Durante alguns anos, as fabricantes de smartphones começaram uma verdadeira “corrida de megapixels”. De repente, celulares intermediários passaram a exibir números de megapixel e quantidade de câmeras impressionantes nas caixas com uma promessa clara: fotos muito mais detalhadas e próximas de aparelhos premium. iPhone 17 Pro x Galaxy S26 Ultra: qual é o melhor para fotos e vídeos? Como tirar fotos mais profissionais com seu celular básico Na prática, será que um celular com câmera de 100 MP realmente entrega fotos boas, se comparados com os padrões atuais? Para entender os limites dessa ideia, testamos três modelos: o Moto G60, o Samsung Galaxy A73 e o Poco X5 Pro. 📱 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Números impressionam, mas não contam toda a história Os três aparelhos usam sensores de alta resolução, mas de formas diferentes. O Moto G60 traz câmera principal de 108 MP, o Galaxy A73 aposta em um sensor de 108 MP com estabilização óptica, enquanto o Poco X5 Pro utiliza sensor principal de 108 MP focado em nitidez e contraste agressivo. - Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis. - No papel, todos parecem próximos de tops modernos – só que a realidade mudou bastante nos últimos anos. Hoje, celulares premium usam sensores fisicamente maiores, mais avançados e fotografia computacional muito superior. Isso significa que os megapixels deixaram de ser o principal fator de qualidade. Antigamente, o processamento de imagem era bem mais "agressivo" e artificial, como é o caso do moto g60 (Renato Moura Jr./Canaltech) Durante o dia, resultados ainda impressionam Em ambientes externos e com bastante luz, os três celulares conseguem tirar fotos surpreendentemente boas para a faixa de preço. O Galaxy A73 foi o mais equilibrado. As imagens apresentaram boa faixa dinâmica, cores consistentes e processamento relativamente natural. Ainda existe excesso de nitidez em alguns cenários, mas o resultado continua agradável. O Poco X5 Pro chamou atenção pelo visual mais “impactante”. As fotos ficam muito saturadas, com contraste forte e HDR agressivo — algo que muita gente gosta nas redes sociais. O problema é que isso frequentemente reduz naturalidade. Já o Moto G60 mostrou o maior limite entre os três. Em boa iluminação, ele ainda entrega fotos detalhadas, mas o processamento da Motorola parece mais antigo. Em vários cenários, as imagens ficaram lavadas e com HDR inconsistente. Mesmo assim, todos conseguem gerar fotos perfeitamente utilizáveis durante o dia. Em ambientes bem iluminados, o Poco X5 Pro se saiu muito bem (Renato Moura Jr./Canaltech) O problema aparece quando a luz diminui Foi justamente nos cenários noturnos que os limites começaram a ficar claros. Apesar dos 108 MP, nenhum dos aparelhos conseguiu competir com celulares premium mais recentes em baixa luz. O motivo envolve sensor, processamento e estabilização. O Galaxy A73 foi novamente o mais consistente graças à estabilização óptica e ao processamento mais refinado da Samsung. Ainda assim, ruídos aparecem facilmente e texturas começam a desaparecer em ambientes escuros. O Poco X5 Pro tenta compensar usando processamento extremamente agressivo. Isso gera fotos aparentemente mais claras, mas muitas vezes artificiais, com perda de textura e excesso de suavização. Já o Moto G60 sofreu bastante à noite. O foco ficou inconsistente em alguns momentos, enquanto o processamento atingiu o ápice do artificial, com cores muito "estouradas". Na prática, ficou evidente que megapixels não conseguem compensar limitações físicas do sensor. O Galaxy A73 se saiu melhor com pouca luz, deixando a imagem menos artificial (Renato Moura Jr./Canaltech) Celulares modernos fazem muito mais com menos megapixels A comparação com aparelhos premium recentes deixa isso ainda mais claro. Hoje, muitos celulares flagship usam sensores de 50 MP ou menos (como é o caso do iPhone), mas entregam fotos muito superiores graças ao tamanho maior do sensor e ao processamento computacional avançado. Em vários cenários, um flagship moderno de 50 MP produz imagens mais limpas, naturais e detalhadas do que intermediários antigos de 108 MP. Isso acontece porque a qualidade de câmera depende muito mais de captura de luz e processamento do que apenas da resolução. Câmera de 100 MP ainda presta? A resposta é sim, mas com ressalvas importantes. Os testes mostram que celulares como o Moto G60, o Galaxy A73 5G e o Poco X5 Pro ainda conseguem tirar boas fotos em 2026, principalmente durante o dia. O problema é esperar desempenho próximo de modelos premium atuais apenas por causa do número de megapixels. No uso real, sensores melhores, processamento mais avançado e fotografia computacional fazem muito mais diferença do que simplesmente ter “108 MP” na ficha técnica. Para você entender melhor, nós comparamos as câmeras dos celulares top da Samsung, Huawei e Apple. Para redes sociais e uso casual, esses aparelhos ainda funcionam bem. Já quem prioriza fotografia mais consistente, especialmente à noite, sente claramente a evolução das câmeras modernas. Leia a matéria no Canaltech.

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