Flamengo 3 x 0 Botafogo | Melhores momentos | 25ª rodada | Brasileirão 2026 O Botafogo perdeu para o Flamengo por 3 a 0, a terceira derrota seguida do time no Brasileirão, com gols de Samuel Lino (2) e Carrascal. O placar elástico se construiu nos minutos finais, com dois gols em sequência. Atuações do Botafogo: Justino e Marçal são os piores em derrota no clássico; dê suas notas Durante a maior parte do segundo tempo, os botafoguenses conseguiram pressionar em busca do empate, enquanto o rival se mantinha no campo de defesa. Para o técnico interino Rodrigo Bellão, o segundo tempo é um recado importante do time. — A gente fez um primeiro tempo que tinha estratégia que acabou não encaixando e no intervalo ajustou. Fizemos um segundo tempo muito bom, criou muitas oportunidades e evitar às vezes até que eles passassem do meio-campo. Acabamos tomando um gol de transição de bola parada já na reta final do jogo, quando estávamos mais próximos de fazer. O segundo tempo foi uma mensagem muito importante que deixamos, o compromisso que nós temos com a nossa torcida. Isso foi importante para a gente ter esse gás no segundo tempo — analisou o treinador. Bellão diz que Botafogo precisa de sequência de treinamento Um tema que vem sendo recorrente na atual sequência ruim do Botafogo na temporada é a dificuldade em fazer gols. São quatro jogos sem vencer no Brasileirão em que o time marcou três vezes, sendo uma delas contra o time reserva do Fluminense e outras duas nos minutos finais contra o Athletico-PR, quando já perdia por 3 a 0. Para Bellão, a eficácia no ataque é o principal foco de melhora para o time pensando em virar a chave e buscar as vitórias. Ele ressaltou em entrevista coletiva que a boa notícia é o time seguir criando oportunidades ao menos. Rodrigo Bellão em Flamengo x Botafogo André Durão — Acho que a gente tem que manter uma sequência do que a gente vem fazendo. Tivemos pouco tempo de treino efetivamente. O que estamos focando mais é nessa parte. Temos que olhar para o copo meio cheio, porque continuamos criando. Se a gente não tivesse criado o tema seria outro. Criamos oportunidades, como nas últimas partidas, e são ajustes que temos que melhorar. Agora tendo uma semana cheia de fato, a gente tende a conseguir uma melhora nessa questão — projetou. O Botafogo volta a jogar no próximo domingo (06), às 18h30, e o adversário é ninguém menos que o líder do Brasileirão Palmeiras. O duelo acontece no Estádio Nilton Santos. Veja outras respostas do técnico interino: Chances perdidas Bellão detalha ações para melhorar ataque do Botafogo — Posso comentar em relação ao tempo que estou aqui. Tenho buscado equilíbrio. Temos um ataque positivo, um dos melhores da competição. Quando conseguirmos combinar nosso jogo ofensivo com nosso sistema defensivo como equipe. Esse equilíbrio que a gente está tentando encontrar. Assim como foi da outra vez que passei, tentei criar isso. É o que estou tentando nesse momento. Minutos antes de levarmos o gol nós fazemos e é anulado pela arbitragem. Danilo — Não vi o que ele falou, então não posso comentar. Acho que ele vem crescendo a cada partida. No último jogo estava com desconforto e não estava disponível justamente para poder jogar aqui. Enquanto esteve com gás, acho que foi muito bem na partida. Ajudou a gente a sair de trás e as chances que conseguimos sair foi com participação dele. Acho que se espera muito da fase decisiva dele na frente, porque foi o que fez no primeiro semestre, acho que em breve ele vai conseguir voltar a desempenhar o mais alto nível. Foi um jogador muito importante para essa criação ofensiva que a gente teve. Bellão entende que Danilo está em evolução no Botafogo Objetivo no Brasileirão — Acredito muito que o Botafogo enquanto tiver aqui vai entrar pra vencer partidas. Penso sempre um passo de cada vez, não faço projeções. Eu penso no problema que eu posso resolver. Meu foco é resolver porque estamos criando e não estamos conseguindo ganhar. Meu foco vai ser ganhar, buscar melhoria para isso. Não me preocupo com projeção futura. Cabe à diretoria responder as pretensões do clube. Para mim, é ganhar o próximo jogo. Estamos passando por um momento turbulento, uma tabela difícil contra os três líderes do campeonato. São jogos difíceis. Para mim não faltou no quesito desempenho, mas falta o resultado acontecer. Substituições — Tínhamos uma estratégia de controlar o jogo fechando o corredor central. Isso era muito importante pela qualidade de jogo do Flamengo para construir por dentro. Entramos em um 532, com essa linha de cinco e os três meio-campistas fechamos bem o corredor por boa parte do primeiro tempo. No final não conseguimos manter a posse e eles acabaram crescendo. A partir disso eu opto em colocar o Danilo Pereira para ter mais profundidade, ele tem muita mobilidade. — Eu optei por manter um centroavante e um segundo atacante por dentro. Aí conseguimos desequilibrar tendo dois meias pelos lados e criamos dois para um em cima dos laterais. Queria alguém por dentro para conseguir fazer dois contra um. Quando coloco o Junior jogando por dentro, achei que o Arthur fez uma partida que lutou muito, naquele sprint final a gente precisava de gasolina nova. A ideia foi colocar ele com mais energia. — O Villalba foi a ideia de manter a linha de cinco com combustível novo para bater e voltar. Conseguimos no segundo tempo evitar muito as transições do Flamengo. O segundo tempo acabou não sendo uma transição que a gente está lá em cima montado, mas bola parada que os zagueiros estão na frente. Acaba tendo reajustes que não conseguimos evitar. Muitas vezes se olha só para o ataque e esquece que se não tiver organizado atrás não consegue cuidar disso. Fizemos isso com maestria no segundo tempo. Cruzamentos — Trabalho bastante e uma coisa que eu acredito muito é na chegada pelos lados. Cruzamento faz muito parte disso. Falando do que eu trabalho, temos focado em término de jogada pelos lados. Acho que é questão de tempo a gente conseguir melhorar isso. Não acho que é um jogador específico, é uma questão geral. Quanto melhor terminarmos a jogada pelos lados, teremos mais efetividade. Alex Telles — Não tenho atualização. Ele sentiu em uma disputa no fundo. Tiquinho — Ainda está se condicionando. Ficou meses sem atuar e vai sendo revisado dia a dia. Tem um plano, mas pode ser mudado. Vamos ver com o decorrer da semana. Gabriel Batista — É uma opção de início. O Warleson ainda está com os pontos e foi uma prudência nossa. Os dois foram contratados para disputar essa vaga. Eles vão construir essa titularidade com tempo, no dia a dia. Nesse momento optei por seguir com o Gabriel. Como animar o torcedor — Quando eu falo da sequência difícil, não é desrespeito a ninguém. Eles são os três líderes. Não tem jogo fácil, mas se tem alguém embalado nesse momento são esses três. Poucas equipes vão enfrentar esses três ao mesmo tempo como nós. Por isso essa dificuldade momentânea. Na sequência vamos pegar equipes em diferentes momentos na competição. A gente tende quando está triste a olhar o copo meio vazio. — Tudo na vida tem lado bom e ruim. Quando a gente começa a olhar só para o ponto fraco, deixa de criar perspectiva. Como acredito no dia a dia, o copo meio cheio, a criação, as chances, o quanto a gente melhora. Acho que é nisso que o torcedor pode se apegar. Se a gente deixasse de produzir seria pior para a gente. Montoro — O Montoro eu acredito muito nessa função de 10. Contra Athletico e Cienciano ele jogou por dentro. Por estratégia hoje dificultou. A gente fechou o corredor central para tirar o conforto deles. Tanto que o gol acaba não sendo da forma que eles costumam construir por dentro. Foi um momento que a gente estava subindo a linha para fazer pressão na frente a bola entra. Conseguimos controlar várias dessas bolas no primeiro tempo. Como a estratégia acabou não encaixando no primeiro tempo, a minha culpa eu não consegui colocar ele para render. — Era o que o jogo estava pedindo. Olho muito para a história que o jogo está contando e por isso minha opção por tirar ele. Pela característica a gente não ia conseguir explorar o potencial dele. Da mesma forma que a entrada do Danilo Pereira que qualificou pela característica de segundo atacante. Era o que o jogo estava precisando naquele momento. Por isso a gente tem diferentes características de jogadores para mexer. Acredito que esse jogo estava pedindo outra característica que não a dele [Montoro]. Semana cheia — Semana tranquila nunca tem no futebol. É cheia de trabalho e isso é importante. Vou ter cinco treinos. Nada melhor que trabalhar bem para conseguir ajustar situações que precisamos ajustar. Não acho que está faltando trabalho psicológico. Temos profissionais capacitados para isso. Um trabalho técnico, físico e mental bom. Quando temos semana cheia conseguimos ajustar melhor. Todas as partidas fui variando as escalações. — Todo mundo está tendo oportunidade. Logico que uns mais, outros menos. Outros chegaram recentemente e preciso conhecer para usar eles melhor. Tento explorar a característica que cada jogador pode trazer para potencializar quem pode potencializar. Sei que o torcedor quer conhecer a escalação do goleiro ao ponta-esquerda, mas desde 1970 isso não acontece mais. Essa intensidade dos jogos proporciona rotatividade. Na partida passada, utilizei o Edenilson que não tinha usado ainda. Aos poucos vamos colocando e preenchendo o time com as qualidades que nossos jogoadores podem ter. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv