O balanço final da vitória brasileira por 2x1 sobre o Egito na noite deste sábado, em Cleveland, é positivo. O time foi superior a maior parte do tempo, produziu para vencer por margem confortável de gols e contou novamente com o poder de decisão de Endrick para definir o placar. Alguns pontos, no entanto, causam certa preocupação para a estreia na Copa do Mundo daqui a uma semana. O primeiro deles é a possível lesão de Wesley. Ele sentiu um problema muscular logo no início da partida. Fazia outra boa atuação, evidenciando a sua crescente com a camisa da seleção. A fraca atuação de Marquinhos é outro alvo de atenção, além da dificuldade para converter em vantagem no placar a boa produtividade da 1ª etapa. Escalações Carlo Ancelotti não contou com o desgastado Gabriel Magalhães. Ibañez foi a surpresa na zaga ao lado de Marquinhos. Léo Pereira ficou no banco. As entradas de Douglas Santos, Lucas Paquetá e Igor Jesus foram confirmadas. Alex Sandro, Matheus Cunha e Luiz Henrique iniciaram entre os reservas. Hossam Hassan deixou Salah mais uma vez no banco. Marmoush foi mantido no comando do ataque. Foram quatro trocas em relação ao amistoso contra a Rússia nove dias. Hassan e Mostafa Ziko entraram no sistema ofensivo. Fatouh e Hamdi Fathi na linha de defesa. Como Brasil e Egito iniciaram o último amistoso antes da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo Mesmo sendo a partida derradeira até o início do Mundial, a seleção brasileira não economizou no nível de intensidade para o jogo. Marcou a saída de bola egípcia de forma basicamente individual e com bastante energia, algo que gerou soluções, mas também alguns problemas para a equipe de Ancelotti. Impressionou novamente a maneira como Igor Thiago forçava precipitações dos zagueiros e do goleiro africano. Ele era acompanhado por Vini Jr no primeiro combate central. Raphinha e Paquetá eram agressivos abordando os laterais. Bruno Guimarães e Casemiro subiam para vigiar Lasheem e Attia. Foi exatamente esse movimento que fez o Brasil abrir o placar. Lasheem dormiu e foi engolido por Bruno Guimarães, que bateu na saída de Shobeir e marcou logo aos seis minutos. O início de jogo quase perfeito foi interrompido por uma desatenção de Marquinhos. O capitão brasileiro tentou um passe para Casemiro sem olhar e, mesmo sem pressão, ofereceu um presente para o bom Mostafa Ziko deixar tudo igual no placar. O camisa 11 egípcio já vinha se destacando. Com a estratégia de marcação brasileira. Ele e Marmoush ficavam muitas vezes no mano a mano contra Marquinhos e Ibañez. O defensor do Al Ahli perdeu apenas um duelo e se saiu bem nos demais. Já o experiente zagueiro do PSG encontrou problemas. Foi batido e chegou a receber um cartão amarelo antes da metade da 1ª etapa. Marquinhos leva cartão amarelo em Brasil x Egito Seleção Kirk Irwin/Getty Images via AFP Outro ponto negativo da partida do Brasil aconteceu ainda aos 16 minutos. Wesley, que vinha gerando profundidade ao time pela direita, sentiu o adutor de uma das coxas e teve que dar lugar a Danilo. Já no banco, ficou aos prantos com a possibilidade de ver uma lesão se confirmar e foi consolado pelos companheiros. Ao mesmo tempo em que perdeu agressividade pelo flanco destro, a seleção começou a trabalhar um pouco mais a bola em aproximações pela faixa central. Antes, forçava muitos passes em profundidade, tentando achar deslocamentos de Raphinha, Igor Thiago ou Vini Jr nas costas da defesa rival. Com mais passes trocados por dentro, encontrou a precisão para produzir com regularidade. O Egito já não conseguia mais vencer duelos ao encontrar seus dois atacantes centrais. Apesar disso, tentava evitar ligações diretas. Rodava a bola e chegou a incomodar com Trezeguet e Hassan em conduções interessantes pelos flancos, mas nada que tenha se concretizado em jogadas de perigo. Igor Thiago Brasil x Egito Seleção Kirk Irwin/Getty Images via AFP Bruno Guimarães era o principal destaque. Seja em recuperações de bola no campo rival ou na construção ofensiva. Raphinha e Paquetá também mostraram bom nível. Tabelaram algumas vezes na intermediária. Vini demorou a incomodar Hany pela direita. Melhorou depois dos 25 minutos, mas mostrou-se muito impreciso para terminar as jogadas. Igor Thiago padeceu do mesmo problema. Ambos perderam chances claras diante de Shobeir. Raphinha foi outro a fazer o goleiro egípcio trabalhar bem. O time africano não mostrava tanta coordenação em sua última linha de defesa. O Brasil encontrava passes entre os defensores e poderia ter recuperado a frente do placar antes do intervalo. Ancelotti fez oito modificações no time que voltou para o 2º tempo. Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Endrick e Matheus Cunha entraram nos lugares de Alisson, Marquinhos, Ibañez, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vini Jr e Igor Thiago. Raphinha e Douglas Santos foram os únicos jogadores que iniciaram a partida a voltarem para a 2ª etapa. No Egito, Salah e Abdelmonem entraram nas vagas de Trezeguet e Hassan. O comportamento brasileiro não mudou, principalmente a aptidão para pressionar a saída de bola ou forçar erros logo após perdas de posse no ataque. Raphinha quase fez o segundo em ótima jogada de Luiz Henrique, mas na sequência foi na linha de fundo e cruzou para Endrick marcar aos seis minutos. Como Brasil e Egito voltaram para o 2º tempo. Time africano passou a jogar com linha de cinco na defesa. Rodrigo Coutinho O Egito passou a aumentar o seu tempo de posse de bola depois dos dez minutos. As pressões do Brasil na saída adversária já não eram tão constantes. Salah e Fatouh incomodaram Weverton em finalizações da entrada da área. Alex Sandro e Gabriel Martinelli entraram logo depois da parada para hidratação. Douglas Santos e Raphinha saíram. Hossam Hassan fez outras trocas no Egito até o apito final. Entre elas as entradas dos talentosos Eman Ashour e Abdelkarim. A equipe tentou pressionar o Brasil ao trabalhar dentro do campo adversário, mas não concluiu mais com tanto perigo. Além de Luiz Henrique e Endrick; Bremer, Danilo, Fabinho e Alex Sandro se destacaram no âmbito defensivo.

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