Náutico 3 x 1 Sport | Melhores momentos | 30ª rodada | Brasileirão Série B 2026 Mariano Soso cometeu um erro grave de leitura de jogo contra o Náutico. Pressionado na luta pelo acesso e ciente da necessidade de fazer o time voltar a vencer fora de casa, o treinador realizou uma alteração que acabou desmontando um setor que sustentava o equilíbrio da equipe e abriu o espaço que Jean Carlos precisava para assumir o protagonismo da partida. A derrota do Sport por 3 a 1 para o Náutico, neste sábado, nos Aflitos, teve vários fatores, mas a substituição de Fernando Sobral por Juan Alano no intervalo foi determinante para o rumo do clássico. Em um momento decisivo da Série B, a falha de Soso pode representar um golpe irreversível para o Sport. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Sport no WhatsApp + Veja mais notícias do Sport no ge Confira na íntegra a entrevista do técnico Mariano Soso, após a derrota do Sport para o Náutico pela Série B O primeiro tempo terminou com vantagem mínima para o Náutico, mas a partida estava longe de ser controlada pelos donos da casa. Se não fazia uma partida de imposição, o Sport conseguia oferecer ao adversário resistência, em um jogo que pode ser definido como equilibrado até então. A principal necessidade de ajuste, conforme aponta o comentarista Cabral Neto, da TV Globo, estava nos lados do campo, que apresentavam dificuldades defensivas, e não na cabeça de área. Ainda assim, Soso optou por retirar Sobral, um dos jogadores que mais davam sustento ao meio-campo da equipe na etapa inicial. A consequência da mudança de Soso apareceu quase imediatamente. Com Juan Alano, que retornava de lesão, o Sport perdeu presença defensiva na cabeça de área e deixou Willian Oliveira exposto demais. O Náutico percebeu rapidamente o novo cenário e passou a explorar os espaços entre as linhas. Fernando Sobral, volante do Sport Paulo Paiva/Sport Dois minutos após o início do segundo tempo, Jean Carlos encontrou terreno para decidir a partida. Autor de gol, assistência e principal articulador alvirrubro, ele teve liberdade para atuar numa faixa do campo que até então estava mais protegida. A avaliação encontra respaldo no que se viu durante os 90 minutos. "A saída de Fernando Sobral para a entrada de Juan Alano, no intervalo, foi o que definiu o jogo", disse Cabral Neto. O comentarista apontou que o treinador "abriu demais o time", deixou o meio-campo exposto e sobrecarregou a proteção à defesa. O resultado foi um Sport vulnerável justamente no momento em que precisava reagir. - Soso não tinha necessidade de tirar Sobral. Ele precisava ajustar mais a marcação dos lados do campo, sobretudo do lado esquerdo, mas ele acabou abrindo demais o time, deixou o time muito leve. Isso prejudicou muito o Sport - avaliou. Benevenuto fala sobre impacto da derrota no clássico na tabela "Ficou mais difícil" É importante destacar que esta foi apenas a quarta partida de Mariano Soso no comando rubro-negro. O argentino não pode ser responsabilizado pelos problemas acumulados ao longo de toda a temporada. Alguns deles voltaram a aparecer nos Aflitos. O Sport voltou a sofrer em lances de bola aérea, repetiu dificuldades para sustentar intensidade durante os 90 minutos e mostrou falhas de tomada de decisão no setor ofensivo. São sintomas que, vale frisar, antecedem a chegada da atual comissão técnica. Ainda assim, a escolha feita no intervalo teve impacto direto no resultado. A tentativa de correção veio mais tarde, quando Patrick de Paula entrou em campo e recompôs parte da força física do setor, mas o estrago já estava feito. O Náutico havia ampliado a vantagem e controlava emocionalmente a partida. O peso da derrota vai além do clássico. Na rodada passada, o Sport havia vencido o Juventude por 2 a 1, em uma atuação que renovou a esperança de reação na competição. O revés nos Aflitos interrompe o embalo e reforça um problema que se tornou crônico: o rendimento como visitante. Mariano Soso, técnico do Sport Paulo Paiva / Sport Club do Recife Foi a quinta derrota consecutiva fora de casa, sequência que também inclui tropeços contra Avaí, Novorizontino, Ceará e CRB. O último triunfo longe da Ilha do Retiro aconteceu em 8 de agosto, diante do Vila Nova. Na tabela, o impacto é evidente. Com 44 pontos, o Sport permanece na nona posição e vê o G-6 abrir ainda mais distância. O Operário-PR, que fecha a zona de classificação, soma 48. Restando oito rodadas para o fim da competição, cada erro passa a ter peso maior. E, nos Aflitos, o principal deles aconteceu justamente quando o jogo ainda permitia correção. Soso não comprometeu sozinho a temporada do Sport - longe disso -, mas sua intervenção no intervalo ajudou a transformar um clássico equilibrado em uma derrota que pode cobrar um preço alto na disputa pelo acesso. Assista: tudo sobre o Sport no ge, na Globo e no sportv