“Nos últimos tempos organizámos provas mundiais de fórmula kite na Praia da Vitória, na Ilha Terceira, depois em Vilamoura, no Algarve, e agora temos os mundiais absolutos de Viana do Castelo, no norte do país. Portugal é um país geograficamente abençoado para este desporto, que cativa cada vez mais praticantes à escala internacional”, sublinhou Spyros Krotsis.

Em declarações à Lusa, o líder da IKA não só elogiou a geografia como a “capacidade organizativa” dos portugueses para grandes eventos internacionais, congratulando-se com o trabalho que tem vindo a ser feita pela Federação Portuguesa de Vela, liderada neste ciclo olímpico por António Barros.

“Quando a natureza te ajuda e contas também com uma equipa de trabalho de grande visão e valor na federação, não há motivos para não teres atletas de elite, sobretudo quando Portugal tem uma grande tradição de ligação ao mar”, completou, desafiando os jovens lusos a apostar neste desporto de “grandes emoções”.

Para os Jogos Olímpicos de Los Angeles2028, Portugal está a tentar o apuramento com os irmãos Mafalda e Tomás Pires de Lima, atualmente oitava e 26.º do ranking mundial, sendo que o jovem luso falhou os últimos cinco meses competitivos devido a problemas de saúde – Mafalda foi 14.ª em Paris2024.

Spyros Krotsis considera que a fórmula kite “é atualmente um dos desportos mais atrativos”, não apenas pela sua espetacularidade, como igualmente pelo imenso retorno mediático que proporciona a quem investe na modalidade”.

Como exemplo, citou uma competição internacional realizada no seu país, que teve “400 milhões de visualizações no conjunto dos vídeos e mais de 1,2 mil milhões de entradas no conjunto das páginas da internet ligadas ao evento”.

O grego considerou ainda que a “fixação” da fórmula kite no programa olímpico, estreado em Paris2024, se revela fundamental, pois, defende, permitirá a muitas federações “investirem mais na modalidade”

O dirigente manifestou-se “excelentemente surpreso” com o que encontrou em Viana do Castelo, elogiando as condições naturais e organizativas, bem como o potencial turístico da cidade, convicto de que esta acolherá de futuro “cada vez mais velejadores de todo o lado em estágios de preparação para as maiores provas internacionais”.

“Já viajei por muitos lugares do mundo e acho que esta é uma cidade incrível. Os atletas têm dado excelente feedback da competição. Tudo se conjunta para termos um grande espetáculo até domingo”, concluiu.

Os Mundiais de fórmula kite juntam em Viana do Castelo 83 velejadores - 52 masculinos e 31 femininos - em representação de 30 países.

(Com Lusa)

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