativas e uma semana nada tranquila interna e externamente. Uma goleada para, no mínimo, serenar os ânimos e dar alguma tranquilidade para... trabalhar e mostrar evolução. O que não se pode é cair na tentação de, por ter goleado, abraçar a ilusão. Bater no peito para festejar a classificação matemática à segunda fase da Série D e defender que era tudo exagero ou injusto. As incógnitas permanecem, sobretudo se as soluções estão mesmo dentro desse elenco. Vale repetir: o mata-mata exigirá muito mais. *Luiz Nascimento, 33, é jornalista da rádio CBN, documentarista do Acervo da Bola e escreve sobre a Portuguesa há 16 anos, sendo a maior parte deles no ge. As opiniões aqui contidas não necessariamente refletem as do site.
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